Ponto Vermelho
Viagem ao “Bas Fond” do doping portista-VI
26 de Dezembro de 2014
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Por EagleView

No seguimento da série de artigos que temos vindo a publicar, damos agora a palavra a Jean-Pierre de Montenard, especialista francês em assuntos de doping:
"A cocaína é um estimulante do sistema nervoso central. Ela dá um empurrão. É um dos dopantes mais antigos. O futebol é o último da classe anti-dopante. Um ciclista tem uma probabilidade em 10 de ser controlado. Um futebolista 1 em 2000. A luta antidopagem é eficaz quando temos 10% de atletas controlados, no futebol a probabilidade é de 0,05%. O controlo do futebol francês começou em 1978, treze anos depois do ciclismo. Dizem que no futebol este desporto é demasiado técnico para que a dopagem tenha alguma utilidade. Falso".

"Actualmente, no futebol, como nos outros desportos é a condição física e as qualidades atléticas que sobressaem. Como se diz, é necessário 'um grande motor' para brilhar. E a dopagem é muito eficaz para melhorar as capacidades físicas. Ajuda a conseguir mais rapidamente um drible, a aumentar a potência de um disparo com o pé ou com a cabeça, a correr mais depressa nas alas, a saltar mais alto na grande área. No futebol como no ciclismo há a cultura da 'picada'. No futebol encontra-se acima de tudo anabolisantes, os transportadores de oxigénio que permitem correr sem se sentir esbaforido e sobretudo para aguentar o último quarto de hora".

"E depois tudo depende do tipo de jogador. Um atacante vai ter de tomar um estimulante tipo 'efedrina' para aumentar a sua potência de arranque. O guarda-redes, do cannabis para o desinibir. Os produtos mais utilisados são as hormonas de crescimento, porque desaparecem muito rapidamente após a injecção e a Synacthène, um activador não detectável que, ao estimular as glândulas supra renais, produz hormonas naturais. A evolução da morfologia que engana muitas vezes a dopagem é menos fácil de notar nos futebolistas com os seus calções largos. Se tomarem judiciosamente os anabolisantes tendo em atenção a alimentação, notar-se-á pouco. O EPO quando utilizado em microdoses não é detectável no controlo. Além disso, há numerosos productos ergogénicos, autênticos dopantes, tais como o Néoton (creatina injectável) o Actovegin (sangue de bezerro) destinados a melhorar o desempenho e que não são proibidos. Os preparadores físicos e os médicos participam na dopagem".

O especialista francês, que escreve sobre doping desde 1979 defende que o objectivo da FIFA e das federações nacionais é fazer "acreditar que lutam contra o doping, mas que o futebol está limpo, porque não é benéfico para seus interesses apanhar alguém. Como a luta contra o doping está nas mãos das próprias federações, este é um processo talhado para o insucesso, pois é como ter como juiz a julgar um detido da sua própria família". Para Jean-Pierre de Mondenard, que levantou dúvidas sobre a limpeza dos títulos recentes dos clubes e da selecção espanhola, esta é a prova provada de que esta é a organização do mundo mais inútil na detecção de batoteiros. E termina, "Ao longo da história do desporto, desde os anos 50, cada vez que há um país ou um grupo que domina a modalidade, o doping está por detrás disso", disse o médico, para quem "os controlos são ineficazes".

Mas leiam o que a EPO faz e como se faz para se evitar ser descoberto. "Naquela altura os testes eram fáceis de enganar. Nós estávamos muito, mas muito à frente dos testes. Eles tinham os seus médicos e nós tinhamos os nossos e os nossos eram melhores e mais bem remunerados, com certeza." Até ao início da época passada ainda não haviam desenvolvido um teste para a EPO. O tempo de vida da EPO no sangue é de apenas algumas horas por isso passados 2/3 dias a circular no sangue, está abaixo do limite de detecção. Os efeitos da droga duram bem mais do que isso, várias semanas. Basta evitar um controlo num número escasso de dias-chave durante o ano para se estar 'limpo'. Para as tranfusões de sangue também não existem testes directos. Ao ler isto fiquei com uma ligeira sensação de déjà-vu!

Os Bluffs !! e os Flops! Sem doping… é mais difícil.
Nem que seja para jogar nos "Velhos Andróides" reforçando a equipa que conta com alguns ex-futebolistas "ex-quase-melhores-do mundo" por que foram considerados pelos media portugueses como "os melhores do Mundo na sua posição": Vítor Baía (com ele enganaram o FC Barcelona); Secretário (com ele enganaram o Real Madrid CF), Bosingwa (com este enganaram o Chelsea FC), Paulo Ferreira (com este enganaram o Chelsea FC), Anderson (com este enganam o Manchester United FC), Lisandro (com este enganam o Lyon), Cissokho (com este enganaram o Lyon), Doriva (com este enganaram a UC Sampdoria), Paredes (para enganar o Reggina CA), Edmilson (com este engaram o PSG), Kostadinov (para enganar o FC Bayern Munique), Hulk (com este enganam o FC Zenit), Sérgio Conceição (para enganar a SS Lázio), Bruno Alves (com este enganaram o FC Zenit). Etc, etc, etc, mais etc, por que mais de cinco dezenas de futebolistas "vendidos" acima do seu "real" valor! Para não falarmos nos casos recentes de Moutinho, considerado o flop do ano, Hulk, também considerado o flop do ano na Rússia, recentemente Mangala no Man City que até foi objecto de um artigo num jornal inglês. Os exemplos multiplicam-se!

O "Futeluso" é extraordinário. Quando estamos no presente percebemos as ligações das personagens mais influentes e nefastas, na actualidade, ao FC Porto. Estejam em clubes, como treinadores, futebolistas ou dirigentes. Estejam nas instituições, como presidentes, escriturários ou "mangas-de-alpaca!". Estejam nos media como directores, escrevinhadores, colunistas, opinadores ou "servidores-de-cafézinhos-ao-chefe"! Quando recuamos no tempo, vamos ter sempre ao mesmo sítio – o maior motor da corrupção em Portugal: o FC Porto!
Mais um caso que foi escondido na Comunicação Social! (...)


















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