Ponto Vermelho
Benfica - FC Porto
13 de Janeiro de 2013
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Liga Zon-Sagres - 14ª jornada - Época 2012/2013
Estádio da Luz, 13 de Janeiro de 2013 - 20:15

Benfica (Titulares): Artur, Maxi Pereira (C), Jardel, Garay, Melgarejo, Matic, Enzo Pérez (Carlos Martins 57m) Salvio, Gaitán (Ola John 88m), Lima (Aimar 68m) e Cardozo.
Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Roderick, Bruno César, Carlos Martins, Kardek, Aimar e Ola John

Árbitro Principal: João Ferreira - AF Setúbal
Árbitros Auxiliares: António Godinho e Luís Ramos


Cartões Amarelos: Enzo Pérez 47m; Matic 63m e Maxi Pereira 86m
Cartões Vermelhos: -

Resultado Final: 2-2. 0-1 Magala 8m; 1-1 Matic 10m; 1-2 Jackson Martinez 15m; 2-2 Nico Gaitán 17m

Baterias apontadas a mais um Clássico que como é prática já se vinha jogando há semanas, e que desta feita contava com ainda mais atenções de todo o mundo, como provavam não só as muitas estações de televisão internacionais que transmitiam a partida, mas ainda os muitos emissários de outros clubes presentes na Luz. Ainda que disputado em Janeiro e na 1.ª volta, era transversalmente reconhecida a importância desta partida, em particular no que dizia respeito ao aspecto anímico.

Jorge Jesus, o qual antecipadamente sabia não poder contar com Rodrigo, deixaria ainda Luisão - que estava em dúvida - de fora, reeditando a dupla Garay-Jardel, mas não enjeitava ainda assim em dispor a sua equipa no habitual sistema táctico de dois avançados que acabariam por ser Lima e Cardozo. Nas alas Jorge Jesus colocaria Salvio e Gaitán, no miolo Matic e Enzo Peréz, e a lateral direita voltava a contar com Maxi Pereira em detrimento de André Almeida. Por seu turno, no banco, o técnico portista apostaria em Pablo Aimar, deixando assim de fora da partida André Gomes.

Já Vitor Pereira, que abraçara uma política algo trauliteira na antevisão ao Clássico e que se deparava com as lesões de Maicón e principalmente de James Rodriguez, também se manteria fiel ao habitual 4-3-3, optando desse modo por fazer alinhar Defour no lugar do colombiano.

Quanto à terceira equipa, chefiada por João Ferreira, vítima de uma campanha orquestrada pelos portistas desde que se soubera da sua nomeação, dirigia o seu quinto e porventura último Clássico, sendo ainda de registar que o árbitro da AF Setúbal contava já antes desta partida começar com 33 jogos da equipa encarnada e 28 da azul e branca.

Com o Estádio da Luz a apresentar uma excelente moldura humana, os espectadores viam ainda antes do jogo começar Óscar Cardozo receber das mãos de Luis Filipe Vieira uma lembrança pelos 100 golos marcados de águia ao peito, e depois de assinalarem uma belíssima coreografia, assistiam de seguida a um início de partida muito dividido.

Ainda assim, a pressionar alto e a jogar com os blocos subidos, beneficiando ainda de um Benfica incompreensivelmente nervoso, o jogo praticamente começava com um fora-de-jogo mal assinalado a Defour, lance que poderia levar muito perigo à baliza de Artur. Tentava responder o Benfica e ao minuto 2, num canto batido por Óscar Cardozo da direita, era Salvio que desviava para defesa atenta de Helton, e era com muita luta no miolo que aos 8’ o FC Porto iria mesmo adiantar-se no marcador, na sequência de uma falta a meio-campo; João Moutinho bombeia a bola para a área encarnada, e depois de Jackson quase pentear a bola, Mangala é o único que acredita na trajectória feliz do esférico e, à boca da baliza, bate um desamparado Artur.

