Ponto Vermelho
Rumo aos quartos-de-final
2 de Julho de 2014
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Estão já definidas as 8 Selecções que se encontrarão nos quartos-de-final do Campeonato do Mundo. Para lá chegarem assistimos de tudo um pouco: 3 jogos em que o vencedor só foi apurado após prolongamento, 2 em que os 120 minutos não chegaram e foi necessário recorrer às grandes penalidades e, finalmente, 3 em que a equipa que seguiu em frente conseguiu a vitória nos 90 minutos. Como que justificando o equilíbrio entre quase todos competidores, em termos de distribuição geográfica prevalece também uma igualdade com 4 equipas europeias e 4 do continente americano com prevalência sul-americana onde aliás se encontram duas das Selecções favoritas à vitória final.

Esta constatação permite concluir neste momento, que a tese que defendia que as equipas europeias estavam em clara desvantagem por nunca terem vencido um título mundial sempre que a fase final se disputou no continente americano, não se está a confirmar para já. E ao observar-se o emparelhamento dos quartos de final, conclui-se que em 50% dos encontros será eliminada obrigatoriamente uma equipa europeia e outra sul-americana, enquanto de igual modo serão apuradas para as meias 2 Selecções dos mesmos continentes. Depois é fazer futurologia; como continua tudo empatado tanto poderão ser apuradas mais 1 ou 2 equipas europeias como o mesmo se aplica à situação inversa. É pois grande a expectativa sobre o que poderá vir a acontecer.

No muito que já aconteceu algumas conclusões poderão ser extraídas. É que salvo excepções (nas quais infelizmente Portugal se inclui pela negativa no 1.º jogo com a Alemanha e que viria a determinar a sua saída prematura da prova), o equilíbrio tem sido a nota dominante mesmo com aquelas Selecções que à partida eram tidas como favoritas (Alemanha, Argentina, Brasil, etc) e isso tem-se reflectido nos resultados finais em que a incerteza tem pairado até ao fim, com prolongamentos e decisões por penálties mantendo a dúvida até ao derradeiro apito do árbitro.

É evidente que a par de surpresas muito agradáveis, Selecções houve que constituiram uma profunda desilusão. Para além de Portugal cuja prestação como é óbvio tem vindo a ser intensamente escalpelizada nem sempre da melhor forma é certo, a eliminação logo na 1.ª fase de 3 campeões Mundiais, a Espanha campeã em título, a Inglaterra e a Itália terão constituído porventura as maiores surpresas até pelas fracas exibições conseguidas. Mas se no caso da Espanha e da Itália cheirou claramente a fim de ciclo, já no caso inglês notou-se apesar de tudo evolução em relação ao passado recente com o despontar de vários jogadores cuja margem de progressão se afigura coerente e segura, estando convictos que irão demonstrá-lo já no próximo Euro. Na Espanha está a chegar ao fim a geração dourada que tudo venceu, e a Itália reflectiu a crise que tem assolado o futebol transalpino nos últimos tempos.

Do lado das surpresas positivas na Europa, claramente a França e a Bélgica acompanhadas da Holanda, ainda que esta seja mais uma vez confirmação. De facto as duas primeiras depois da travessia do deserto, têm vindo a aproveitar o excelente trabalho que tem vindo a ser feito na formação com a afirmação de vários jovens talentos que se aprestam para dar cartas nos próximos tempos. A Holanda como se sabe é um caso sério nessa área e por norma apresenta sempre Selecções de altíssimo nível em que mistura jovens talentos com jogadores maduros e igualmente talentosos numa simbiose perfeita que tem dado os seus frutos. Finalmente a Alemanha está a confirmar ainda que com algumas dificuldades e sem grandes exuberâncias o favoritismo que lhe era apontado.

Quanto às Selecções do continente americano o destaque vai, como é óbvio, para a inesperada Costa Rica de quem provavelmente pouco se esperava mas que está a surpreender. Espera-a um teste de fogo com a Holanda. A seguir temos a Colômbia que está a fazer uma magnífica prova com jogadores de classe e em grande apuro de forma e que será um teste fortíssimo para o Brasil que, apesar de continuar em prova (com alguma sorte), tem constituido uma desilusão pelo futebol desgarrado e desligado que tem apresentado. Tem vivido dos fogachos de Neymar e tem apertado o coração a milhões de brasileiros. O México e o Chile embora eliminados apresentaram equipas interessantes e competitivas com vários elementos a sobressair e a despertar o interesse dos caçadores de talentos… Não há dúvida que os próximos jogos prometem muito entusiasmo e quem sabe se mais surpresas…








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