Ponto Vermelho
Desafinador do apito-I
17 de Janeiro de 2015
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Por EagleView

É uma velha táctica que surge na ribalta sempre que os encarnados caminham na frente do campeonato, o de carpir mágoas de crocodilo empolando qualquer erro mais notório das equipas de arbitragem alegadamente em benefício do Benfica, passando como é óbvio por cima de todos os que o prejudicam bem como por todos os que os favorecem. A estratégia é clara e até o novato Bruno de Carvalho não tem tido pejo e resistido ao chamamento para entrar na dança.

A esses que por sentirem o perigo de verem o eixo a deslocar-se têm prosseguido por essa via, gostaríamos de recordar (como se fosse preciso!) a vergonha dos últimas 3 décadas com recorrentes prejuízos do Benfica, sendo que durante todo esse largo período de tempo em que eram escandalosamente beneficiados directa e/ou indirectamente nunca os ouvimos bramar contra as arbitragens a não ser em meros casos pontuais e quando a estratégia apontava para atirar poeira aos olhos dos incautos.

Como o tema tem estado ultimamente sempre presente nas intervenções de apaniguados verdes, azuis e brancos ou simplesmente antis (afinal sempre há aliança desde que contra o Benfica!!!) seja qual for a forma de que se revistam e, quando nos aprestamos a atingir o fim da 1.ª volta do campeonato, para lembrar o duo indignado dos nossos adversários, não resisto a alinhavar algumas ideias e a transmitir alguns factos sobre a figura que irá apitar o próximo jogo do Benfica na Pérola do Atlântico.

Carlos Xistra é manifestamente, um dos artistas da presente vaga, nada ficando a dever a antigos colegas que se notabilizaram em termos contabilísticos nos prejuízos causados aos encarnados. Para não ser exaustivo faço ressaltar apenas algumas situações. Por exemplo, realizou uma das mais escandalosas arbitragens num Benfica-Estrela da Amadora, no qual expulsou inexplicavelmente Miccoli, impedindo-o de jogar no Dragão na jornada seguinte. Na época anterior, tinha assinalado um penalty anedótico a favor do FCP quando um jogador do Marítimo cortou a bola com a cabeça que ia para baliza. O lance seria corrigido pelo árbitro auxiliar, mas mostrou bem quem é Xistra.

Ao acaso, respigo o jogo da 2.ª mão da Taça de Portugal disputado na Luz em 20 de Abril de 2011 entre Benfica e Porto em que, como se recordam, o Benfica partia com uma vantagem de 2 golos conquistada no Estádio do Dragão. Na 1.ª parte o jogo decorreu de uma forma mais ou menos normal no tocante à arbitragem. Em termos de jogo-jogado o Benfica teve 2 oportunidades de golo por Javi Garcia e Cardozo e o FCP 1 por parte de Radamel Falcão que (o outro) Júlio César defendeu de forma brilhante. Ao intervalo o marcador estava portanto em branco, sendo que os portistas para serem apurados para a final teriam que marcar 2 golos para irem a prolongamento/pénaltis ou 3 para eliminar o Benfica desde que os encarnados não marcassem 2 golos.

E o que aconteceu no início da 2.ª parte? Sucederam-se 3, 4, 5 ataques consecutivos do Benfica travados em falta por jogadores do FCP que não foram sancionados com a respectiva falta por parte de Carlos Xistra. Enquanto isso a equipa de André Villas-Boas beneficiou de várias faltas não assinaladas. Tudo isto no período que mediou entre os 15 e os 20 minutos. Ressaltou de forma evidente um tratamento cirúrgico a fim de desgastar e enervar ao máximo o Benfica e mostrar em simultâneo à equipa portista de que o caminho estava flanqueado. E assim aconteceu, pois os encarnados desuniram-se e desorientaram-se por completo, sendo que ao invés os portistas motivaram-se e assumiram que era possível. Só a partir do 3.º golo do FCP (à beira do último quarto de hora) e quando os portistas já estavam confortáveis na eliminatória, é que Carlos Xistra voltou a marcar-lhe faltas com regularidade… Até lá abriu-lhes uma auto-estrada para a baliza encarnada, a exemplo do que vi fazer a Jorge Sousa na 2.ª parte em Alvalade com o Benfica a ganhar 2-0 e a acabar por soçobrar por 5-3!

Dirão que isto é apenas conversa de perdedor. Para quem não acredita que há bruxas pois que indague e fale com um jornalista corajoso que se tornou famoso – Marinho Neves – que no seu livro sobre a “Corrupção e Bastidores do futebol português” se referiu a tudo isto como uma forma típica dos árbitros controlados pelo FCP minarem e destruírem a confiança das equipas adversárias... No clássico a que aludi, quando Carlos Xistra fez o que fez ocorreu-me de imediato o Jorge Sousa de Alvalade. E quando ele teve justamente a mesma atitude foi aí que tive a percepção de que se o FCP marcasse naqueles 15 minutos o Benfica seria eliminado. E os portistas marcaram... acentuando um amplo rol de prejuízos encarnados que haveriam de continuar a registar-se… (...)






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