Ponto Vermelho
Na frente tudo na mesma…
12 de Janeiro de 2015
Partilhar no Facebook

O facto de na penúltima jornada da primeira volta se irem defrontar entre si os primeiros classificados gerava uma onda de expectativa face à possibilidade de poderem acontecer resultados com o seu quê de inesperado que pudessem vir a produzir alterações na classificação geral. Finalizada a disputa de todos os jogos poder-se-á concluir que tudo aconteceu dentro da normalidade, enquadrando nesse aspecto a vitória do Sporting na Pedreira que o levou a alcandorar-se ao 3.º lugar da Liga, o último lugar do pódio que permite sonhar com a Liga dos Campeões. Por enquanto…

Perspectivando-se desafios interessantes em quase todas as partidas dentro do figurino que é o futebol português hoje em dia, no topo da hierarquia da jornada situava-se o jogo da Luz onde se defrontavam o líder Benfica e o surpreendente 3.º classificado – a jovem equipa do Vitória de Guimarães. Embora o favoritismo recaísse de forma clara sobre os benfiquistas, havia algumas dúvidas como reagiria a equipa vitoriana perante um ambiente adverso uma vez que para além das dificuldades do desafio em si havia outros factores motivacionais que poderiam influenciar, nomeadamente a homenagem programada ao Rei Eusébio um ano depois da sua partida para a eternidade. Para além das expectativas que se levantavam à própria prestação do Benfica.

Porque no campo estrictamente desportivo algumas dúvidas se levantavam sobre a resposta encarnada que seria dada, atendendo ao que se tinha visto nos últimos jogos. Por mais vontade que exista, é difícil agora determinar até que ponto é que essa atmosfera que se criou abrilhantada pelos mais de 44 mil espectadores que deram côr ao espectáculo influiu no desenrolar do desafio (alguma terá tido sem dúvida), mas o que é facto é que a equipa do Benfica terá produzido através da sua prestação global ao longo dos noventa minutos, a melhor, mais homogénea e consistente exibição da temporada até ao momento.

Em tarde de regressos de lesionados (Eliseu e Salvio) e do castigado Samaris, os jogadores encarnados fizeram questão de oferecer aos seus adeptos uma excelente exibição e, quando assim é, todos saem satisfeitos e com a noção do dever cumprido. E para que tudo fosse perfeito até a arbitragem fez questão de colaborar, certamente com muita mágoa e desilusão dos habituais especialistas dos programas desportivos que em catadupa se entretêm a esmiuçar até à exaustão o trabalho dos árbitros e, nos últimos tempos, a posição no terreno dos fiscais de linha no momento em que se desenrola qualquer lance susceptível de arrostar alguma polémica, para darem o seu veredicto infalível visualizando imagens em slow-motion a partir do sofá…

Tem sido aliás deveras interessante de acompanhar as sucessivas manobras para justificar à opinião pública mais distraída a razão pela qual o melhor plantel e a melhor equipa da actualidade do futebol português tem vindo a manter uma desvantagem que neste momento se cifra em 6 pontos para o Benfica. Dizem e reafirmam as sapiências que tal situação se deveu à constante e excessiva rotação de jogadores promovida por Julen Lopetegui na primeira fase, e pela influência das arbitragens e em particular dos árbitros auxiliares na fase posterior. Se entendemos na perfeição que essa estratégia seja desenvolvida pelos portistas (dando de barato o esquecimento dos últimos 30 anos), já é estranho que os que tinham por dever apreciar todos os factos com rigor e isenção, se entretenham a divagar e a tentar exercer pressão sobre o sector da arbitragem, poluindo ao mesmo tempo as mentes mais afectáveis dos adeptos do futebol.

Como não podia deixar de acontecer é inegável que tem havido erros de arbitragem. Mas também é verdade que esses mesmos erros são tratados desproporcionalmente em função do jogador ou do clube envolvido. E aí, tem-se vindo a insistir em regras viciadas de contabilização com os erros que supostamente têm beneficiado o Benfica a assumirem um destaque desmedido, em detrimento de vários e recorrentes erros que têm alegadamente favorecido o FC Porto que têm passado quase despercebidos para não dizermos branqueados. Sim, porque uma coisa é referir o erro sem comentários adicionais e outra completamente diferente é referi-lo, publicitá-lo e valorizá-lo. E para os agitadores encartados que adoram fazer contabilidade esquecendo-se que a mesma nunca pode ser feita baseada em ses ou variáveis de origem duvidosa, já é tempo de assumirem que a coisa é demasiado rebuscada para ser levada a sério. Veremos no final!








Bookmark and Share