Ponto Vermelho
Viagem ao “Bas Fond” do doping portista-VII
28 de Dezembro de 2014
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Por EagleView

Neste intrincado e complexo assunto, ninguém ficava imune. "O mais escandaloso foi o caso, muito bem branqueado, de João Pinto-defesa direito do FC Porto - cujas culpas, para 'safar' o 'corruptozito', acabaram por recair em António Veloso. O Mundial de 1986 ficará para sempre nos anais da história como a fraude e manipulação do século. Veloso, levou e bem o caso até às últimas consequências tendo recebido na altura da FPF uma indemnização de 25.000 contos". É bom irmos lembrando estes casos. Quem estava dopado era João Pinto e não Veloso!

Se Armstrong conseguiu, em países onde se respeitam as leis, onde as pessoas falam sem medo, onde não há justiça amordaçada nem corrompida, enganar todos durante tantos anos, não estou nada admirado que este esquema montado durante 30 anos em Portugal ainda não tenha sido descoberto. Coincidentemente, o dr. Domingos Gomes responsável do Departamente Médico do FC Porto durante 20 anos (1976-96), depois de 20 anos na Agência Antidopagem da UEFA (prémio mais que merecido pelos serviços brilhantes prestados ao seu clube do coração) voltou nos princípios de 2013. Terá sido por isto? Por já não valer a pena?

O Programa de AntiDoping da UEFA: - Em Maio de 2013, o Comité Executivo da UEFA decidiu aprovar novas iniciativas anti-doping, incluindo o lançamento de uma pesquisa por forma a traçar, retrospectivamente, o perfil de esteróides dos quase 900 jogadores que participaram em competições da UEFA desde 2008. O estudo visava identificar a prevalência potencial do uso de esteróides no futebol europeu, utilizando informação de controlos anteriores. O estudo seria colectivo e anónimo, por isso os seus resultados não resultariam na violação dos regulamentos anti-doping por parte de qualquer jogador.

Baseada nos resultados do estudo, pode ser considerada a futura implementação no seio do programa anti-doping da UEFA, de um programa de passaporte biológico de esteróides. Para além disso, o Comité Executivo da UEFA decidiu introduzir a realização de alguns exames sanguíneos nas competições da UEFA a partir da temporada 2013/14, para além dos habituais exames de urina. Até agora, a UEFA tinha realizado exames sanguíneos apenas nas fases finais do Campeonato da Europa de 2008 e 2012.

"Foi criado um programa educacional dirigido especificamente aos jovens jogadores. Nas fases finais dos Europeus dos escalões jovens passam a ser ministradas sessões formativas sobre o combate ao doping. Os materiais educacionais distribuídos aos jogadores ajudam a alertar, informam sobre os regulamentos e procedimentos anti-doping da UEFA e ajudam a evitar erros processuais",(in 'site' oficial da UEFA). "Qualquer jogador que participe numa competição da UEFA pode ser sujeito a um controlo anti-doping no final de uma partida, mas também poderá ser controlado fora de competição. Os controlos podem incluir a recolha de amostras de sangue e urina, bem como a detecção de substâncias, tais como EPO e hormonas de crescimento humano. Não será divulgada informação de quando estes controlos serão realizados".

Testes de Doping do Sangue. Notícia de 02/7/2013. "A UEFA anunciou nesta terça-feira que ampliará a realização de exames de sangue a todas as competições continentais a partir desta temporada, em cumprimento aos acordos adoptados pelo comité executivo em Maio. Até então nem a Liga dos Campeões nem a Liga Europa realizavam controlos antidoping com análises ao sangue". Noutro âmbito: "Todos os jogadores do Mundial 2014 irão ter um passaporte biológico e poderão ser submetidos a análises à urina e ao sangue a partir de 1 de março, no âmbito do controlo antidoping", anunciou este sábado a FIFA.

"As equipas irão receber instruções na próxima semana. Vamos começar a fazer análises a partir de 1 de março. A logística está pronta. Estamos preparados para ter o sexto Mundial de Futebol consecutivo (12 de Junho-13 de Julho) sem doping", declarou o diretor-médico da FIFA, Jiri Dvorak. O Mundial de futebol do Brasil seria assim o primeiro a pôr em prática um método rígido de controlo antidoping. Numa conferência de imprensa, realizada em S. Paulo, Dvorak assegurou que "as datas dos controlos não seriam tornadas públicas. As amostras de sangue e de urina iriam ser analisadas em Lausana, na Suíça, sendo os respetivos resultados inscritos nos 'passaportes biológicos' de cada jogador, os quais poderão ser comparados com as amostras recolhidas no decorrer da competição".

Cerca de 2.000 futebolistas que poderiam ser seleccionados para o Mundial do Brasil foram identificados pela FIFA. O último jogador com controlo positivo durante um Mundial de futebol foi o argentino Diego Armando Maradona, nos Estados Unidos, em 1994. Porque será que este ano pela primeira vez se ouviu um treinador do FC Porto a queixar-se de cansaço dos jogadores – os jogadores não correm –, como se viu no último jogo contra o Rio Ave. PC veio todo lampeiro dizer que os outros clubes que tinham jogado na Champions tinham perdido devido ao cansaço, ao contrário do FC Porto, mas esqueceu-se de dizer que se não tivesse sido ajudado por uma das arbitragens mais escandalosas do futebol português tinham perdido em casa apesar de terem jogado contra uma equipa que também tinha jogado na Europa, com menos 2 dias de descanso e a 4000 km de distância! Falta de fôlego?

Carlos Alberto acusa positivo num controlo antidoping - Publicado a 16.4.2013. "O médio do Vasco, que foi campeão europeu no FC Porto na era Mourinho, foi controlado no passado dia 2 de março, depois da vitória frente ao Fluminense, na meia-final da Taça Guanabara, tendo conhecido esta terça-feira o resultado. O futebolista brasileiro, de 28 anos, ficou ao corrente da situação através do diretor executivo do clube, René Simões antes de mais um treino". Segundo o 'Globoesporte', "a substância encontrada é usada no tratamento do cancro na mama". O clube brasileiro veio, entretanto, a público defender o jogador, que já pediu uma contra-análise, explicando que as substâncias que levaram ao controlo positivo – Hidroclorotiazida e Carboxi-Tamoxifeno –, não podem ser imputadas ao jogador. De acordo com o comunicado do clube, as substâncias encontradas podem ser resultado de "contaminação cruzada na confecção dos suplementos medicamentosos (medicação ortomolecular) os quais o atleta já faz uso há mais de um ano, com autorização do clube". (...)


















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