Balde de água fria e fica assim premiado o melhor arranque dos visitantes na primeira oportunidade de golo da partida, ao qual tentava e conseguia reagir o Benfica; aos 8’, cruzamento de Salvio da direita e é Mangala quem desvia para canto, e na sequência do mesmo resulta o golo do Benfica. E que golo!; cruzamento de Melgarejo a sobrevoar a área portista, Cardozo nas alturas de primeira a colocar em Lima que de primeira assiste Matic, e o sérvio à entrada da área também de primeira a rematar para um grande golo, levando a Luz ao rubro.

As bancadas voltavam a animar-se e havia então mais Benfica, e aos 11’ depois de uma jogada em que a bola por pouco não chega a Lima, quem tira o golo a Lima acaba por ser... Jackson Martinez. Voltava a ameaçar o FC Porto ao minuto 13’, quando Alex Sandro rompe da esquerda para o meio e a defesa encarnada acaba por resolver o lance quando Jackson Martinez estava em posição de criar muito perigo, mas aos 15’ os portistas acabariam mesmo por chegar a novo golo; falha clamorosa de Artur Moraes que com a proximidade de Jackson permite que o colombiano intercepte o passe para Maxi, e o colombiano a aproveitar para correr para a baliza deserta e atirar para o 1-2, levando a melhor sobre a oposição de Garay.

15 minutos, 3 golos, muita desilusão entre as hostes benfiquistas... Mas não ficaríamos por aí. Ainda o FC Porto comemorava o golo e já o Benfica empatava aos 17’; combinação na direita entre Salvio e Maxi, o argentino cruza rasteiro e quer Helton quer a defesa portista não conseguem aliviar, e a bola chega finalmente a Gaitán que não enjeita para atirar forte e colocado para o 2-2. De novo a Luz em festa, ainda que os festejos do banco benfiquista fossem mesmo no sentido de transmitirem confiança a Artur, visivelmente abatido pelo lance minutos antes.

Os primeiros 20 minutos traziam assim um jogo electrizante, mas a caminho da meia hora a partida entraria de seguida numa fase mais pausada, com o FC Porto a tirar vantagem no centro do terreno e a aproveitar para trocar a bola, num jogo então disputado em pouco mais de 30 metros e com as equipas muito curtas na luta pelas operações. Ainda assim era o FC Porto quem mais beneficiava, e sucediam-se então alguns lances junto à baliza de Artur; aos 23’ numa descida pela direita de Defour a bola atravessa a área encarnada sem que Varela lhe chegue, aos 26’ era Jardel que resolvia um lance perigoso resultante de uma combinação entre Alex Sandro e João Moutinho, e aos 26’ quando o internacional português cria novamente algum perigo.

À entrada para o último quarto de hora da primeira parte, aos 31’ era Melgarejo que punha cobro a uma investida de Danilo pela direita, naquele que era o primeiro canto da partida para os portistas, e os ânimos aqueciam de seguida, com o Delegado da Liga a ter inclusive de chamar João Ferreira por causa de cartolinas arremessadas para o banco do FC Porto.

O Benfica continuava a não conseguir impor o seu jogo e só aos 35’ via Salvio descer pela direita e Helton resolver o cruzamento do argentino, mas logo de imediato aos 37’ respondia Moutinho que, depois de combinação com Lucho, vê Jardel mais forte deixar a bola sair pela linha final.

Fora das quatro linhas o speaker de serviço pedia para não se utilizarem lasers, e lá dentro continuavam as evidentes dificuldades encarnadas, sem capacidade para ganhar as operações a meio campo. Ainda assim, à entrada para os últimos 5 minutos da primeira parte era o Benfica quem viria a ter sinal mais; primeiro aos 40’, quando Salvio pela direita acaba por ver um portista ceder novo canto, e pouco depois na sequência de uma falta primeiro sobre Cardozo e depois sobre Lima nas imediações da área portista, esta sim assinalada. Com Cardozo a ter de regressar ao jogo de cabeça ligada, do livre a 25 metros da baliza de Helton marcado por Gaitán nada resultaria, isto porque Moutinho desviava para novo canto, ele que também ficaria maltratado na sequência do lance e tinha assim de ser assistido. Muitas paragens e 3 minutos de compensação, nos quais o único motivo de registo era uma falta de Varela sobre Salvio aos 45+1’ perto da bandeirola de canto, e da qual não resultaria qualquer perigo para a baliza de Helton.

