Ponto Vermelho
Miguel Sousa Tavares: Um exemplo (péssimo) a não seguir… Parte II
18 de Março de 2015
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Por EagleView

Como vimos no artigo anterior, ao comprovar-se que o homem dos sete ofícios MST optou pelo plágio ou pelo copianço puro e simples, não pode haver outra conclusão senão a de considerar que isso objectivou claramente uma fraude. O «Equador» foi um caso raro de marketing e de vendas. O que teriam a dizer sobre isso os pobres Lapierre e Collins? Chegámos a considerar a hipótese de fazer aqui, para os menos familiarizados com a língua inglesa, a tradução dos parágrafos originais. Seria tempo perdido: a tradução de MST é suficientemente razoável. Cada um de nós poderá verificar tranquilamente, pelos seus próprios olhos, as indiscutíveis semelhanças entre os dois livros. E ler, no original, o que o autor de «Equador» fez passar por seu, sem pudor. Imperdoável.

Nas páginas de onde saíram esses nacos de prosa, outros há que poderiam merecer aqui menção honrosa. Mas isso seria tirar o prazer de quem pode, lançar-se na «corrida à cópia», descobrindo a seu bel-prazer mais algumas pérolas da exploração de trabalho alheio. Na bibliografia adjacente à 1.ª Edição de «Equador», MST apresenta 29 livros consultados. Esfregámos as mãos de contentamento: se em apenas um livro conseguiu retirar tudo o que aqui se publica, imagine-se o que iremos encontrar nos restantes 28... A busca vai começar! Orgulhosamente, MST disse um dia: «Eu pus o país a ler!» E pôs. Nunca tantos portugueses terão lido os pobres Lapierre e Collins.

Não parece banal que os dois livros tenham um início quase comum; descrição, paisagens, personagens, convites, cadeiras, estados de espírito, densidades psicológicas, percepções exteriores e um não mais acabar... Banal é dizer que um é velho (Mountbatten tinha 46 anos) e o outro (Luís Bernardo) não era ambicioso. Também não nos parece referência histórica o seguinte: «finalmente, Sua Exaltada Excelência haveria de morrer, prostrado à mais incurável das doenças: o tédio.» - «His was a malady that plagued not a few of is surfeited fellow rulers. It was boredom. He died of it...».

Isto é cópia! No universo estudantil chama-se a isto copianço descarado! «Morrer de tédio» não é conceito científico nem informação histórica. É humor. Mas humor de Lapierre e Collins. «Sinto-me numa posição kafkiana porque ele (o autor da acusação de plágio) nem tem rosto», diz MST. Mas, mesmo sem lhe conhecer o rosto, MST insulta: «O perfil é de um escritor falhado, medíocre, invejoso e caluniador». Como sempre, para MST tudo o que não seja a sua imagem ao espelho é medíocre e invejoso, podendo até chegar a porco, estúpido, nazi, atrasado e por aí fora. MST tem de aprender que o insulto não deve ser a primeira resposta. Mérito, entre outros, que reclamamos para o blogue já por várias vezes referido.

O escritor MST não é aquele que um dia foi jornalista desportivo e quando foi fazer a crónica de um Sporting 5-FC Porto 1 conseguiu ser o único jornalista que viu o clube da sua adoração a jogar melhor e a ser roubado? Com uma vergonhosa crónica parcial e adulterada, o escritor deixou de ser jornalista desportivo. Pelo menos foi o que contou numa entrevista. O escritor MST não foi aquele que abandonou a SIC, pelo facto da estação ter noticiado que o FC Porto tinha na sua contabilidade uma factura da viagem ao Brasil de um tal José Amorim, mais conhecido por Carlos Calheiros que, por acaso, era árbitro? O escritor MST não é o mesmo que através de um ruinoso acto de gestão levou à falência uma das melhores revistas, "A Grande Reportagem"? O escritor MST tirou o curso de Direito mas nunca fez uso dele, porque disse numa entrevista que os advogados não procuravam fazer justiça. Talvez tenha razão, pois um seu familiar directo também advogado esteve implicado no caso DOPA, que levou mais de 15 anos para ser julgado tendo o alegado crime acabado por prescrever.

MST é um aproveitador que tem rentabilizado da melhor maneira o extraordinário legado cultural que a sua Saudosa e Honrosa progenitora deixou ao País, para se meter em bicos de pés à frente de uma câmara e, à boleia, para aproveitar e explorar uma série infindável de ventos e marés favoráveis que o conduziram às mais contraditórias profissões, incluindo a de plagiador de livros alheios como já se observou. E, não menos importante, porque faz parte de uma malha intelectualóide a tresandar montada a partir dos anos 80 para manipular opiniões e desviar visões de assuntos para o lado que mais lhe convém, protagonizando constantes contradições mal esteja o seu Porto em causa. Como é que este artista que assumiu que continua a fumar em sítios públicos proibidos, consegue criticar outros por também o terem feito? É, por todas estas razões, uma personagem cujo índice de integridade e de coerência deixa muito a desejar…

Observemos agora sob o estricto prisma da coerência aquilo que MST afirmou no já longínquo ano de 2007 mais precisamente no dia 11 de Junho: « (…) é assustador verificar a frequência com que, graças a uma redacção voluntariamente ambígua, da lei, são anuladas em julgamento as escutas telefónicas.», a propósito do então primeiro-ministro José Sócrates. Manifestando um grau de coerência apurado, não é que, mais tarde, o mesmo MST concordou em pleno que as escutas não podessem ser utilizadas como prova no julgamento do 'Apito Dourado' onde o protagonista principal era precisamente o presidente do seu clube? Comentários para quê se estamos em presença de um manipulador da opinião pública? (…)






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