Ponto Vermelho
Viagem ao “Bas Fond” do doping portista-VIII
30 de Dezembro de 2014
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Por EagleView>

Como tivémos oportunidade de constatar no extenso rol de casos de doping focados em anteriores artigos e que começaram logo nos primórdios da fase ascensional na década de oitenta (fase embrionária da luta pelo poder no futebol português), e se prolongaram pelas décadas subsequentes (fase de estruturação e solidificação desse mesmo poder) do FC Porto de Pinto da Costa, essa estratégia ínvia constituiu tão somente uma das peças-chave dos êxitos alcançados pelos azuis e brancos aquém e além fronteiras.

Mas, como é óbvio, não se ficou apenas por aí. Isso seria manifestamente insuficiente e ainda que altamente improvável, poderia correr o risco hipotético de desmoronar-se num ápice. Era preciso ir mais além noutros vectores e tabuleiros em que, como se viu através da ponta do icebergue do processo 'Apito Dourado' meramente assustou os mentores do Sistema, que se limitaram a redefinir a estratégia e a mudar algumas agulhas para não serem apanhados de surpresa. Alguma coisa de facto mudou nesse aspecto pois passou a haver mais prudência, mas por razões que se conhecem, o polvo foi ferido mas não liquidado. E isso é razão suficiente para que nos mantenhamos alerta para que não se repitam despautérios semelhantes. Sejam quais forem as cores que tragam vestidas.

Uma tarefa desta magnitude nunca está terminada. O poder sempre foi muito apelativo e tem constituído um desiderato desde sempre perseguido pelos homens desde o princípio da humanidade. Daí que estejamos continuamente a assistir a cenas dos próximos capítulos levadas a cabo por novos protagonistas dado que, como se tem observado, está longe de ser um exclusivo português mas antes está espalhado um pouco por toda a parte. A despeito de se irem criando mecanismos de controle cada vez mais sofisticados, a realidade é que a tentação é irresistível, o que leva a que a o engenho seja aguçado na mesma proporção.

Para finalizar para já esta saga, fiquemo-mos com mais um caso típico registado no apogeu da época de ouro pintista:
Aves de Rapina e a Farinha. Desde há muito que ouço uma "estória" famosa entre as gentes de um certo clube a norte do Douro, dita com naturalidade de quem há muito percebeu que é inimputável.
Reza a dita "estória" que, um belo dia, um personagem conhecido no mundo da noite por causa da sua simpatia com os necessitados de companhia do belo sexo, após múltiplos avisos surpreendeu a sua maior estrela da companhia (o ponta-de-lança Jardel)… Não falo das ditas cidadãs de português açucarado… falo do então maior do circo da bola, inclinado sobre uma mesa, mostrando os seus dotes circenses, num número de aspiração de um pó que faz cócegas no nariz e euforia no cérebro…

Confrontado com esse cenário surpreendente, Reinaldo Teles, furibundo, não hesitou em espetar com a cabeça do dito artista contra a mesa, fazendo com que a palhinha usada pelo dito cujo no seu número, se enfiasse numa das narinas. Conta-se que Jardel o referido artista na sequência desse episódio meteu baixa por uns tempos, alegando a sua entidade circense – incapacidade física do artista para a função da bola, dando trabalho a quem combate certas dependências de custos elevados, escapando assim a observadores mais atentos cuja missão é justamente verificar o estado sanguíneo dos artistas

Anos depois eis que um passarinho me pousa no ombro e me segreda ao ouvido que determinada ave de rapina desse mesmo clube (quem seria? Sabem?) se encontra em situação similar, e que a sua entidade patronal para disfarçar, primeiro retirou-o da equipa espalhando o boato da sua eventual venda, e depois invoca uma lesão em qualquer sítio menos no nariz, para realizar tratamento semelhante ao artista de 2004 (Deco? Que foi enviado dois meses para a vizinha Galiza para uma clínica de desintoxicação).

O lado curioso desta questão rocambolesca é que certa entidade vampiresca (Brigada Antidoping), perita em averiguar casos semelhantes, ainda não se deu ao trabalho de indagar da veracidade destes factos, certamente por razões de escassez de tempo… Mas, ao mesmo tempo, também não deixa de ser curioso como terceiros interessados no assunto, também não se deram ao trabalho de solicitar a tais vampiros a bondade sanguínea da referida ave. De facto, estou convencido que existem pássaros muito inocentes. Mesmo muito…






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