O intervalo chegava depois de uma primeira parte intensa, e para a segunda parte esperava-se que o Benfica fosse capaz de assumir mais o jogo e controlar melhor as operações. Com muitos jogadores em aquecimento, a equipa de Jorge Jesus reentrava pois bem mais agressiva, mas fruto de novas precipitações e óbvio mérito do adversário, era novamente o FC Porto quem voltava a ganhar a batalha do meio-campo no instantes iniciais.

Com muita luta pela posse de bola aos 46’ Fernando pisava Gaitán mas era curiosamente Enzo quem via amarelo (infantil) por protestos, e era o próprio argentino quem cometia nova falta em zona perigosa na direita, da qual desta feita não resultaria qualquer perigo. Tentava carregar o FC Porto, respondia o Benfica, que aos 54’ numa insistência de Enzo, vê Salvio de boa posição e com espaço acabar por cruzar para as mãos de Helton.

O Benfica equilibrava as operações e aos 56’ é mesmo Artur quem consegue colocar Cardozo em posição de remate, isto depois do paraguaio ganhar espaço na área portista e à meia volta atira por cima, e aos 57’ surgia a primeira mexida na equipa de Jorge Jesus; Enzo, admoestado, saía para dar o lugar a Carlos Martins. Tentava novamente o FC Porto acercar-se da baliza de Artur aos 57’, quando Jackson tenta assistir Varela e vale Garay a resolver o lance, e aos 58’ Defour pedia uma falta junto à área encarnada, depois de um lance com Maxi Pereira.

Pouco depois de um cruzamento da esquerda do ataque encarnado acabar por sobrevoar a área portista sem que ninguém chegasse para a emenda, o jogo entraria então numa fase mais faltosa, na qual João Ferreira mantinha o critério largo, como prova não admoestar Mangala depois deste entrar sem autorização. Sem grandes soluções de parte a parte, as bolas paradas iam sendo deste modo previlegiadas para fazer chegar algum perigo à baliza adversária, e aos 60’ na sequência de um lançamento de Maxi Pereira da direita, a bola sobra mesmo para Melgarejo que mal enquadrado com a baliza, acaba por atirar por cima.

Na luta das bolas paradas, Matic via o amarelo aos 63’ por derrube a Alex Sandro que originava nova oportunidade de alvejar a baliza de Artur, mas desta vez valia... Mangala, que via a bola que porventura se encaminharia para a baliza bater-lhe na nuca e sair por cima. O Benfica continuava algo precipitado nas acções ofensivas e sem grande inspiração nas alas era Salvio que aos 65’ conquistava canto na direita do qual voltaria a não resultar qualquer perigo, e aguardava-se então a entrada de Pablo Aimar na partida.

Ainda antes, aos 67’ e depois de um grande passe de Carlos Martins que encontra Salvio nas costas de Alex Sandro, o argentino precipita-se e remata de primeira para defesa a dois tempos de Helton, quando talvez pudesse correr com a bola ou inclusive endossar a bola a Cardozo, naquela que foi uma boa oportunidade para o Benfica.

Aos 68’ Lima saía então para a entrada de Aimar, e o Benfica ia então abusando do jogo directo que o FCP agradecia, embora não aproveitasse por seu turno para tirar contrapartidas, fruto da falta de clarividência ofensiva. Aos 70’ reclamava-se grande penalidade a favor do Benfica, depois de um encosto de Fernando a Gaitán que era legal (ombro com ombro), e aos 71’ e na resposta portista vale Jardel que se antecipa a Jackson Martinez e resolve um lance de algum perigo.

