Ponto Vermelho
Miguel Sousa Tavares: Um exemplo (péssimo) a não seguir... Parte VI
3 de Abril de 2015
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Por EagleView

Continuemos com o derradeiro escrito de José Diogo Quintela nas páginas de A Bola. «Na mesma crónica de 15 de Dezembro de 2009, MST tinha-se referido ao tal Beira-Mar–Porto como «um jogo que já não contava para nada». Uma peta que MST e outros portistas gostam de repetir e que, lamento, não se vai tornar verdade. Antes desse jogo, o Sporting estava em 2.º lugar, a 5 pontos do Porto. Havia 12 pontos em disputa. O Porto alinhou em Aveiro sem muitos titulares, pois 3 dias depois ia jogar a 1.ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Na mesma jornada o Sporting foi prejudicado no Bessa, quando Bruno Paixão expulsou Rui Jorge e assinalou fora-de-jogo antes do meio-campo a um Liedson isolado. O Sporting (que estava a ganhar) ficou injustamente reduzido a dez e perdeu. O Porto permaneceu injustamente com 11 e não perdeu.

Se o Sporting tivesse ganho e o Porto tivesse perdido, o Sporting ficava a 2 pontos e o Mourinho já não podia descansar outra vez a equipa, na 33.ª jornada, antes da 2.ª mão da Champions, na Corunha. Como fez, já campeão, perdendo com o Rio Ave. Alinhou nesse jogo com Pedro Ribeiro, Pedro Emanuel, Mário Silva e Ricardo Costa na defesa, em vez dos habituais titulares Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Jorge Costa e Paulo Ferreira. Eu cuido que este Beira-Mar–Porto ainda contava para alguma coisa. Por mais que o MST, pensando no Goebbels, repita que não.

Recapitulemos, então. O presidente do FC do Porto recebe em casa o árbitro que vai apitar o próximo jogo do seu clube. Mente sobre estar à espera dele e sobre a presença de Carolina Salgado. Carolina Salgado diz que foi passado um envelope com 2.500 euros, Pinto da Costa e o árbitro dizem que não foi. No entanto, contra o Beira-Mar, o Porto é beneficiado ao não ser expulso um seu jogador logo aos 15 minutos, num jogo que era importante para o campeonato e para a Liga dos Campeões. A justiça desportiva castiga o Porto por corrupção, o Porto não recorre. A justiça comum não desmascarou nada disto. É isto que Miguel Sousa Tavares quer que eu vá dizer a tribunal? Por mim, tudo bem.»

A Entidade Reguladora da Comunicação Social, ERC, deu razão a José Diogo Quintela no âmbito de uma queixa que o humorista apresentou contra o diário desportivo A Bola. Em causa estava uma crónica de 7 de Novembro de 2010 que JDQ acusa o director de A Bola de ter cortado. O caso foi desencadeado pela troca de acusações entre MST, cronista habitual daquele diário desportivo, e os dois elementos do colectivo de humoristas "Gatos Fedorentos" – José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira – também cronistas de A Bola. Os três assumiam frequentemente nos textos as divergências clubísticas entre eles. Quintela declara-se Sportinguista, Araújo Pereira Benfiquista. E é conhecida a preferência de Sousa Tavares pelo FC Porto. MST 'ameaçava', numa crónica de 2 de Novembro de 2010 que deixaria de escrever para A Bola uma vez que estava "farto de viver [...] com dois rafeiros atiçados às canelas, dois censores encartados", referindo-se a José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira.

JDQ, que terá respondido a estas declarações de MST numa crónica de 7 de Novembro, acusou o director de A Bola Vítor Serpa (VS), de ter cortado parte do conteúdo da crónica: precisamente a resposta a MST. No dia 11, em editorial, VS anunciava a saída do jornal de JDQ e RAP, em reacção a esse episódio e por iniciativa própria dos dois humoristas.
Contactado então pelo jornal 'Público', MST negou ter tocado no assunto, pessoalmente, com VS. JDQ, que apresentou queixa na ERC viu o regulador dar-lhe razão. Para a ERC, VS abusou dos poderes inerentes ao seu cargo de director: “A conduta do Director de A Bola não se enquadra nos padrões de exigência ético-legais que devem pautar a actividade jornalística em geral e extravasa dos limites dos poderes de gerais de orientação que lhe assiste”. O regulador acrescenta que "[o corte] representa uma distorção inaceitável da opinião do autor e traduz igualmente um comportamento que ofende a boa-fé e as expectativas dos leitores, os quais não foram alertados para o tratamento de 'edição' de que a crónica foi objecto." E aconselha o jornal a "no futuro, observar de forma rigorosa os limites legais aos poderes do Director, especialmente no que respeita a casos análogos que envolvam artigos de opinião."

Mais prosa ilustrativa do carácter de MST: "Na véspera do jogo da segunda mão, o Benfica ainda tentou duas manobras desesperadas, em abono da verdade desportiva: a invenção, soprada à Marca, do suposto jantar de Pinto da Costa com os árbitros do jogo com o Villareal e o estranho caso da fotografia introduzida ao intervalo na cabine do árbitro do Braga-Leiria. Queriam destabilizar os adversários... de tal maneira ficou à vista a mão escondida que atirou as pedras." (Mostrando a sua verdadeira face , tem a lata de vir acusar o Benfica de estar por detrás das notícias da Marca e das fotos em Braga, confundindo o Benfica com o clube julgado por corrupção que tanto apoia).

Parece não existir qualquer dúvida de que MST convive há pelo menos 20 anos com os expedientes, manipulações e mentiras do seu clube de coração que resultaram em processos de corrupção, compadrios, tráficos de influência, agressões a pessoas e muitos outros. Se uma estatísca rigorosa fosse feita, quantos foram até agora os títulos falsos e ganhos à custa de golpadas e de árbitros corrompidos? Muitos, com certeza. E os dinheiros das transferências dos jogadores onde estão? E quantas foram as vezes que denunciou essas situações? E agora vem denegrir uma pessoa que não conhece, baseado em suposições e eventuais acontecimentos tão bem talhados no seu imaginário. Um real espanto! (…)






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