Ponto Vermelho
Momento de dúvidas e de indefinições
3 de Julho de 2014
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1. Pela parte que toca aos benfiquistas, vai grande a azáfama para os lados da Luz e do Seixal. No dia em que o Benfica regressou aos treinos para começar a preparar a nova época futebolística, várias têm sido as notícias que apontam para a saída de mais jogadores do plantel encarnado, todos obviamente titulares na pretérita temporada. Um facto perfeitamente natural se considerarmos que o Benfica depois do esforço feito e que foi recompensado com a conquista do triplete, necessitava de vender para equilíbrio da sua tesouraria e de cumprir com os compromissos assumidos.

2. Sabedores disso os clubes com maiores possibilidades financeiras a nível europeu têm demonstrado estar atentos e preparados para tentar levar algumas das pérolas encarnadas se possível a preços convidativos. Confirmadas oficialmente estão para já as vendas de André Gomes, Rodrigo (embora os dois tenham comparecido na apresentação) e de Ezequiel Garay já programada desde Janeiro e que apenas surpreendeu pelos valores envolvidos para um jogador com a sua categoria. Neste preciso momento, admite-se que os próximos dias tragam novidades a avaliar pelos insistentes rumores que começam a surgir em catadupa de várias fontes.

3. Em boa verdade, dada a época quase sublime que a equipa encarnada realizou, era expectável que os seus jogadores mais emblemáticos sofressem o assédio de outros emblemas que conjugam a dupla vantagem de estarem a competir em campeonatos muito mais competitivos e simultaneamente disporem de uma muito maior capacidade financeira podendo oferecer níveis de remuneração muito superiores ao que qualquer clube português de topo consegue alguma vez pagar, pelo que esses argumentos de peso fazem inclinar a balança de modo decisivo para o seu lado.

4. Muito se tem falado sobre a aposta que os grandes clubes portugueses deviam fazer na formação e depois de começarem a obter resultados, apostar nos jogadores que revelem maior potencial e que mais se destaquem durantes as várias etapas formativas, pois seria uma das formas de poder combater a opção em jovens jogadores estrangeiros que mal têm êxito logo se apressam a escolher outras paragens como ponto obrigatório de destino. Enquanto se mantiver a presente conjuntura e o mercado global parece ser utópico adoptar essa ideia como solução prioritária. Não vemos que os clubes enquanto for possível, abandonem a opção que têm vindo a seguir nos últimos anos com êxito comprovado, ainda que exista a contrapartida de ver os jogadores a não chegarem a aquecer o lugar.

5. Formar custa dinheiro e manter em actividade um Centro de Formação é algo dispendioso pelo que há que encontrar soluções. O adepto comum sempre se preocupou pouco com as temáticas financeiras que não lhe despertam grande interesse porque julga que isso é uma tarefa exclusiva das Direcções dos clubes. Apenas quer ver bons resultados desportivos e nesse particular enquadram-se as vitórias e sobretudo os títulos. Como aliás sucedeu na temporada anterior, não se importando com as facturas que mais tarde ou mais cedo terão que ser liquidadas sem apelo nem agravo. Chegou a hora.

6. Essa conjugação variada de factores está a revelar-se mais uma vez neste defeso. E até com nuances. Quando se esperava que os potenciais compradores esperassem pelo fim do Mundial para irem às compras (embora com o risco da inflacção inerente), observamos que a sensivelmente 2 meses do mercado de transferências encerrar, as aquisições fervilham e estão-se a concretizar, muito embora exista a tradicional especulação inerente por parte dos agentes envolvidos com o auxílio da imprensa para gerar concorrência e assim incrementar o valor no mercado de jogadores que interessa transaccionar.

7. É possível que alguns dos jogadores cujo nome tem aparecido com regularidade na imprensa (Enzo, Cardozo, Gaitán, Maxi Pereira, Oblak, Rúben Amorim, etc) acabem por sair do Benfica. É afinal de contas um processo que se repete e que deve ser encarado como um facto corrente em função da magnífica época que realizaram ao serviço da equipa. Poderão até ser mais do que é normal mas isso não pode de nenhuma forma dar origem a um processo de desgaste nos adeptos. Nessa condição, admitindo a hipótese de alguns virem a sair, temos naturalmente pena de os ver partir. Mas a vida não pára por um só instante e, a exemplo de todos os começos de temporada, outros virão e darão seguimento ao seu trabalho. Não da mesma forma mas diferente, faltando aferir se com mais vantagens ou maiores inconvenientes. Assim sendo, estamos confiantes que no fim teremos, mais uma vez, condições objectivas para sorrir…






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