Ponto Vermelho
As velhas teorias da “treta”
4 de Novembro de 2014
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Cada vez mais a opinião pública e os adeptos do futebol como especiais destinatários, são massacrados com as obsoletas teorias da treta por opinadores que tomaram conta do espaço desportivo de todos os órgãos de informação, que vai crescendo cada vez mais a ponto de se tornar num espaço em que na maior parte das vezes os adeptos que não se deixam enredar pelo serviço à la carte fornecido em doses industriais, passam à frente por revelar escassez de interesse e por apenas procurar casos que possam ser polemizados para aumentar as audiências e vender papel.

A insistência em pseudo-factos como por exemplo o lance que anulou a possibilidade de golo ao Rio Ave assumiu contornos épicos e, confessamos depois de tantos anos relacionados com o fenómeno do futebol, nunca tínhamos presenciado tão acesa discussão invertida em relação a um lance correctamente sancionado pelo árbitro-auxiliar, ou seja um não-assunto. Verdadeiramente digno de ser armazenado ao som das trombetas e fanfarra no livro preto dos casos mais anedóticos do futebol nacional. Sobretudo nos tempos que correm, vale que todos gostamos de situação hilariantes para amenizarmos as dificuldades com que nos deparamos todos os dias na vida quotidiana.

Mas assaz interessante e digna dos maiores encómios foi a teoria expendida pelo Director do campeão dos pasquins portugueses - Octávio Ribeiro – na sua crónica de Sábado no diário Record. A pretexto do tal lance de que muitos falaram até à exaustão (???!!!), o plumitivo, com o rigor e a isenção que o caracterizam, esforçou-se por fazer a ponte e aproveitar a boleia para tentar malhar na BTV, cujas transmissões directas do futebol da equipa do Benfica na Luz continuam, pelo que se observa, a causar-lhe intensos pruridos e problemas de difícil digestão. Chegámos a admitir, pelos vistos extemporaneamente, que a situação pudesse ser gradualmente assimilada, mas pela sua reacção estávamos equivocados.

Nunca duvidámos que perante a recorrente e deprimente situação que nos era oferecida pela Sport TV, o passo em frente dado pela BTV era corajoso e o mais adequado às circunstâncias. Para além da importante questão financeira, era impossível continuar nos esquemas habituais em que o monopólio da Sport TV era perverso e ilustrativo da podridão em que assentam os bastidores do futebol português, uma questão que parece não incomodar Octávio Ribeiro. Mas ao optar pela transmissão dos jogos do Benfica na Luz e rompendo com a vergonhosa manipulação das transmissões da Sport TV dos jogos do Benfica, todos estávamos cientes a começar pelos principais responsáveis do canal, que a responsabilidade tinha que ser bem doseada e gerida sob pena da algazarra em standby poder atingir decibéis elevados.

Várias tentativas foram feitas quando a decisão era já irreversível de tentar demonstrar a falta de rigor e de isenção que a BTV iria emprestar aos jogos por si transmitidos, um cenário que estava directamente relacionado com o despautério da manipulação de imagens e comentários em off e em on que eram a imagem de marca do canal da Olivedesportos. Assim, a partir do momento em que se iniciaram as transmissões, a BTV e os seus responsáveis a todos os níveis ficaram sob intenso escrutínio de toda a casta de adversários e inimigos que ficaram atentos e vigilantes à espera da primeira escorregadela para de imediato virem endrominar a opinião pública com a falta de rigor e de isenção do canal benfiquista, uma situação prevista por eles desde o princípio. Dá um certo gozo vê-los esperar impacientemente sentados…

Mas a avaliar pelas teorias rigorosas e isentas de Octávio num exemplo de como não se deve fazer jornalismo, ele continua a acreditar e a esperança é sempre a última a morrer. Continua firmemente esperançado no primeiro deslize para vir proclamar aos quatros ventos a convicção da sua futurologia, dado que e até ao momento presente, só tem recebido lições de rigor e de isenção por parte das realizações da BTV, seja qual for a perspectiva por onde queira observar, provando-se que o que está sempre em causa, como afinal tudo na vida, é a seriedade e a honestidade intelectual com que se abordam todas as problemáticas da vida. E, não menos importante, até poderá retirar as ilacções necessárias e um novo tirocínio na arte de bem fazer jornalismo. Para que conste…








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