Ponto Vermelho
SC Braga - Benfica
26 de Janeiro de 2013
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Liga Zon-Sagres - 16ª jornada
Estádio Axa, 26 de Janeiro de 2013 - 20h15

Árbitro Principal: Bruno Esteves - AF Setúbal
Árbitros auxiliares: Mário Dionísio e Rui Teixeira
4º Árbitro: Jorge Sousa

Benfica (Titulares): Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Melgarejo, Matic, Enzo Peréz, Ola John (André Almeida 67m), Gaitán (Urreta 83m), Salvio, Lima (Kardec 90+4m)

Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Miguel Vitor, André Almeida, André Gomes, Aimar, Rodrigo e Kardec

Cartões Amarelos: Matic 51m; Gaitán 72m e Artur 90+2m
Cartões Vermelhos: -

Resultado Final: 1-2; 0-1 Sálvio 5m; 0-2 Lima 35m e 1-2 João Pedro 77m

Jogo bastante importante para o Benfica nesta deslocação a Braga onde já não ganhava há alguns anos. Olhando para as equipas viu-se desde logo que Cardozo estava fora da convocatória, Rodrigo ficaria no banco e seria possivelmente Gaitán a ajudar Lima na frente de ataque, num figurino um pouco diferente do habitual.

O Benfica entrou muito bem no jogo e logo aos 2’ Enzo Pérez em boa posição à entrada da área chutou forte por cima da baliza. No contra-ataque Éder foi apanhando em posição de fora de jogo. Mas logo de seguida, ao minuto 5, lançamento para Gaitán dentro da área, passe atrasado, simulação, remate de Salvio, defesa de Beto por instinto, e na recarga o mesmo Salvio antecipou-se a Haas e marcou. Começava bem o Benfica.

Os encarnados com Gaitán no comando das operações continuavam por cima do jogo, mas os bracarenses em contra-ataque levavam algum perigo com Éder pouco depois a rematar por cima.

Aos 7’ falha de Jardel em zona perigosa e Mossoró em boa posição quis fazer um chapéu a Artur que defendeu. Era a 1ª oportunidade dos bracarenses.

Ao minuto 10 na marcação de um canto, Haas cabeceou à vontade com muito perigo mas Artur conseguiu defender, gorando-se mais uma boa oportunidade.

A toada do jogo mantinha-se com Salvio a rematar com perigo ao 13’com canto para os encarnados. Aos 18’ possibilidade de golo para Lima mas Ismaily antecipa-se ao ponta-de-lança encarnado em boa posição na altura do remate.

Seguia-se uma sequência de 3 cantos com o Benfica mas com a defesa encarnada a conseguir afastar a bola da zona de perigo. Mantinha-se a toada, com o SC Braga a continuar ameaçar a baliza encarnada conquistando vários cantos à passagem do minuto 28.

Mas aos 35’ o Benfica chegaria ao segundo golo. Grande arrancada de Gaitán pelo lado direito, cruzamento para Lima que tentou dominar a bola mas ficou desenquadrado com a baliza, virou-se, evitou um defesa, e rematou de pé direito rasteiro para o fundo da baliza. Beto podia ter feito melhor.

Até ao intervalo o jogo continuou a decorrer no mesmo ritmo com nada de especial a assinalar.

No recomeço e ao contrário da 1ª parte surgiu desde logo mais Braga. O Benfica recuou, parecendo ter como objectivo controlar o jogo, e os bracarenses aproveitavam para circular a bola com rapidez e tentar alvejar a baliza de Artur.

Ainda assim, aos 49’, Lima em boa posição tentou fazer um chapéu que saíu com aba curta e Beto defendeu sem dificuldades de maior.

Continuava a haver mais Braga e aos 51’ Matic é admoestado com um cartão amarelo ficando desde logo de fora na próxima jornada. A coesão patenteada pelos encarnados tinha desaparecido e os bracarenses mais rápidos ainda que sem criarem grande perigo, continuavam na mó de cima na tentativa de reduzir e relançar o jogo.

Aos 61’ na sequência de uma excelente jogada de Enzo Pérez este foi derrubado por Izmaily que veria o amarelo. Na cobrança do livre, Gaitán rematou muito por cima.

João Pedro entrava entretanto aos 64’ para o lado direito do ataque bracarense em substituição de Rúben Amorim passando Alan para o lado esquerdo do seu ataque.

