Ponto Vermelho
Pormenores...
10 de Janeiro de 2013
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Enquanto que o (des)governo que temos numa acção pouco imaginativa de marketing atirou a pedra e depois correu a esconder a mão ao tentar empurrar para cima do F.M.I. o odioso que não quer assumir, um dos seus muitos papagaios de gabinete completamente desfasado do país real e das tremendas dificuldades dos portugueses – Carlos Moedas –, veio elogiar o relatório encomendado e que sugere as medidas do costume – mais cortes sobretudo no estado social –, os portugueses amantes do desporto tiveram direito a acompanhar mais uma eliminatória da Taça da Liga que servia para definir os clubes que seriam apurados para as meias-finais da competição com final agendada para Coimbra.

Com alguns clubes bem encaminhados ainda assim aconteceram algumas surpresas, da qual a maior terá sido porventura a derrota do Paços de Ferreira em Alvalade, não tanto porque o Sporting não tenha jogadores para levarem de vencida os pacenses, mas devido à turbulência que neste momento se vive no covil do leão na expectativa próxima da realização de uma Assembleia que tem como ponto único a destituição de Luís Godinho Lopes, apesar da banca representada no Conselho Fiscal tudo estar a fazer para que tal não aconteça. Seja como for, o Sporting registou a 1ª vitória depois de um longo interregno e vingou-se da derrota sofrida para o campeonato perante o mesmo adversário que ficou pelo caminho em detrimento do Rio Ave.

De facto, a despeito de à partida não ser previsível este cenário, a realidade é que o clube de Vila do Conde conseguiu vencer na Madeira um irregular Marítimo e apurar-se para as meias-finais, cabendo-lhe defrontar o FC Porto no Dragão (sempre a recorrente sorte nos sorteios, será o bruxo de Fafe?). Azuis e brancos a meio-gás tendo em conta o clássico, venceu pela margem mínima com um penalty que só existiu na imaginação de uma das actuais vedetas do apito – João Capela –, muito embora o V.Setúbal como clube amigo pouco mais tenha feito do que cócegas na linha do que é habitual quando defronta os azuis e brancos. Afinal depois da partida de Hulk que tem experimentado algumas dificuldades na Rússia, ficamos com a sensação que está a querer despontar outro simulador de penalties que com a colaboração dos apitadores promete passar a dar cartas a breve trecho. É só aguardar. Vamos lá a ver se é este ano que a Taça muda de nome…

Por sua vez o SC Braga apurou-se de uma forma natural e, estando ainda envolvido quer na Taça de Portugal quer na Taça da Liga, é de crer que aposte forte nas mesmas, já que no campeonato não sendo impossível, é muito problemático. Mesmo com toda a boa vontade. Para já compete-lhe receber o Benfica (o calendário continua a ajudar…) e tendo em conta os últimos resultados no AXA, é aceitável que acalente esperanças de chegar à final. Antes desse jogo para decidir quem virá a ser o finalista, será avaliada a temperatura, pois precisamente um mês antes receberá os encarnados para o campeonato no que será a 1ª jornada da 2ª volta. Começará portanto a aquecer a frente das várias provas e precipitar-se-ão as decisões…

Por sua vez o Benfica que também estava bem direccionado para se classificar para as meias-finais da prova recebia a Académica a quem só a vitória interessava para ser apurada. Com uma equipa muito diferente daquela que tinha sido titular na Amoreira (apenas Jardel entrou de início), os encarnados denotaram algumas dificuldades na 1ª parte por menor rotina entre os seus elementos e também devido ao mérito dos estudantes. Apesar de ainda ter marcado no 1º round sofreu o empate na última jogada e viu no recomeço a Académica adiantar-se no marcador. Todavia, naquilo que dantes se caracterizava por '10 minutos à Benfica', os encarnados deram a volta ao marcador e a partir daí ainda que tivesse baixado acentuamente o ritmo o seu apuramento nunca esteve verdadeiramente em perigo.

Subjacente a estes jogos e obviamente no Dragão e na Luz, na mente das estruturas e dos jogadores, como não podia deixar de ser, pairou sempre a sombra do clássico do próximo Domingo. Por mais que os responsáveis repisem a teoria que deve ser pensado jogo a jogo, a importância ainda que não decisiva do jogo da Luz, fez com que fossem tomadas algumas precauções como aliás se constatou nos onze iniciais de ambas as equipas. Mas é indiscutível que a Taça da Liga por mais que alguns a queiram desvalorizar, constitui um bom ponto de partida para pôr à prova os plantéis das principais equipas e para manter a motivação de alguns jogadores que nem sempre têm hipóteses de jogar na prova-rainha definida como objectivo primeiro em virtude das portas que abre na Europa dos mais abastados e que vem dar uma importante contribuição à tesouraria dos principais clubes.








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