Ponto Vermelho
Reagrupamento nas trincheiras
11 de Julho de 2014
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Por EagleView

A penúltima época que falhou in-extremis mas sobretudo a última que revelou a verdadeira face do Benfica actual, não trouxe só azia e inveja às forças poderosas do Sistema que como todos sabemos futebolisticamente falando, têm como expoente o FC Porto com a ajuda extremamente influente do clã da Controliveste/Olivedesportos. Ambos estão a atravessar uma fase nervosa que os tem trazido preocupados, uma vez que a sua hegemonia está a começar a ficar seriamente ameaçada. Depois de algumas escaramuças que foram ultrapassando, desta vez o desafio é muito mais sério e complexo. Daí o tocar a reunir.

Com início na recta final da temporada anterior mas com especial incidência no defeso que está ainda a decorrer, muitas têm sido as movimentações a nível dos bastidores, campo preferido do Sistema. Umas mais nítidas e transparentes por não restar alternativa, mas o grosso da coluna da forma recorremente seguida – através de expedientes e golpadas que visam o reforço e a reorganização das tropas um pouco dispersas, enquanto têm tentado criar um leque diversificado de dificuldades ao Benfica o principal inimigo a abater. Não só no campo desportivo mas também noutros tabuleiros em particular na vertente financeira.

De novo e para variar houve uma aposta fortíssima na saída do treinador Jorge Jesus pois isso constituiria uma rude golpe nas aspirações dos encarnados tendo em conta a conjuntura que estamos a atravessar com a ameaça do plantel encarnado ficar desfalcado de forma significativa, sendo que as aquisições que têm vindo a ser feitas, apesar de criteriosas e de qualidade, constituirem sempre um ponto de interrogação na assimilação dos novos processos e rotinas da equipa. Os casos anteriores falam por si e em equipas de alta competição como o Benfica os novos jogadores, por um conjunto razões, nem sempre têm a possibilidade de revelar todas as suas capacidades de forma imediata.

Por outro lado, na vertente financeira, devido às circunstâncias especiais de mercado em que se encontra o principal credor bancário, tem havido solicitações fortes para que os empréstimos não sejam prorrogados e em vez disso liquidados, ao mesmo tempo que existem rumores que apontam para que o Fundo Benfica constituído com a ESAF possa vir, eventualmente, a ser dissolvido. A ser verdade, a realidade objectiva é que tal irá criar uma enorme pressão sobre a tesouraria encarnada que a vai obrigar a accionar mecanismos alternativos para a realização dos fundos adequados.

Aconteça o que acontecer e sejam quais forem as dificuldades que tenhamos que enfrentar, não tenho a mais leve dúvida de que, mais uma vez, saberemos dar a volta por cima e dentro de um ano sairemos de novo vitoriosos e os nossos adversários que nos avaliam e tratam como inimigos, sairão mais enfraquecidos. O velho ditado do último a rir é o que ri melhor terá aqui plena aplicação. É apenas esperar pelo desenrolar dos acontecimentos que prometem elevada expectativa.

No FC Porto Pinto da Costa com a corda na garganta, não lhe restou alternativa senão oferecer o controlo ao empresário Jorge Mendes, a troco de um empréstimo de 30M para pagar dívidas correntes e salários... e total carta branca para ser o dono exclusivo dos negócios portistas desta época – entradas e saídas. Como outra contrapartida e para poder recuperar a dianteira, Pinto da Costa terá visado o enfraquecimento dos rivais lisboetas. No Sporting, trocar o treinador foi a primeira (o Mónaco nunca na vida iria optar por um treinador com o perfil de Jardim). A segunda, apontava para restringir ao máximo a venda dos activos leoninos com mercado (Rui Patrício, William, etc) a fim de evitar encaixes importantes. Que, recorde-se, são representados por ele.

No Benfica, estamos a ver o que está a acontecer e o cenário é propício ao aproveitamento e a gerar um certo caos. Tudo o que estava para trás de comissões e intermediações está a ser cobrado ao cêntimo (foram muitos e variados os negócios com o Real Madrid, Atlético, Chelsea e Zénit, principalmente, tudo via Mendes), que resultaram em muitas saídas importantes. E o que mais poderá acontecer até ao fecho definitivo do mercado poderá não ser de desprezar…

Em paralelo estamos igualmente a assistir a uma inflexão algo estranha para os lados da Pedreira. Numa conjuntura de crise acentuada e de aumento de dificuldades para os clubes, observa-se com surpresa a um enorme fortalecimento do SC Braga. Pelos vistos a aposta engloba o maior número de fichas, sendo que a isso não será alheio o objectivo oculto do Sistema de sonhar em deixar um (ou de preferência os dois rivais lisboetas) de fora da Champions, na época seguinte. Não é um cenário novo pois a tão criticada internet já falava dele há vários meses. Encaixa no que se está a constatar actualmente a nível dos quatro clubes. Não antever este ataque é ou não perceber nada do assunto ou não querer saber. Vai ser curioso…




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