Ponto Vermelho
Conclusões estarrecedoras…
19 de Dezembro de 2014
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Nestas últimas semanas e enquanto o presidente do Sporting continua de forma pretensamente incisiva as suas cruzadas de várias matizes com particular destaque contra os ‘malvados’ dos Fundos de Investimento de Jogadores - seus inimigos figadais –, suportadas por um conjunto de bem-falantes que apesar de intelectualmente desenvolvidos de uma forma geral têm uma vaga ideia do que falam, os lagartos têm vivido um estilo de montanha-russa de sentimentos e emoções. No passado fim de semana foram as expectativas frustradas de virem a ter duas alegrias mas em que, por ironia do destino cruel, acabaram por experimentar exactamente o sabor do polo oposto. É que quando esperavam reduzir a distância pontual viram a mesma aumentar para o dobro. Tristezas e desventuras de quem, qual mentalidade de bairro, se entretem mais a olhar para o quintal do vizinho do que para a sua própria casa…

Contudo, como nada neste particular é imutável, o mesmo destino desta vez prontificou-se a vir em seu socorro porque se deve ter condoído com o seu atroz sofrimento. Na impossibilidade de gerar alegrias próprias, ofereceu de presente natalício uma satisfação ainda maior – a derrota do Benfica e a consequente eliminação dos encarnados da segunda prova mais importante do calendário nacional. Uma constatação de várias décadas; não podendo nós ser felizes ao menos que os outros também não o sejam! É essa a mentalidade que reina em grande parte do reino dos Viscondes…

Mas, como é óbvio, não ficámos por aí. A vitória no Dragão que alguns aziagos e desiludidos quiseram transformar num dos factos relevantes da história do futebol deste século, fez tremelicar as luzes da ribalta com argumentos e opiniões que tinham sofrido um breve hiato na actualidade. Mas foi sol de pouca dura que se manteve por escassos 4 dias, ou seja até ao afastamento consumado do Benfica da Taça de Portugal. De novo apareceram os que, perante essa derrota e a possibilidade de uma eventual saída de jogadores na janela de Janeiro que a concretizar-se reduziria as opções do plantel, voltam a insistir sobre a sua debilidade para enfrentar o futuro próximo, tendo em conta as infindáveis opções existentes no plantel azul e branco que lhes permite enfrentar todas as provas que disputa com um sorriso nos lábios…

É evidente que para isso seria indispensável que aparecessem mais Bragas no campeonato. O que como podemos imaginar não sendo de excluir de todo essa possibilidade, isso pode acontecer em qualquer momento mas... a qualquer um. Lembremo-nos, por exemplo, do Boavista no Dragão. Vamos lá ver se nos entendemos; é consensual que o plantel encarnado não tem esta época a quantidade de qualidade em determinadas posições que tinha na temporada anterior. No entanto, duvidar que continua a haver qualidade suficiente para enfrentar os desafios que aí vêm, sendo uma opinião legítima, continua a não justificar a razão porque a equipa do Benfica lidera o campeonato neste momento com 6 pontos de avanço sobre o 2.º classificado que até poderão vir a ser 7.

É indiscutível que o plantel benfiquista tem estado desde o início da época minguado. Sabe-se perfeitamente porquê embora muitos façam por se esquecer. Tendo em conta o cenário do presente momento, imaginemos pois que em Janeiro o Benfica ía ao mercado e concretizava a aquisição de Sílvio, Sulejmani, Fejsa, Eliseu, e já agora Rúben Amorim e Sálvio. Diriam então que o Benfica se tinham reforçado e que tinha aumentado significativamente o leque das suas opções. Pois é isso mesmo que, como todos sabemos, está no horizonte próximo. Se não houver situações inesperadas…

Sabe-se que as surpresas no futebol estão sempre a acontecer e é quase impossível evitá-las. Daí ele ser atractivo e rodeado de ses. Ainda ontem, imagine-se se Artur Soares Dias tem mostrado, aos 11m, o cartão vermelho que se justificava por Jonas estar isolado em zona central, ou se tem assinalado penalty sobre Lima e ainda, se tivesse TV, outro por eventual infracção de Jardel. Será que o resultado não poderia ter sido outro? Ainda continuando com os ses, se Jonas tivesse concretizado metade das oportunidades que teve e se o guarda-redes bracarense não estivesse tão inspirado, não teria sido bem provável que o desfecho fosse completamente diferente? Não tendo sido assim mas mantendo-se tudo o resto, é muito difícil compreender que as opiniões e os comentários sejam completamente diferentes. No fundo, flutuam em função dos resultados…








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