Ponto Vermelho
Os treinadores do FCP-III
16 de Novembro de 2014
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Por EagleView

Avançamos com a 3.ª parte da história do futebol portoguês no que toca aos treinadores do FC Porto na última fase do último século que em boa hora Alberto Miguéis e o blogue (“Em defesa do Benfica”) lançaram para amplo conhecimento dos adeptos e da opinião pública, em particular um conjunto diversificado de aspectos que eram desconhecidos na sua grande maioria.

«9. Dia da infâmia: começou o "Futeluso". Em 18 de Maio de 1977 um dos dias mais vergonhosos - uma infâmia para o SC Braga - na história do futebol português (o começo do "Futeluso"), com o SC Braga a ir jogar uma final a casa do adversário perdendo, por 0-1 e, diz-se, nunca recebendo as contrapartidas prometidas pela "dupla"! Árbitro... Porém Luís - ainda vamos ouvir falar dele - de Leiria, tal como António Garrido!

10. Bicampeonato com dois árbitros: Manuel Vicente e ... Porém Luís. Finalmente o FCP consegue ser campeão nacional após um período em que perdeu 18 títulos consecutivos, entre 1959/60 e 1976/77, muito à custa das arbitragens controladas pelos boavisteiros - Laureano Gonçalves e Pinto de Sousa, entre outros - colocados no Conselho de Arbitragem da FPF. Pedroto era natural de Almacave, Lamego. De não muito longe veio o seu compadre Manuel Vicente, árbitro transmontano que fui subindo de categoria como reserva para o "que der e vier" e deu, na 28.ª jornada de 1977/78, empurrou o FCP para cima do SLB, com o FCP a conseguir, aos 83', o golo que deu o empate a um golo no estádio das Antas, permitindo ao FCP conquistar o título que fugia há duas décadas, com o mesmo número de pontos (51) do Benfica, igualdade no confronto directo (0-0 e 1-1), mas melhor diferença de golos (FCP: + 60 (81-21) e SLB + 45 (56-11), muito por "culpa" das goleadas de "última hora", ou seja, na segunda volta. Mais uma vez não era possível a Américo de Sá colocá-los na rua!

11. Roubas tu ou roubo eu! Na época seguinte de novo um campeonato muito equilibrado decidido nos "pormenores" eufemismo para más arbitragens, como na 1.ª volta, com António Garrido de Leiria na 2.ª jornada a oferecer a vitória, por 1-0, à equipa da casa (FCP) e na 2.ª volta, na 17.ª jornada, na Luz, a "fabricar" o empate a 1-1, quando aos 77 minutos Porém Luís (eu disse que ia voltar a falar dele) de... Leiria (simples coincidência esta parelha leiriense com António Garrido) , Duda do FCP com um "fora-de-jogo" de dois metros junto a Zé Henrique marca o golo que permite ao FCP gerir o ponto de vantagem com que conquistou o bicampeonato nacional. Mais uma vez não era possível a Américo de Sá colocá-los na rua!

12. Em 1979/80 ninguém os safou! Campeonato perdido para o Sporting CP, Taça de Portugal (no Jamor) perdida para o Benfica. Adeus à "dupla". Pedroto rumou a Guimarães, não sem antes - como escreveu Neves de Sousa - não ter tentado enganar João Rocha! PdC voltou para a loja de venda de electrodomésticos e tintas a engendrar o modo de regressar ao FC Porto, já como presidente. Mas isso é outra história. O que interessa é Pedroto. No Vitória SC nada de novo, com o 5.º e 4.º lugar: pouco melhor que nas últimas temporadas, com dois 6.ºs lugares. O presidente Pimenta Machado contava com a "amizade arbitral" de Pedroto, mas lucrou pouco!

13. Pedroto doente teve pouca "amizade arbitral". Em 1982/83, com PdC a presidente do FCP, Pedroto regressou ao clube, não sem antes terem criado uma greve de jogadores no verão de 1981 para fragilizar Américo de Sá. Para além do Benfica de Eriksson jogar muito e bem, Pedroto estava minado pela doença que seria fatal. No início da temporada de 1983/84 até eu que detestava os ditos e chacotas de Pedroto tinha pena dele quando passavam imagens no Domingo Desportivo da RTP. Um farrapo humano. Dirigiu pela última vez um jogo do FCP em 4 de Dezembro de 1983, na 10.ª jornada das 30 do campeonato nacional. Foi António Morais, o fiel adjunto já desde os anos 60, que concluiu a temporada. Em 7 de Janeiro de 1985, pouco mais de um ano depois, falecia um dos maiores vermes - que o diga Mário Wilson, ou o homem que para Pedroto era "um burro preto de vermelho aos coices" que passaram pelo futebol português, criador dos caboucos do "Futeluso" que depois, laboriosamente, PdC construiria com a "mestria" que velhos e novos sabem!

14. Pedroto "brilhava" em terras lusas, mas na UEFA era uma nulidade. Num tempo em que PdC controlava cá dentro, mas ainda não tinha conhecimentos para controlar os Ivanoves e outros desta vida, Pedroto era muito mau treinador nas competições da UEFA.

15. Pedroto: O Mestre com "boa imprensa". José Maria Pedroto conseguiu alcandorar-se a Mestre, mas nunca obteve melhores resultados que os seus antecessores nos clubes por onde passou, com destaque para o Vitória FC Setúbal, onde Fernando Vaz fez melhor e por causa de Pedroto e da "boa imprensa" deste, caiu no esquecimento, até para os vitorianos sadinos. Incrível. Pedroto no FCP foi bicampeão por causa do "Sistema" (ainda que incipiente, entre eles os árbitros António Garrido, Porém Luís e Manuel Vicente). Em jogos internacionais é dos piores treinadores (piores registos) portugueses, quer na selecção nacional, quer no FC Porto!» (…)


















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