Havia agora mais Benfica e depois de novo canto a favorecer os encarnados aos 72’, de novo algum perigo junto da baliza de Helton; Jardel na insistência ainda se antecipa ao guarda-redes portista, contudo a bola sai muito por cima da trave. No capítulo da disciplina, Otamendi derrubava Aimar aos 74’ e João Ferreira adiava a mostragem do primeiro cartão amarelo a um portista, e no mesmo minuto surgia a primeira substituição na equipa azul e branca; saía Defour, entrava Izmailov, uma estreia absoluta no FC Porto.

A grande oportunidade da segunda parte chegaria aos 76’ e pertenceria ao Benfica; Aimar passa a Gaitán que com um belo passe de primeira isola Cardozo, contudo o paraguaio vê Helton desviar o seu remate com a ponta dos dedos, levando a bola ainda a embater no lado de fora do poste direito da baliza portista e a sair para canto. Lamentava-se o naturalmente o desperdício numa partida com poucas oportunidades de golo, e aos 78’ era a vez de Matic ver-lhe perdoada a expulsão, depois de uma falta cometida pelo sérvio numa saída portista que, não fosse o critério alargado de João Ferreira, decerto lhe valeria a segunda cartolina.

Explodia o banco do FC Porto, que aos 79’ via Moutinho ganhar sobre Maxi e levar algum perigo à área benfiquista, e o primeiro amarelo para os portistas chegava-nos apenas aos 81’, quando Moutinho derruba de forma grosseira Aimar. Não entenderia assim Vitor Pereira que continuava a mostrar algum nervosismo no banco portista e a insurgir-se contra as decisões do árbitro.

Aimar estaria perto do golo aos 83’ ao cabecear de excelente posição perto do poste da baliza de Helton, depois de um cruzamento com conta, peso e medida de Cardozo entretanto (mal) anulado por fora-de-jogo inexistente ao argentino, e aos 84’ nova confusão, depois de uma entrada dura de Maxi sobre João Moutinho junto ao banco portista, da qual resultaria cartão amarelo para o uruguaio e nova explosão junto do banco de suplentes do FC Porto. Na sequência do livre perigoso, a defesa benfiquista resolveria, e aos 88’ Jorge Jesus iria gastar a terceira substituição, fazendo Ola John entrar para o lugar de Gaitán (algo tarde).

Por seu turno Vítor Pereira mostrava estar satisfeito com o empate quando aos 87’ Abdoulaye rende Varela, e já quando dentro dos 4 minutos de compensação aos 90+1' Castro rendia Lucho, e até ao final apenas um lance polémico na área portista, quando Garay cai e pede penálti. João Ferreira nada assinalaria e terminaria o jogo pouco de seguida com o empate, que motivaria de imediato um cerco ao árbitro movido por Vitor Pereira, Antero Henrique e também Paulinho Santos, sendo o técnico principal aquele que estava mais irritado. Também irritado parecia estar Fernando, que reeditando 2009/10, lá foi pontapeando tudo o que lhe aparecia à frente no caminho para os balneários. Resultado justo numa partida equilibrada, para registar; 9-8 em remates, 23-24 em ataques, 50% de posse de bola para cada lado, 7-1 em cantos, 1-6 em foras-de-jogo, 16-20 em faltas cometidas, e... 3-1 em cartões amarelos, com o portista a chegar apenas aos 82'...

Depois de na flash interview falarem Jackson Martinez e Matic - excelente exibição - surgiram então as declarações de Vitor Pereira sem direito a perguntas. Com uma voz algo trémula, o técnico portista reclamaria «3 foras-de-jogo mal tirados», «2 expulsões claríssimas» e não enjeitaria o momento para reclamar créditos e ainda amesquinhar o adversário; «um grande Porto e o grande Benfica que falam a bater bolas na frente e a jogar nas segundas bolas».

