Ponto Vermelho
Críticas & Insultos-III
14 de Julho de 2014
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Por EagleView

Verdade inquestionável é que a imoralidade e a falta de ética tomaram conta de todos os locais. Actualmente, por norma, não se discute positivo mas quase em exclusivo descobrir a melhor forma de tentar neutralizar os alvos que vão sendo sucessivamente definidos. Sejam ou não do nosso próprio clube o que revela a fobia e a falta de carácter que define certas e determinadas pessoas. Se assim não fosse não víamos os inimigos a passarem-se por benfiquistas em blogues, jornais e tv´s que lhes dão acolhimento, a personalizar a crítica na pessoa do presidente e do treinador que constituem alvos primordiais por motivos óbvios. É a forma que entendem ser a mais eficaz para atingir o clube.

Questiono: porque o fazem? Porque, recebendo ou não incumbências e encomendas, pensam que assim estão a ser úteis aos clubes e aos interesses que defendem ou representam: A branquear tramóias e a defender os decisores dos seus clubes enquanto julgam rebaixar o clube inimigo, personalizando a crítica na figura do presidente como fonte de todos os males. Acima de tudo porque entendem que isso leva a resultados positivos para os seus clubes e a negativos para o objecto da crítica. Não é segredo para ninguém que o nosso principal adversário tem um departamento exclusivo em full time com essa incumbência, ocupado pelos SD e por gente alheia ao clube paga expressamente para o efeito.

Se os nossos inimigos acham que fazer crítica injusta e mentirosa, na sombra e de forma encapotada, defende os seus interesses e dos seus clubes porque raio é que pessoas que se dizem benfiquistas fazem o mesmo? Também é para defender os seus interesses? Críticas desmioladas como as que observamos todos os dias lembram-me sempre os pais que batem nos filhos porque, como eles dizem, "só querem o bem dos filhos", "é bom para os educar", "só se perdem as que caem no chão", "os meus pais também me batiam" e outras imbecilidades do género. São maus pais, gente indigente e incompetente para serem pais. E isso reflecte-se ao longo de toda a sua vida seja qual for a actividade a que se dediquem.

Se pessoalmente achar que a crítica conduz a resultados positivos faço-a mas sempre em última instância. Prefiro apontar factos que aconteceram do que criticar coisas que desconheço, que poderão vir eventualmente a acontecer. Tento nunca especular. Há adeptos que não são minimamente competentes para serem adeptos. Criticar sem saber do que se fala é próprio de pessoas ignorantes, ressabiadas e frustradas que o fazem não para tentar melhorar o clube mas para provar que estão vivos. Para fugir a uma vida alienada, acham que têm uma palavra a dizer e querem decidir todos os destinos porque pensam que o simples acto de pagar quotas lhes garante esse direito de forma peremptória.

Muitos fazem-no obviamente por interesse próprio, mas outros há, receio bem que parte significativa, que se deixam enredar pelos cantos de sereia que chegam de todos os quadrantes. E já não falo dos críticos manhosos que criticam por agendas escondidas. Continuo a preferir dar o benefício da dúvida a quem foi escolhido pela grande maioria do povo benfiquista. Por isso confio em quem governa e lidera o Benfica e já deu provas de que é competente! E não me refiro apenas ao presidente, que é apenas uma peça numa grande engrenagem, mas em toda a gente que trabalha no Benfica. Não ignoro que num universo tão vasto como é o encarnado, haverão certamente pessoas menos habilitadas e capazes que não ofuscam todavia o trabalho e as realizações da maioria.

De facto, há hoje em dia muitas pessoas que se dizem benfiquistas que não sabem o que é ser adepto ou mero simpatizante. Ser adepto no sentido restrito é pagar as quotas, ir ao estádio ou assistir a jogos do Benfica. No sentido lato é, naturalmente, muito mais do que isso. Ser adepto no sentido lato é nunca sentir vergonha, continuar a aplaudir de pé e cada vez com mais força e sentir orgulho no clube mesmo quando estamos a perder em casa por 10-0 contra o maior rival, a jogar miseravelmente e a levar um banho de bola. Isso não implica que se perca de vez a capacidade crítica porque ela é necessária e importante se for feita com objectivos sérios de contribuir para que coisas menos boas se transformem em obras de que nos possamos vir a orgulhar. Infelizmente, continua a haver muitos cabeças duras que não conseguem entender isso. Mas estão sempre a tempo…








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