Ponto Vermelho
Verde pinho…
3 de Março de 2015
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Por EagleView

Nas últimas décadas muitos têm falado exaustivamente sobre Arbitragem e de alguns árbitros em particular. Por exemplo, há quanto tempo o setubalense Bruno Paixão não apita um jogo do FCP? Mesmo descontando aproveitamentos, é uma indiscutível realidade que tem havido razões objectivas para tecer comentários menos abonatórios sobre o trabalho de alguns juízes de campo que, diga-se sem tibiezas, influenciaram de forma decisiva jogos e campeonatos por algumas das razões que o 'Apito Dourado' denunciou de forma peremptória ainda que insuficiente e tardia.

Como todos tiveram ocasião de constatar, a verdade desportiva tem sido manipulada pelo FC Porto de Pinto da Costa durante as três últimas décadas, em que os portistas assumiram a liderança do futebol com nítido prejuízo do Benfica e do futebol português em geral, e isso pôs em dúvida o merecimento e a justeza de muitos dos seus êxitos alcançados em situações que deixaram muitas dúvidas mas que foram sucessivamente branqueadas ao mais alto nível das instâncias desportivas. E não só.

Alguns árbitros foram de facto peças fundamentais da estratégia da teia da aranha e prestaram-se por razões que só eles saberão em absoluto, a implementar no terreno o decidido nos bastidores, sítio previlegiado dos homens invisíveis. Devido à possibilidade de poder acompanhar o futebol há já tempo significativo, tenho dado especial atenção a pormenores que parecendo na sua essência insignificantes, acabam por ter um peso enorme em certas decisões influenciadoras consoante os objectivos previamente definidos.

Não pretendo cometer o erro de julgar todos pela mesma bitola, mas também não quero ignorar que tem havido árbitros porventura mais influenciáveis que têm cometido erros que têm decidido desafios importantes e campeonatos. Evocar os nomes seria tarefa fastidiosa dado o extenso rol de artistas que por aí têm andado, pelo que fico-me pelo último que mais se destacou e que acaba por simbolizar na perfeição as diatribes arbitrais que os seus antecessores cometeram – Pedro Proença. O qual, ao que foi anunciado, depois das várias distinções que recebeu a nível do FC Porto e da respectiva Associação, foi também alvo de homenagem do Sporting o que não deixa de reflectir uma ironia por se tratar do clube que mais banzé tem feito sobre arbitragens a nível mundial.

Contrariamente ao que escreveu há pouco tempo o fanático leonino Eduardo Barroso (será que esteve presente na homenagem?), uma percentagem significativa dos adeptos de futebol reconhecem sem grande esforço que nunca foi fácil ser árbitro de futebol e muito menos hoje em dia em que todos os seus movimentos e decisões são escrutinadas ao pormenor através de um bem urdido esquema que envolve imagens em vídeo ao pormenor e pázadas de observadores e críticos que sentados confortavelmente nos estúdios massacram o juízo daqueles a quem gabamos a paciência de ainda os ouvir. Essa é uma das razões porque tudo é questionável porque interpretadas na sua grande maioria por críticos de paixões clubísticas ou que se movem por outros interesses. Quando se critica de forma exacerbada um auxiliar que assinalou um fora-de-jogo evidente, percebe-se o plano inclinado a que chegámos…

A arbitragem não deve nem pode constituir-se num feudo, mas há que demonstrar bom senso nas abordagens e saber compreender e distinguir os erros normais cometidos, com dualidade de critérios, julgamentos distorcidos e manifesta intenção de branquear ou enfatizar consoante as cores das camisolas. Qualquer observador que acompanhe com objectividade o futebol sabe reconhecer o que parece ter sido um erro de avaliação, da intenção nítida de prejudicar. E estou à vontade para falar disso pois vi o Benfica perder campeonatos justamente devido a erros clamorosos de arbitragem em que observei intenção. Muitos seriam os exemplos em particular os mais mediatizados; mas fico-me por um determinado jogo que o Benfica disputou em Coimbra na época de 2011/2012 em que se registou um empate e com isso a perda de 2 pontos determinantes na luta pelo título, arbitrado pelo lisboeta Hugo Miguel a quem assiste naturalmente todo o direito de ser sportinguista.

Falando das peripécias que rodearam a sua chegada a internacional, relembraria que em 14 de Setembro de 2006 no 'Público', dizia-se que no 'Apito Dourado' Hugo Miguel era um daqueles sobre os quais recaíam indícios de corrupção. Na época 2002/2003 arbitrou o jogo FC Porto B/Gondomar em que«os investigadores da PJ apuraram que o árbitro e a respectiva equipa foram 'premiados' com objectos em ouro. A ocorrência acabou por ser arquivada porque a má qualidade de som da gravação impedia que as incidências do jogo pudessem ser analisadas pela equipa de peritos.» Acerca desse mesmo jogo, há uma escuta em que Pinto de Sousa garante a Pinto da Costa que Hugo Miguel não prejudicaria o FC Porto.

A 25 de Fevereiro de 2012, Hugo Miguel foi o árbitro do já referido Académica-Benfica. Segundo o observador desse jogo, José Ferreira, o árbitro sonegou ao Benfica duas grandes penalidades, tendo ficado com a nota de 2,1. No entanto, voz atenta e influente aconselhou o árbitro a reclamar do relatório. Hugo Miguel assim fez e a nota, como que por milagre, subiu o suficiente para poder chegar a árbitro internacional. Na última jornada de 2013/2014, Hugo Miguel foi o escolhido para o Paços de Ferreira-FC Porto. Com o resultado a zero, com um título nacional a jogar-se em 90 minutos, Hugo Miguel conseguiu ver num tropeção de James em si próprio a aproximadamente um metro da área, um penálti a favor dos portistas, com a consequente expulsão do futebolista do Paços. O jogo ficou desde logo desbloqueado.

Na terceira jornada do anterior campeonato, na deslocação do Benfica a Alvalade, Hugo Miguel sonegou uma grande penalidade a favor do Benfica e permitiu que o golo do Sporting fosse precedido de um claro fora de jogo. Olhando para este percurso, e como está provado que no futebol português 'não há corrupção', resta-me concluir sem grande esforço que é necessária uma grande dose de incompetência para que um árbitro seja premiado com o estatuto de internacional.


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