Ponto Vermelho
Ecos (aziagos) do derby
11 de Fevereiro de 2015
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Depois do derby e fosse qual fosse o resultado, era previsível que as várias incidências fossem escalpelizadas, não sendo dispiciendo afirmar que a incidência maior viria dos lados de Alvalade. Na ausência de grandes situações polémicas derivadas da arbitragem, os caminhos escolhidos foram factores aleatórios como a sorte e o azar, relegando para outro plano aspectos que sendo marginais ao jogo em si, contribuiram para que o mesmo adquirisse uma ainda maior projecção mediática. De tal modo que fez furor uma reportagem em directo pelo canal televisivo do maior pasquim do país de uma realidade que afinal não chegou a acontecer. Ao que a competição desmedida chega…

Em primeiro lugar o rapaz de Alvalade muito provavelmente impaciente e desgostoso por não ter o protagonismo que o seu ego desmedido reclama de forma perene, resolveu estrategicamente pôr fim ao silêncio auto-imposto para debitar banalidades que não esclareceram o motivo do silêncio nem o motivo porque o mesmo foi quebrado. Ir-se-á vendo através das cenas dos próximos capítulos sobre os quais não teremos muito que esperar através dos canais oficiais leoninos, seja a Sporting TV, seja o facebook pessoal do presidente, seja através dos vários papagaios que andam por aí e daqueles, que não o sendo, esperam sempre por estas oportunidades. No caso da rede social própria, para não induzir em erro os seguidores, torna-se necessário que o português seja fielmente reproduzido…

Qualquer pessoa medianamente informada consegue perceber a desilusão e a frustração que atingiu grande parte do universo leonino no final de Domingo passado. Não tanto pelo resultado em si porque cenários mais pessimistas eram à partida admitidos, mas porque durante escassos 6 minutos acompanhados ao som dos olés ecoados pelas bancadas de Alvalade tinha surgido o paraíso que, num repente, foi substituído por um profundo abatimento bem espelhado nos rostos dos jogadores, dos dirigentes e dos adeptos leoninos. Temos que convir que não era caso para menos, pois não há nada melhor do que essa realidade inesperada para melhor compreender a frustração que atingiu os seus homónimos benfiquistas em Paços de Ferreira. É nisto que o futebol é bastas vezes democrático…

Já dissémos que o Sporting, por força da sua imperiosa necessidade de ganhar, foi mais assertivo em praticamente toda a etapa complementar do desafio, ainda que sem criar reais oportunidades para golo. Na outra ponta um Benfica demasiado calculista, fez menos do que seria suposto para um líder do campeonato. Mas, sem que isto sirva de justificação para a exibição pouco conseguida dos encarnados, convém não esquecer as armas de que não conseguiu dispôr, infelizmente uma constante que tem perdurado desde o início do campeonato, para não irmos mais atrás. E num plantel que é manifestamente mais exíguo em qualidade, ter por exemplo no meio-campo duas pedras nucleares fora de combate há já longos meses pode e faz enorme diferença.

Éevidente que a equipa encarnada poderia e deveria ter feito mais mesmo com o seu arsenal de soluções amputado. Qualquer adepto gosta de ver a sua equipa afirmar-se em qualquer campo e perante qualquer adversário sobretudo se for o de um rival. Esta assumpção sendo legítima e compreensível não é assim tão simples de executar porquanto do outro lado estão adversários que perseguem os mesmos objectivos. Nestas circunstâncias desenvolvem-se teorias e possibilidades que estando muito provavelmente certas no papel, deterioram-se a partir do momento em que surge a aplicação prática. Questionam-se os motivos porque a equipa voltou a ser descaracterizada ou porque foi titular o jogador B ou C. Mas isto só acontece normalmente em função do resultado obtido, sendo que neste particular ter sido com o eterno rival e ter acontecido o empate no último minuto foi determinante para as análises subsequentes.

PS: - Como últimos desenvolvimentos tivémos o corte de relações oficial por iniciativa do Sporting. Uma decisão que já estava na calha e que aguardava apenas um pretexto. Voltaremos ao assunto.










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