Aos 64’ Éder rematava para defesa de Artur e logo a seguir era a vez de Salvio internar-se pelo lado direito e rematar para defesa apertada de Beto.

Com o Braga a ter cada vez mais ascendente no meio-campo, era a vez de André Almeida entrar aos 67’ substituindo Ola John e deslocando Gaitán para o lado esquerdo.

Na passagem do minuto 68 e na sequência de um canto, Sasso rematou de cabeça mas a bola saiu muito ao lado da baliza de Artur.

Entretanto, Gaitán via o cartão amarelo aos 73’ por atrasar um lançamento lateral e 2 minutos volvidos após um corte esforçado, Jardel parecia estar em dificuldades o que levou a que Miguel Vítor saísse para o aquecimento.

No minuto 77 o Braga reduziu. Lançamento longo de Éder por alto, Jardel não chega à bola e João Pedro dominou a bola, contornou Artur e rematou de pé esquerdo para o fundo da baliza.Adivinhava-se um quarto de hora muito difícil para o Benfica porque o tento não deixaria de causar mossa e os bracarenses iriam tentar aproveitar para chegar ao empate.

No entanto, apesar de mais posse de bola, o Benfica tentou reequilibrar-se e foi aguentando sem houvesse grandes ocasiões de perigo para a sua baliza. O Benfica aproveitava para substituir um desgastado Gaitán por Urreta à passagem do minuto 83.

No minuto seguinte lançamento para Lima na zona frontal à baliza e quando se aprestava para se isolar sofreu falta do alemão Haas. O árbitro depois de consultar o fiscal de linha decidiu expulsar o jogador. Do livre marcado por Urreta nada resultou.

José Peseiro fazia então recuar Custódio para central e entrar Rúben Micael para o meio-campo. Nos 4 minutos de compensação, tempo ainda para Artur ver o amarelo aos 90+2’ por demora na reposição da bola em jogo e ainda a entrada de Kardec para o lugar de Lima.

Na Flash Interview, Gaitán dizia que «tinha sido uma partida difícil, que o Benfica tinha feito um bom jogo e marcado nos momentos decisivos», enquanto Jorge Jesus afirmava que «o Benfica tinha feito uma boa 1ª parte e tinha surpreendido o Braga e que na 2ª tinham entrado para controlar mas que o Braga tinha complicado. A vitória tinha sido difícil». Aproveitou ainda para «louvar a coragem da equipa e dos adeptos que ajudaram muito a equipa a vencer».

Do lado bracarense quer Custódio quer José Peseiro consideraram «o resultado injusto e que o Braga merecia outro resultado».

Comentário Final: As dificuldades encontradas em Braga não constituiram surpresa para ninguém. No entanto, o Benfica entrou personalizado e a dominar, e o golo conseguido aos 5 minutos ajudou a estabilizar a equipa. Com a defesa muito subida e extremos bem abertos e operantes, os encarnados controlaram as operações ainda que o Braga em contra-ataque criasse perigo, quer num disparate de Jardel, quer num canto que deixou o central Haas perto do golo. No entanto o 2º golo encarnado acalmou os encarnados que foram para o descanso numa situação vantajosa.

Na etapa complementar tudo mudou, o Benfica recuou e deu espaços aos bracarenses que aumentaram a circulação de bola e começaram a dominar o jogo, embora não tenham criado oportunidades.

Quando reduziram aos 77’ admitimos que iriam ser 15 minutos complicados, mas curiosamente os encarnados com as substituições operadas e o reforço do meio-campo, conseguiram de alguma forma controlar o jogo bracarense, e a expulsão de Hass acabou por ser determinante.

Em suma, aceita-se a vitória do Benfica ainda que o empate também não deslustrasse. Mas é preciso notar que a 2ª parte do Benfica esteve longe de corresponder ao bom jogo da 1ª, pelo que urge rectificar estas assimetrias exibicionais que poderão no futuro criar dificuldades insuperáveis.

Gaitán sobressaiu pelas duas assistências para golo e pelo que jogou mas todos os jogadores estiveram em bom plano.

Arbitragem sem margem para qualquer reparo e sem qualquer influência no resultado. Erros em 2 foras de jogo, critério uniforme nas admoestações e nas faltas e quando assim é ninguém se pode queixar.
















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