Ponto Vermelho
Miguel Sousa Tavares: Um exemplo (péssimo) a não seguir… Parte III
22 de Março de 2015
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Por EagleView

MST - manipulação e mentira: Relembremos a questão da equiparação dos assistentes de recinto ou stewards a agentes desportivos ou a espectadores em função dos interesses em jogo. Apesar das juízas Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e do juíz Sarmento Botelho estarem contra a equiparação dos 'stewards' a espectadores, votaram a favor do acórdão. Tal, supostamente, deveu-se a um pacto existente no CJ: " em que todas as decisões importantes teriam de ter o apoio de todos os conselheiros". - 'CM', 28 de Março de 2010. (...), «não posso deixar de reclamar por ter sido necessário Pinto da Costa dizê-lo na televisão, para eu ficar a saber que o acórdão do C.J. que desautorizou em toda a linha a pífia doutrina jurídica do CD e de Ricardo Costa, foi outorgado por unanimidade dos sete juízes membros. Por unanimidade! Dos sete votantes!»- MST, 6 de Abril de 2010.

Veja-se a extracção do aproveitamento que mais lhe interessou para promover a manipulação da verdadeira essência dos factos. Aliás, não foi preciso esperar muito para que este conceito dúbio fosse alterado pelo próprio C.J. Imagens como estas não precisam jamais de palavras. É dispensável o ror de alarvidades com que dois ou três infelizes resolveram encharcar páginas de jornais, abanando alegremente a cauda à voz do dono. Mas, infelizmente, é assim que sobrevivem à superfície da mediocridade os analfabetos ou mentecaptos. Pessoalmente, assumo que a vida deveria ser vista de forma simples, de forma a não merecer tergiversações infinitas. 'Comprar ou manipular árbitros', com prostitutas ou outros favores do género, é torpe; insistir na deficiência mental de uma pessoa para a amesquinhar é próprio de um pulha; insultar pelas costas alguém de quem se finge ser amigo é cobardia; copiar páginas inteiras de livros e assiná-los como se fossem próprios dispensa adjetivações; é abjecto.

Permitam-me, neste caso, algum radicalismo mas quem mente e se contradiz por submissão assemelha-se a um verme; quem nega as evidências e procura atirar sobre outrem o nojo e o desprezível das suas acções tem que ser considerado como um biltre; quem se presta a tudo para defender a corrupção, o compadrio, o nepotismo e o tráfico de influências só pode ser um escroque. Por isso, há discussões que morrem à nascença. Não é possível discutir com gente primitiva, sem espinha, troglodita e malformada. Para eles não há túneis: há cavernas sem fim…

A entrevista: Depois de ter sido 'caninamente' subserviente com José Sócrates, fazendo-lhe uma entrevista encomendada; depois de ter, ao arrepio de qualquer ética jornalística, protagonizado um "facto inenarrável" com o candidato à presidência da República que dizia apoiar; depois de ter 'batido' em toda a parte – menos na CS dita séria onde tem colocado os amigos e até o próprio descendente – pela falta de pudor que revelou nesses dois momentos, que fez MST? O que qualquer irresponsável inescrupuloso e conluiado fazia – zurziu forte e feio no então inspector da P.J. Gonçalo Amaral. E porquê? Porque o homem fez comentários fortes sobre o 'Apito Dourado' (e disse que é do Benfica)? Claro! Mas sobretudo porque é alguém que está neste momento de rastos! Os instintos animalescos de MST tendem a pontapear quem está no chão… É deste 'material' que, por norma, são feitos os cobardes!

Há uns anos MST deu o mote, ao ser autor de uma das peças mais hilariantes que contribuiram para o enriquecimento do já de si rico vocabulário português ao afirmar: "é mais difícil ser portista em Lisboa do que muçulmano na Bósnia". De então para cá, tem prosseguido na rotina do disparate, cego na corte despudorada ao azul e branco e firme e obstinado na injúria ao vermelho. Numa das suas muitas prosas inviezadas, atirou no ano em que o Benfica garantiu o ceptro nacional sob o comando de Giuseppe Trapattoni: "nos últimos dez jogos todos os golos encarnados aconteceram de 'penalty' e livres inventados ou duvidosos à entrada da área". MST disse TODOS, e mesmo perdoando as suas patacoadas habituais, TODOS só pode significar TODOS. Se descurou o assunto não respeitou o código deontológico (???!!!); se por acaso o ponderou e insistiu na trapaça, é intelectualmente desonesto. Seja como for, em qualquer dos casos, MST não respeitou o rigor e a honestidade.

O humorista Ricardo Araújo Pereira, sobre o mesmo assunto, já tratou da (eufemística) amnésia de MST, pois até lhe recordou, prescindindo mesmo do seu humor genial, que na temporada de 2004/2005 o FC Porto teve uma singular colecção de três treinadores e até encaixou, em pleno Dragão, quatro golos sem resposta do Nacional da Madeira, justamente a dez rondas do final da competição. A partir daí, MST terá ficado mais vesgo mas não comedido. Dos 14 golos que o Benfica apontou, sete foram obtidos de bola corrida. TODOS os sete. E os outros?

Ora bem; três de (indiscutíveis) livres laterais, um de (indiscutível) pontapé de canto, um de (indiscutível) livre frontal e dois de (só um discutível) penálti. Chega? Já agora, no mesmo período, sob a arbitragem do patético António Costa, o FC Porto venceu o Marítimo, com um escandaloso golo de MacCarthy em fora-de-jogo. Só? E o golo do triunfo perante o Gil Vicente? E o golo do triunfo frente ao V. Setúbal? MST, nessa altura, viu o que viu e todos lhe viram disparar o estrabismo futebolístico, pois auto-convenceu-se de que percebe de tudo e de mais alguma coisa. Tanto pode aparecer a falar da digestão dos suínos, como a falar da estética dos saca-rolhas, da gestão dos subsídios ou da compreensão que é preciso ter para com o dedo grande dos pés. MST pode falar de tudo e do infinito, incluindo de futebol. Não deixa é de ser por ignorante, faccioso e bastas vezes manipulador. Com descaramento agravado. Isto aconteceu há anos. Qual é a diferença que encontram para a campanha de agora? (...)






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