Ponto Vermelho
Esquemas e manipulações portistas…
27 de Fevereiro de 2015
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Por EagleView

Nunca como nos tempos actuais a hipocrisia atingiu valores tão altos onde o despudor cavalga há já largo tempo com índices alarmantes. Em todos os quadrantes da sociedade sejam eles quais forem, ainda que alguns sectores sejam mais visados e empolados como acontece no futebol. Onde afinal não é muito diferente mas apenas mais mediático, porque sendo uma modalidade de paixões, atrai massas sem distinção até os bem posicionados socialmente, os quais, na hora da verdade, assumem comportamentos a raiar a irracionalidade que não os distingue dos chamados fanáticos da bola.

Sendo que o objectivo prioritário é vencer não importa a que preço, há muito que se assiste com regularidade a um desfilar de estratagemas e de tráfico de influências nos bastidores e, por vezes, de forma descarada que acaba por já não impressionar em particular as novas gerações de adeptos que apenas constataram a técnica da golpada em que o objetivo de chegar ao fim em primeiro justifica todos os meios. É o vale tudo com todos os truques para ganhar vantagem enquanto se prejudica o adversário, nem sempre de forma evidente aos olhares menos atentos do modus operandi com escola que se renova ciclicamente.

Neste particular ganha particular destaque, como seria óbvio, a estrutura de sonho azul e branca que, melhor do que qualquer outra, tem conseguido década após década e ano após ano impôr as suas directrizes, através de um multifacetado leque de engajados, seja pela colaboração estreita na prossecução dos objectivos, seja pelo branqueamento das diatribes, seja até pelo silêncio ensurdecedor de quem de direito perante tais desmandos. Mas é nos bastidores e no bas fonds do futebol que assumem especial relevância muitas dessas manipulações que, em muitos casos, passam despercebidas na comunicação social e aos olhos do comum dos adeptos.

Perante o clamor que tem vindo a ganhar protagonismo e cujo eco se dilui pela desfaçatez e hipocrisia dos argumentos utilizados, vejamos alguns dados estatísticos que ajudam a perceber melhor a razão de muitas vitórias portistas sabiamente administradas pelos expoentes que gravitam na órbita dos seus interesses com a prestimosa ajuda daqueles que não sendo do clube da Invicta, por despeito, inveja ou simplesmente porque se situam na esfera dos anti-benfiquistas, ajudam a propagar essas teses miserabilistas. No primeiro caso temos os nossos vizinhos cada vez mais emaranhados no turbilhão populista dos exageros e da falta de senso do seu presidente, no segundo os que porque sim, sem esquecer ainda aqueles que tentam demonstrar uma pseudo-independência que nunca tiveram, uns e outros contribuindo de forma diária para a poluição sonora do planeta.

Numa altura em que uma parte substancial da estratégia de todos eles tem vindo a centrar-se no aumento da pressão sobre o sector da arbitragem pelos hipotéticos benefícios ao Benfica, optei por chamar à colação meramente ao acaso, uma das várias formas que os portistas têm utilizado para manipular resultados. É seguro, não dá nas vistas, a comunicação social não o releva e a maior parte dos adeptos não o percebe, sendo de uma eficácia tremenda. Vejamos então alguns dos casos ocorridos na presente temporada:

10.ª jornada: - Kléber, jogador emprestado pelo FC Porto e melhor marcador do Estoril, que jogou o jogo anterior bem como o seguinte sem quaisquer problemas físicos ou disciplinares, não foi sequer convocado para o jogo como os portistas.
11.ª jornada: - Marinho (um dos jogadores influentes da Académica) é expulso aos 95 minutos... falhando logicamente o jogo seguinte que, por simples coincidência, era com o FC Porto…
13.ª jornada: - Miguel Pedro (Vitória de Setúbal) é expulso aos 94 minutos... Qual era o próximo jogo dos setubalenses? Adivinharam! O FC Porto pois claro…
14.ª jornada: - Diogo Viana, ex-júnior do FC Porto, é expulso aos 93 minutos… (que azar!), pois ficou de fora no próximo desafio que era, coincidentemente, o FC Porto…
17.ª jornada: - Quiñones, jogador emprestado pelos azuis e brancos ao vizinho Penafiel não estava suspenso nem figurava na lista do boletim médico. Também aqui, por curiosa coincidência, não foi convocado para o jogo com o FC Porto. Terá sido por indisposição súbita?
19.ª jornada: - André Simões, ex-iniciado e adepto do FC Porto e melhor marcador do Moreirense, vê o 5.º amarelo aos 92 minutos em Braga, ficando automaticamente suspenso. Então não é que os acasos do destino tinham reservado o FC Porto como próximo adversário e assim o fogoso jogador não pôde defrontar o clube do seu coração?. Digam lá se não foi mesmo azar!
20.ª jornada: - André André, ex-júnior do FC Porto, filho do ex-jogador André e melhor marcador do V. Guimarães, viu (por azar!) o 9.º amarelo no jogo com o Belenenses. Amarelo mostrado num lance a meio-campo devido a uma sarrafada tão pronunciada e impossível de não se ver, que obrigou o árbitro a agir. Próximo jogo do Vitória? Justamente no ‘Dragão’. Mas que infortúnio…
21.ª jornada: - Tengarrinha, ex-júnior do FC Porto e que chegou a fazer parte do plantel sénior, um dos melhores jogadores da equipa de Petit, na jornada anterior em Coimbra viu dois cartões amarelos, ficando suspenso por um jogo. Tengarrinha, por mera coincidência claro, viu os 2 amarelos... nos descontos aos 91´e 92´. Caramba, é preciso mesmo muita desventura…

Como se observa, para além das indisposições de última hora, tivémos 6 (seis!) ex-portistas a serem admoestados com cartões que os impediram de jogar com o FC Porto, com expulsões aos 91, 92, 92, 93, 94, e 95 minutos, sempre em vésperas de jogos com o FC Porto. Tanta coincidência e tanta má sorte! Por ser um hábito recorrente, não vamos especular sobre a possibilidade de o terem feito por iniciativa própria. Mas sabendo como funciona a máquina azul e branca, quer-me parecer que ali terá havido sugestões da estrutura, como, aliás já aconteceu em todos as épocas anteriores com sucesso garantido. É a força do hábito…








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