Ponto Vermelho
Nova etapa vencida
23 de Fevereiro de 2015
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Continua em ritmo acelerado a segunda e decisiva volta do campeonato e como é evidente, os adeptos dos vários clubes esperam todos o melhor para a sua equipa. Enquanto que na retaguarda a luta começa a ser dramática para evitar a todo o custo os lugares de descida com o registo das tradicionais chicotadas psicológicas algumas quase antecipadamente anunciadas, no pelotão da frente reduzido a duas unidades devido à definitiva desistência do Sporting já conhecido como o Clube do Facebook o que, convenhamos, é manifestamente injusto para um Clube com um manancial de história de fazer inveja a muitos. Assim sendo, Benfica e FC Porto lutam de forma vincada para não perder pontos de forma a não hipotecarem a sua candidatura ao ceptro máximo.

No que concerne ao Benfica que tinha averbado uma derrota e um empate nas suas duas últimas deslocações, aguardava-se com curiosidade e elevada expectativa a sua deslocação a Moreira de Cónegos onde o esperava um bem organizado Moreirense, naquela que constituia, à priori, uma das saídas mais difíceis dos encarnados na etapa complementar do campeonato. Apesar do resultado positivo no final, confirmaram-se as dificuldades esperadas, sendo que numa primeira parte algo frouxa, o domínio consentido pelos cónegos foi estratégico, com um Benfica lento e previsível a não conseguir mais do que uma oportunidade flagrante de golo com Jonas a atirar a bola ao poste direito da baliza de Marafona. E, porque a justiça nem sempre é lógica e coerente, o Moreirense na segunda jogada de ataque fruto de uma bola perdida pelos encarnados no seu meio-campo, chegou à vantagem com alguma felicidade e, já agora, com alguma passividade encarnada.

Por norma as maiores fontes de desequilíbrio encarnadas são as jogadas desenvolvidas pelos dois flancos que implicam o envolvimento dos alas e dos laterais. Mérito para o Moreirense que conseguiu de alguma forma bloquear essas potenciais fontes de perigo através de um ostensivo recuo de todos os jogadores para detrás da linha da bola, mas também e ao mesmo tempo, fruto da fraca inspiração dos alas Salvio e Ola John que estiveram desinspirados e improdutivos (sobretudo o primeiro durante a etapa inicial), tendo como padrão de comparação jogos anteriores. Isso tornou o jogo demasiado lento e mastigado tornando a tarefa dos homens da casa mais fácil e por consequência mais eficaz.

Na parte suplementar o jogo começou a ser desbloqueado com o empate marcado numa excelente cabeçada de Luisão após a marcação de um canto que, visto pela televisão, não existiu. Isso motivou um protesto mais veemente do jogador André Simões que se terá excedido verbalmente para com o árbitro que lhe deu ordem de expulsão imediata. Na sequência, os dois treinadores acabaram também por ser expulsos exactamente pela mesma razão (entrada no relvado), sendo que aqui parece ter havido algum excesso de zelo do árbitro se considerarmos as razões compreensíveis que os levaram a tomar aquela atitude.

Esses acontecimentos acabaram por penalizar o Moreirense que ficou com menos um jogador, até porque logo a seguir o Benfica na sequência de outro lance de bola parada acabou por passar para a frente do marcador com um golo algo defensável para o guarda-redes mas em que ficou a sensação que não terá visto partir a bola. O resultado final viria a ser definido pelo inevitável Jonas. A partir daí o jogo tornou-se desinteressante com o Benfica a gerir a posse de bola e o Moreirense incapaz de se chegar à frente, situação que aliás aconteceu amiúde ao longo de todo o desafio em particular na 2.ª parte. Resultado muito importante para as aspirações encarnadas que ultrapassaram assim aquele que era tido como um dos mais difíceis obstáculos da 2.ª volta, ainda que a exibição tenha ficado aquém daquilo que o Benfica consegue e deve produzir.

Em Alvalade, o Sporting depois da sequência de resultados pouco felizes recebia o Gil Vicente que nos últimos jogos tem vindo a subir de produção. Os leões eram amplamente favoritos ainda que não estivesse afastada de todo a hipótese de uma qualquer surpresa dos galos. Afinal essa perspectiva não passou de remota e embora o nulo registado no fim dos 45 minutos iniciais fizesse pairar alguma incerteza, em face do que tinha acontecido era expectável que o Sporting marcasse mais cedo mais tarde o que veio a acontecer, ainda que a exibição fosse cinzenta, acentuando as dúvidas no espírito dos adeptos para o jogo da 2.ª mão com o Wolfsburgo.

Por sua vez o FC Porto terá hoje uma curta deslocação ao Estádio do Bessa, onde reune boa percentagem de favoritismo. No entanto há várias condicionantes que poderão influir no desfecho final tais como o piso sintético e a ausência de alguns jogadores habitualmente titulares. Além de que, todos estarão ainda lembrados do nulo no Dragão dado que o Boavista, à imagem do seu treinador, possui uma equipa aguerrida ainda que com pouco elementos desequilibradores. Não resta alternativa aos azuis de brancos senão a vitória, pois um simples empate remetê-los-ia para uma desvantagem de 6 pontos o que, numa altura em que as jornadas para o final começam a minguar, começaria a ser preocupante. É pois inegável que fruto de tudo isso passa a existir uma muito maior pressão sobre os azuis e brancos, mais a mais quando o resultado do Benfica foi vitorioso.






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