Ponto Vermelho
Os treinadores do FCP-I
11 de Novembro de 2014
Partilhar no Facebook

Por EagleView

Por reportar a importantes e bem elucidativos acontecimentos que fazem parte da história rocambolesca e conspurcada do futebol português e para que relembremos (os mais antigos) e façamos constatar (as novas gerações), passamos a reproduzir com a devida vénia ao grande benfiquista Alberto Miguéis e ao blogue (“Em Defesa do Benfica”), um bem elaborado conjunto de textos subordinados ao título acima e que consideramos do máximo interesse recordar.

Não é a "Estrutura" é a "Estrutura estruturada" (vulgo Sistema, para nós mortais):
Que os treinadores do FC Porto são fracos, até a imprensa (agora admite) mas curiosamente ao admitir "informa" que ganham por que têm "uma estrutura forte e ganhadora atrás"! Ou seja, chegámos a uma nova dimensão do futebol, em que não interessa ter um treinador com qualidade. Basta ter uma estrutura, arranjar um Zé Ninguém, para passear a braçadeira de treinador e preencher os pré-requisitos da competição e eis que a equipa a jogar... ganha porque tem a "Estrutura": atrás, ao lado e à frente. Poupem-me. "Senhores" dos media. Não é "Estrutura". É o "Sistema"... estúpidos! Ou então, quais cobardes, os Idiotas Úteis nos media arranjaram um eufemismo para "Sistema" chamando-lhe "Estrutura"! E é, afinal um "Sistema" é uma "estrutura estruturada"!

Pinto da Costa (PdC) nunca quis ter bons treinadores no FCP. Sempre quis ter treinadores que lhe servissem os propósitos: ou seja fazer o que ele manda e não serem inteligentes, para perceberem que não são eles os principais obreiros dos triunfos, mas quem joga por fora. Por isso quer treinadores medíocres em início de carreira que não percebam que o mérito das conquistas é muito mais de quem joga por fora do que quem joga por dentro!

Parte I (5 em 18): José Maria Pedroto, Artur Jorge, Tomislav Ivic, Quinito e Carlos Alberto Silva:
Quando PdC assumiu a presidência do FCP tratou de resgatar Pedroto, pois os dois tinham sido "expulsos" pelo presidente da Direcção, Américo de Sá, do clube portista após findar a temporada de 1979/80 com o FCP a perder o campeonato nacional para o Sporting CP e a final da Taça de Portugal (no Jamor) para o Benfica. Nas 13 épocas iniciais - mais concretamente "doze e meia" PdC contratou cinco treinadores, com dois deles (Artur Jorge e Ivic) a regressarem para um segundo período e um (Quinito) que "nem aqueceu" o lugar.

A - PEDROTO:
1. Pedroto: O maior mito (mentiroso) do futebol português

Ao contrário do que se afirma Pedroto, enquanto treinador - nos clubes e na selecção portuguesa - foi um treinador mediano. Como estratego foi grande, mas aí entra a sua veia maldosa, intriguista e maquiavélica.
Depois de deixar o futebol como jogador no FC Porto enveredou pela carreira de treinador, primeiro nos juniores do FCP e da selecção nacional dessa categoria (1961/62), depois por clubes onde obteve classificações medíocres. Seguiu-se o FCP onde não foi além de três épocas de frustrações (dois terceiros lugares), mesmo com uma em 1968/69 em que conseguiu pressionar o Benfica manobrando por fora. Em conluio com os dirigentes da AD Sanjoanense e da FPF conseguiram anular uma vitória, por 2-0, do Benfica na 4.ª jornada para obrigar à repetição do jogo entre a... 25.ª e a 26.ª jornada! Mais de sete (sete! repito) meses depois do jogo anulado da 4.ª jornada, em 29 de Setembro de 1968 ser jogado em 23 de Abril de 1969). Porquê? Porque o jogo decisivo disputava-se na 25.ª jornada (20 de Abril de 1969), na recepção ao FC Porto na Luz, pois na 1.ª volta o FCP vencera, por 1-0, o "Glorioso".

2. A "malandrice" contra o SLB não resultou... à justa":
Após a 24.ª jornada, o SLB com menos um jogo, estava empatado no 1.º lugar com o FCP. Se o FCP vencesse dificilmente não seria campeão, pois mesmo que o "Glorioso" vencesse os dois jogos finais, o melhor que conseguiria era ficar empatado com o FCP, mas este tinha vantagem no confronto directo.
O jogo foi muito difícil, porque o árbitro Manuel Fortunato de Évora permite "tudo e mais alguma coisa" aos portistas. Só um Benfica de aço consegue "levar e calar" para manter o 0-0, a igualdade pontual e tentar depois vencer nas duas jornadas finais: na 4.ª jogada entre a 25.ª e a 26.ª vence, por 1-0, a AD Sanjoanense onde, em São João da Madeira, se assistiu a "tudo e mais alguma coisa" e em Tomar, na 26.ª e última jornada, em 27 de Abril de 1969, o "Glorioso" venceu, por 4-0, o União de Tomar. Nesta o FCP também venceu, por 1-0, o CF "Os Belenenses", no estádio das Antas.

Entretanto o presidente do FCP, o banqueiro fascista Pinto de Magalhães percebeu que Pedroto instrumentalizara um clube adversário (AD Sanjoanense) para facilitar o seu trabalho, despediu o treinador Pedroto, após este ter dito no balneário que estava com os jogadores contra o presidente e no gabinete do presidente que estava com ele contra os jogadores. Na Luz e na última jornada foi já o seu adjunto António Morais que orientou o FCP, com a supervisão "por fora" de Pedroto. O presidente do FCP levou ainda o assunto a uma assembleia geral que proibiu a frequência das instalações do FCP por Pedroto enquanto funcionário do clube, a menos que uma outra assembleia geral anulasse a sanção». (…)
















Bookmark and Share