Já Jorge Jesus optaria por dizer que o resultado havia sido aquilo que o jogo ditara, e que depois de uma primeira parte «de loucos, a segunda parte mostrou um jogo mais equilibrado em que a grande oportunidade é de Cardozo. O técnico benfiquista falaria ainda de um jogo muito intenso em que a pressão muito alta do FC Porto originou que a sua equipa tivesse dificuldades nos primeiros 45 minutos para ter a bola, mas que na segunda houve mais espaço, porque o trio portista do meio campo pressionaria menos. Quanto às críticas de Vitor Pereira a João Ferreira o técnico benfiquista diria que na sua opinião o árbitro fez uma grande arbitragem, e instado a comentar quem sai mais penalizado com o empate, Jorge Jesus disse que entre estas equipas não é muito importante o factor casa e que ninguém sai beneficiado. Por último, quanto a um hipotético último jogo de Aimar, defendeu nada saber, mas que não está no horizonte do Benfica perder o jogador, se bem que nunca se sabe.

De registo ainda a «conferência de imprensa» mais em jeito de comunicação do técnico portista, na qual foi notória a campanha contra Maxi Pereira e novos ataques soezes ao Benfica - «Isto é o Benfica, bola longa, Cardozo, segunda bola...» - e haveria ainda possibilidade para assistirmos à «fina ironia»; críticas à nomeação, críticas a jornalistas, críticas à Liga, e ainda críticas à arbitragem. Para último voltaria a cassete do «contra tudo e contra todos».

Não o deixaria sem resposta Luis Filipe Vieira, referindo que não haviam motivos para tanto alarido porque na entrada de Fernando sobre o Gaitán o árbitro também deixou seguir, e quanto às críticas de Vítor Pereira o presidente benfiquista adoptaria alguma ironia, dizendo que «deve haver algum equívoco aí porque ainda há bem pouco tempo ouvi Pinto da Costa dizer que só os burros falam de arbitragem».

Comentário Final: Evocando o passado recente e até ao começo do jogo, diríamos que se a lógica imperasse o Benfica era favorito à vitória final por um conjunto alargado de razões. Contudo, não foi isso exactamente que aconteceu.

Com uma entrada algo nervosa, o Benfica permitiu que o FC Porto tivesse a iniciativa do jogo e quando aos 8’ Mangala inaugurou o marcador admitimos que o Benfica iria encontrar muitas dificuldades atendendo a que a iniciativa do jogo estava do lado dos portistas e com um meio-campo em superioridade numérica. Contudo, o Benfica reagiu de pronto e empatou logo a seguir com um grande golo de Matic, mas num lance inofensivo Artur voltou a borrar a pintura oferecendo aos azuis e brancos a possibilidade de se adiantarem de novo no marcador. Mais uma vez foi sol de pouca dura pois o Benfica chegou de novo ao empate e até final da 1ª parte o jogo decorreu equilibrado sem mais oportunidades de golo.

No recomeço, o FC Porto voltou a entrar bem no jogo e sensivelmente até aos 20’ controlou as operações sem todavia criar perigo. O Benfica durante esse período não foi suficientemente pressionante, tentou executar com rapidez e por isso falhou imensos passes, com os jogadores adversários a ganharem quase sempre as bolas divididas. A partir daí o Benfica equilibrou mais as operações no meio campo e através de vários ataques poderia ter chegado à vitória sobretudo numa desmarcação de Cardozo que isolado permitiu a defesa de Helton para o seu poste direito.

Daí até final e apesar do Benfica estar por cima do jogo e os portistas parecerem estar satisfeitos com o empate nada de especial ocorreu, apesar de uma falta sobre Garay dentro da área azul e branca que o árbitro não terá vislumbrado.

En conclusão, foi um jogo equilibrado entre duas grandes equipas no cômputo geral dos 90 minutos, com muita emoção nos primeiros vinte, sendo que o resultado acaba por ajustar-se ao desenrolar do encontro. Em nossa opinião o melhor jogador sobre o terreno foi Matic e Garay foi o pêndulo de sempre.

Quanto à arbitragem vários foram os equívocos em que ocorreu tanto técnica como disciplinarmente, mas teve um mérito inequívoco: foi coerente no julgamento para os dois lados e tendo em conta isso não se perceberam alguns destemperos verbais e atitudes que ocorreram antes e depois, o que revela que os portistas andam nervosos e já nem a ironia os salva.
















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