Ponto Vermelho
“Os Dogmas do FCP”-I
01 de Outubro de 2014
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Por EagleView

A figura de Alberto Miguéis dispensa qualquer tipo de apresentação por ser por demais conhecida em todo o universo benfiquista. E não só. Detém um arquivo riquíssimo do Benfica desde a sua fundação, é um colaborador habitual do canal televisivo do clube e mantém activo um blogue sob a designação "Em Defesa do Benfica" onde publica textos da maior importância para uma melhor compreensão dos benfiquistas, ao mesmo tempo que combate as imprecisões e as atoardas que os adversários e inimigos do Benfica vão tentando espalhar incessantemente.

Não resisto por isso em divulgar ainda que de forma parcial neste espaço, um texto publicado no citado blogue sob o título em epígrafe que ajuda a compreender melhor os estados de espírito portistas, habituados que estão a ganhar não importando o como nem onde. Aqui fica reproduzida a 1ª parte do texto em mais uma viagem a um passado tenebroso e de mistificação:

«Há mentiras que os portistas não admitem ser postas em causa. Ficam furiosos, até violentos. Porque sabem que são essas mentiras que sustentam o actual (com 30 anos) FC Porto. Ao deixarem ou se deixarem atingir essas mentiras estão a permitir desestruturar o poderio do FCP. E isso deitará por terra o mito do Clube do Presidente Infalível. Apesar do tema de hoje no EDB ser acerca de assuntos do FC Porto, eles tornam-se importantes para os adversários - o Benfica para eles é inimigo - porque mostram como esse clube utiliza todos os meios para vigarizar e ainda "se ri". A rábula do número de espectadores ilustra como desprezam a verdade e o rigor!

1.-Calabote: Dogma criado por José Maria Pedroto no final da década de 70 para "esconder" os benefícios que estava a obter da arbitragem. Perante as críticas que o FCP estava a ser beneficiado respondia que ”Benfica/Benfiquistas/Vocês queriam era Calabotes!" O árbitro Inocêncio Calabote era "persona non grata" de Pedroto. Já no tempo deste - anos 50 - como futebolista e capitão do FCP, devido a duas arbitragens do FCP com o SCP. Depois de terminar o campeonato nacional de 1958/59 o "Processo Calabote" serviu para esconder a arbitragem de Francisco Guiomar em Torres Vedras onde expulsou dois futebolistas do SCU Torreense. Se foram justas ou não a verdade é que o clube visitado ficou reduzido a nove, entre o 2-0 (88') e 3-0 (90') que deu o título ao FC Porto.

Depois com Pinto da Costa seguiu-se a arquitectura do Dogma Calabote: mais de dez minutos de "prolongamento" (quando foram três ou quatro minutos), expulsões de jogadores do GD CUF, grandes penalidades inventadas (quando duas são inequívocas, uma dúbia - há quem escreva desde não ter existido falta, até ser livre directo ou mesmo que era grande penalidade) mas há quem escreva - por exemplo, em "O Século" - que existiu uma grande penalidade aos 60 minutos transformada em livre-directo, ou seja, a falta foi cometida dentro da grande-área mas Inocêncio Calabote mandou colocar a bola fora desta!

O dogma ainda há pouco foi avivado, em Maio, pela revista oficial do clube portista. Para o excelente "O Norte Desportivo" foram cinco minutos. O que confirma o que dizem algumas "fontes" que o jogo do Benfica começou sete minutos depois do que se realizou em Torres Vedras, mas depois, o FCP em Torres Vedras conseguiu atrasar o início da segunda parte em cerca de dois minutos, "encurtando" de sete para cinco o tempo de desfasamento entre os dois encontros!

2. - Antigo Regime: Dogma criado por Pinto da Costa (no seguimento da Cartilha Pedroto de desviar as atenções) em meados dos anos 90 para justificar porque ganhava o FCP tanto nos anos 90 e não o conseguia fazer antes! Não conseguia porque o Benfica era o Clube do Regime por isso protegido por este com todos os outros clubes a serem prejudicados. O primeiro clube a beneficiar do Regime Repressivo, implantado em 28 de Maio de 1926, foi o FCP. Foi Instituição de Utilidade Pública em 13 de Março de 1928. O SLB - integrando um conjunto de cinco emblemas - só atingiu tal distinção (e benesses financeiras) em 6 de Setembro de 1960.

O FCP teve dirigentes - presidentes da Direcção - com promiscuidade entre clube e Regime, ou seja, foram em simultâneo dirigentes do FCP e exerceram cargos políticos no Estado Novo. Ao contrário do Benfica. Há um outro dogma (numa espécie de dogmazinho) associado a este. O FCP começou a dominar quando começou em Portugal a Democracia. Mentiras, mas que passam por verdades. O Clube que mais beneficiou da implantação da Democracia foi o Benfica. Tricampeão logo entre 1974/75 e 1976/77. Nas vinte temporadas após 1974 (1974/75 a 1993/94) o SLB conquistou mais que o FCP: Mais dois campeonatos nacionais e mais duas Taças de Portugal, além de melhores classificações e melhores percursos na Taça de Portugal.

Por tudo isto Pinto da Costa só criou o dogma nos anos 90. Se fosse a seguir ao 25 de Abril de 1974 era ridicularizado, pois havia ainda muitas pessoas vivas e com memória que fariam chacota e virariam - com exemplos concretos - o Clube do Regime para o FC Porto. Por tudo isto Pinto da Costa só criou o dogma nos anos 90. Se fosse nos anos 80 seria ridículo pois o Benfica ganhava mais. E ganhou enquanto a Democracia não se degradou, com o FCP a ser um dos principais cancros dessa degradação, pela interferência que tem na política e na justiça.» (…)
















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