Ponto Vermelho
Os treinadores do FCP-VII
24 de Novembro de 2014
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Por EagleView

Com a publicação do texto abaixo damos como encerrada a série de artigos referentes ao tema supra que temos dado à estampa, um trabalho notável do benfiquista Alberto Miguéis no blogue "Em Defesa do Benfica" e que foi um prazer reproduzir, até pelo interesse do tema que a despeito de já ter tempo apreciável, é de uma preciosa ajuda para os menos informados. É, de facto, sempre útil e oportuno percebermos os ventos da história para compreendermos melhor muitas situações do passado recente e do presente.

«QUINITO
Quinito dirigiu o FCP durante cerca de quatro meses, entre o início da temporada (20 de Julho de 1988 e 1 de Novembro de 1988). Saiu do FCP depois de ter obtido um empate, 0-0, em Fafe, com o CD Fafe (11.ª jornada em 30 de Outubro de 1988) e ser eliminado pelo PSV Eindhoven, nos oitavos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, após 0-5 em Eindhoven e 2-0 no estádio das Antas.

CARLOS ALBERTO SILVA
1. Incrivelmente fraco. Quando se pensava que o Benfica com capacidade para gastar o triplo do FC Porto, "obrigaria" este a investir dinheiro que não tinha, PdC consegue ainda descer mais a qualidade dos treinadores e ganhar um campeonato, aliás dois campeonatos com uma aberração como técnico de futebol: Carlos Alberto Silva.

2. Campeão do Brasil quando o campeonato era... Taça. Carlos Alberto Silva surpreende ao conquistar o título de campeão brasileiro, se bem que nesse tempo o campeonato do Brasil não fosse a pontuar, mas a eliminar como se de uma Taça se tratasse.
Depois, passada esta "sorte de principiante" foi treinando emblemas brasileiros conceituados, até a selecção brasileira, sem resultados, pelo contrário. A "aura de sorte" desvaneceu-se e "Silvinha" teve de sair do Brasil para "tentar enganar".

3. Bicampeão no FCP. O que se passou no FCP, em 1991/92 e 1992/93, é uma fotocópia do que se passara com Pedroto, Artur Jorge (3 títulos) e Ivic (2 títulos). Mais do mesmo. Muito "apoio-extra". Muita vergonha. Mas entre todas escolho uma!
Jamais esquecerei a tarde do dia 22 de Março de 1992 quando após dar por finalizado o jogo da 27.ª jornada, com uma arbitragem vergonhosa a favor do FC Porto, que lhes entregava o título, após vitória por 3-2 na saudosa Catedral, o árbitro Fortunato Azevedo corre para o centro do relvado, abraça o fiscal-de-linha que estivera do lado dos associados do Benfica (antigo Terceiro Anel) e levanta os braços fazendo o sinal de vitória em direcção à bancada, perante a indignação dos sócios do "Benfica". Incrível. Mas a resposta que deu no programa da RTP, Domingo Desportivo nessa noite de domingo ainda é mais hilariante, pois foram mostradas imagens esclarecedoras de um "Glorioso" gravemente prejudicado: «Por que estava tão efusivo a comemorar no centro do relvado?» «Porque tinha a consciência, que num jogo desta importância, fiz um óptimo trabalho, honrando a causa da arbitragem». De pasmar!

4. Campeão no Japão. Em 1990/91 conseguiu o "golpe de sorte", igual ao da primeira temporada, quando foi contratado pelo clube de Kawasaki (para onde se mudara quando "deixou" Tóquio, bem como o nome Verdy FC, que dominara o futebol nipónico na década de 80 mas perdera fulgor para os rivais da capital Tóquio. Investindo "forte e feio", o Yomiuri SC foi campeão com Carlos Alberto Silva e depois... tetracampeão.

5. A seguir, entre 1993 e 2005, ganhou... Nada. Tipicamente um treinador "À Porto"!.
Eles só ganham no FCP de PdC. Mas já não é - se alguma vez foi! - estranho. Afinal há um clube no Mundo que nem precisa de ter um "bom" treinador para... treinar (entre jogos) e orientar a equipa (nos jogos). Chega a "Estrutura"!»


















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