Ponto Vermelho
Que desilusão!
28 de Janeiro de 2013
Partilhar no Facebook

Desde Sábado à noite que se têm vindo a multiplicar as reacções de desagrado de personagens de vários quadrantes, e uma profunda desilusão tem vindo a crescer na mente de alguns que estavam convencidos de que o jogo da Pedreira onde muitos apostavam as fichas era de resultado garantido, pois existia a forte convicção e a fundada esperança de que o Benfica iria baquear sem apelo nem agravo perante o seu valoroso opositor bracarense. Quase todos fizeram o seu papel, desde o presidente Salvador passando por jornalistas tipo Eugénio Queirós que resolveram deixar a independência em casa para assumirem certezas da derrota do Benfica, socorrendo-se das estatísticas e dos resultados anteriores e obviamente do valor do SC Braga.

Compreendemos e aceitamos que este era um dos jogos em que era susceptível que isso viesse a acontecer. Pelo passado recente e pela categoria dos bracarenses que, ainda que estejam a registar alguma irregularidade esta época, têm sido sempre nas últimas temporadas um adversário a ter em conta sobretudo no seu terreno. E as incidências do jogo provaram-no e forçaram o Benfica a ter que assumir uma postura fria e calculista, ao contrário do que costuma ser hábito na formação encarnada e que já lhe tem acarretado dissabores noutros jogos de outras épocas. Porque o jogo com o FC Porto para o campeonato já nos tinha dito que o SC Braga é uma excelente equipa, bem orientada e que com toda a probabilidade não teria perdido o jogo caso o apitador não tivesse sido Carlos Xistra…

Sem surpresa, alguns sportinguistas como Alberto do Rosário que face à recuperação constante que o Benfica vem demonstrando resolveram adoptar definitivamente o FC Porto como o seu segundo clube, depois dos seus mais recentes Conselhos Directivos (o anterior de Bettencourt com a «gestão à Porto») e o actual em que Godinho Lopes afirmou alto e bom som que iria seguir doravante um «modelo à Porto» mas que, pelo que se observa, está infinitamente muito mais perto de uma gestão à Sporting, não têm conseguido disfarçar a azia resultante de não terem visto o Benfica ser trucidado para, ao menos, terem uma daquelas alegrias que ultimamente têm andado arredias. De facto quando as coisas estão mal nada parece correr bem…

Recentemente tínhamos aqui deixado a interrogação acerca do terrível dilema leonino sobre qual seria o resultado que mais gostariam de observar no encontro do Minho. Admitimos que as opiniões divergiram, mas talvez não andemos longe da realidade se dissermos que a grande maioria preferia que o Benfica perdesse, mesmo que isso significasse não reduzir a diferença pontual que os separava dos bracarenses para ainda poderem vislumbrar o tão almejado 3º lugar. E como um mal nunca vem só, aconteceu a vitória do Benfica, a recuperação da equipa leonina vai seguir dentro de momentos, e só não aconteceu a desgraça completa porque em Alvalade contra um adversário directo esteve, mais uma vez, esse expoente da arbitragem de nome Carlos Xistra. Valha-nos que desta vez não ouvimos a habitual lamúria sobre a arbitragem, porque terá sido? Mas não podemos deixar de relevar o facto de, ao contrário do jogo anterior, Godinho Lopes não ter estado sozinho entregue às suas cogitações…

Confrontados com esta conjugação de factores negativos, restava aos desiludidos leoninos que debitam as suas opiniões nos media, ou tentar disfarçar as suas mágoas ou assumirem declaradamente o seu estado de espírito que obviamente não era nem podia ser bom. Os que optaram por esta postura, foram como não poderia deixar de ser previsíveis; tentaram por todos os meios denegrir e apoucar a vitória da equipa encarnada tentando reduzir o vizinho à expressão mais simples e comparando-o a uma equipa vulgar, sem ambição e que só ganhou em Braga porque a estrelinha da sorte correu a ampará-la. Ou seja, não estão a conseguir combater a azia que os afecta por o Benfica não ter aberto de par em par o caminho ao seu segundo clube.

Está bom de ver que a eterna inveja de que não se conseguem libertar continua a fazer estragos e é uma das principais razões que sempre nos têm separado; enquanto a nós benfiquistas não nos incomoda (antes pelo contrário) que o Sporting comece a recuperar da vil tristeza e do caos em que se encontra, do seu lado vemos consecutivamente esse tipo de atitudes que a rivalidade secular não pode de maneira nenhuma justificar. Seria pois de todo assisado que os que perfilham essa estapafúrdia teoria se concentrassem nos seus próprios problemas a perder de vista, e apelassem à utilização de todas as suas energias na procura de soluções duradouras e consentâneas com os verdadeiros interesses do Sporting, em vez de andarem distraídos e consumidos com aquilo que o vizinho faz ou deixa de fazer e a denegrir constantemente as suas vitórias apenas e só porque não estão em condições objectivas de as conseguir. Vale?








Bookmark and Share