Ponto Vermelho
Viagem ao “bas-fond” do doping portista-III
16 de Dezembro de 2014
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Por EagleView

Continuamos a sucessão de casos e episódios sobre este tema.
Domingos Gomes, o Druida, à 'Renascença' e ao 'MaisFutebol', sobre Casagrande (2013): «Não tenho nada a negar. Já foi há muito tempo, nesta altura não consigo relacionar com nada. Se ele disse isso, não tenho nada a reagir. Já lá vai, não tenho nenhuma referência neste momento para falar do caso. Ele é que terá de dizer quem foi. Transcende-me. Não tenho que comentar», acrescentou Domingos Gomes, quando questionado se tinha administrado substâncias dopantes a jogadores portistas. «Não tenho nada a dizer, se foi utilizado ou não. Já não faço parte desse mundo. "Não tenho dados e haverá pessoas mais habilitadas para comentar", reforçou.

Domingos Gomes disse já não se recordar bem de Casagrande, mas recorda a lesão grave que ele sofreu na visita ao Brondy, em jogo dos quartos de final da Taça dos Campeões Europeus, prova que o FC Porto conquistaria. «Se é quem eu penso, é uma pessoa que foi muito bem tratada. Fracturou o tornozelo uns jogos antes da final», recorda. O problema é que Domingos Gomes lembrava-se do que lhe interessava lembrar, da lesão do Casagrande até com pormenores. "Não tenho nada a negar". Não tem nada a negar? Então está a dizer que é verdade!

"Não tenho nada a dizer se foi utilizado ou não". Mau, mas então não era ele o principal responsável? Não sabe se foi utilizado ou não? Então é porque terá sido. Primeiro diz que não se lembra de Casagrande, mas logo a seguir lembra-se que lesão tinha tido e até que tinha sido bem tratado. Para uma pessoa medianamente inteligente percebe-se que as respostas são próprias de alguém comprometido!

Deco: Outro apanhado (2013). Deco foi apanhado num controlo antidoping, realizado no passado dia 30 de março (2013), no final do jogo entre Fluminense e Boavista. De acordo com o site Lancenet, o jogador, atualmente com 35 anos, acusou as substâncias Hidroclorotiazida (diurético) e Carboxitamoxifeno (metabólico), alegadamente presentes em vitaminas que tomou. Por isso, Deco já estará a analisar a possibilidade de processar a empresa que comercializa as referidas vitaminas. A mesma fonte explica ainda que tanto o jogador como o Fluminense já foram notificados do controlo positivo, por isso o jogador não acompanhou a equipa que viajou para o Equador para defrontar o Emelec, em partida da Taça dos Libertadores.

O Deco tinha problemas com a droga quando assinou pelo FC Porto, foi visto mais do que uma vez num bairro social da cidade, dos que nem são dos mais conhecidos, a comprar cocaína. A cocaina é uma forma de doping. Foi enviado para uma clínica de reabilitação em Vigo com o sucesso conhecido.

1. Quem não se lembra dos famosos carecas - jogadores de 25 anos já carecas - André, Semedo, Bandeirinha, Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, meia equipa, que jogaram nessa altura, fins dos ano 80? Que ganharam dois troféus, Champions 1987 e Intercontinental. Havia então um produto dopante, que foi abandonado, devido aos seus efeitos secundários, que eram precisamente o de causar a calvície. Interessante que nenhum desses jogadores foi jogar para o estrangeiro. E não foi por falta de convites. Sim, houve um, um defesa, o Secretário, que foi e fez tremendo sucesso (!!!) no R. Madrid.
2. O Augusto Inácio, presente na final de Tóquio, que foi jogado com uma temperatura de -1º ou -2º, sobre neve, deu uma entrevista à revista "Público" há alguns anos. Diz o seguinte: "Fiz um belíssimo jogo, que me correu bem do princípio ao fim. O encontro foi disputado em condições dificílimas com frio e neve. Mas neste jogo saiu-me tudo na perfeição: fiz bons desarmes, bons cruzamentos, bons remates (...). Depois daquele jogo o meu corpo demorou um mês a regressar ao ritmo normal (...) No final fiquei meia-hora debaixo do chuveiro quente e mesmo assim o corpo não reagiu. No intervalo a tremideira era tão grande que não conseguia manter o chá dentro do copo. Entornava-se tudo". (Era um frenesim, digo eu...)
Não acham estranho que um jogador bem treinado e bem preparado fisicamente para um jogo de futebol, ficasse um mês - 30 dias - à espera de recuperar de um mero jogo de futebol jogado sobre a neve? Lembremo-nos que nessa altura o médico do FC Porto era nem mais nem menos que o famoso dr. Domingos Gomes, um conhecido especialista em doping. (…)
3. E agora, se me permitem, passo a contar um episódio que se passou com a minha pessoa, e por isso não admito a ninguém que diga que estou a mentir!
Há alguns anos, entrei num stand em Cascais para falar com um vendedor, sportinguista ferrenho, que no momento estava com o Ivkovic, ex-guarda-redes do Sporting. Começamos a falar de futebol e sobre as conquistas do FCP. Qual não foi a nossa surpresa quando o Ivkovic nos confidenciou que o Fernando Gomes, o bi-bota, que jogou com ele no Sporting, lhe contou que na final de Tóquio, durante o intervalo lhes deram uma bebida que lhes causou uma aquecimento tão grande no corpo que quando voltaram ao relvado até parecia que a neve derretia! Comparem com as afirmações do Inácio acima. Tenho a certeza que o Ivkovic não estava mentir e muito menos que o Fernando Gomes tivesse inventado a história. Acham que o Inácio estava a inventar? São demasiadas coincidências… (…)


















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