Ponto Vermelho
Miguel Sousa Tavares: Um exemplo (péssimo) a não seguir… Parte VIII
11 de Abril de 2015
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Por EagleView

Prossigamos então com mais detalhes sobre a forma de estar e atitudes da personalidade Miguel Sousa Tavares (MST). Um manancial verdadeiramente inesgotável. Atentemos em mais este datado de há alguns anos atrás, da autoria de António de Souza-Cardoso intitulado "O Xico Esperto": «Todos nós conhecemos a figura do "Xico Esperto", dos tempos de escola, na adolescência. Também conhecido pelo "carapau de corrida" ou o "espirra canivetes", o "Xico Esperto" era aquele que quando o professor perguntava "quem foi que ganhou?", respondia despudoradamente "fui eu…", qualquer que fosse a sua verdadeira qualificação. Com isso o "Xico Esperto" tentava insinuar-se nas boas graças do poder, como o líder, o chefe de seita, o melhor de todos, pisando os colegas, trapaçando, fazendo batota…

A verdade é que todos sabiam que ele não passava de um arruaceiro preguiçoso e malcriado, que projectava a sua existência medíocre, à custa do copianço, da batota e da má influência que exercia sobre dois ou três microcéfalos que se obrigavam e abrigavam na sua envaidecida protecção. Enquanto que o "Xico Esperto" era uma figura odiosa para a maioria da turma, causadora de repúdio ou de receio, ele próprio parecia viver bem com isso, porque o seu objectivo era passar de ano, não por mérito, mas pela batoteira imagem de liderança que passava junto dos professores à custa das "xico-espertices" que fazia junto dos colegas.

De há alguns anos para cá o Clube do Dragão transformou-se no "Xico Esperto" oficial do futebol português. Com a agravante de levar esta "xico-espertice" para esferas internacionais, assim permitindo na fácil confusão da "nuvem por Juno" que se degrede a imagem do futebol português e dos seus agentes. O que o MST se esqueceu foi que o "Xico Esperto" nasceu antes do Queixinhas. Fez, à luz da única apreciação jurídica conhecida, batota comprovada e beneficiou de um regulamento iníquo para, em vez de baixar de divisão como devia, perder apenas 6 pontos que não lhe faziam falta nenhuma. Como bom "Xico Esperto" resolveu estar quietinho, aceitar aquele inócuo correctivo que lhe mantinha a áurea e a garimpa. E até o declarou publicamente, que "nem precisava explicar – estava à vista de todos", ele apesar de consumadamente corrupto continuava a ser o vencedor, único objectivo de qualquer "Xico Esperto". Não recorreu, portanto, aceitando como verdadeiro a obscura e terrível acusação que sobre ele pendia. Assumindo-se definitivamente como o "Xico-Esperto" do futebol português.

MST vem agora tentar salvar as consequências (designadamente europeias) da "xico-espertice", falando do princípio geral da não retroactividade da lei penal quando aqui estamos perante uma disposição do direito desportivo que não está obviamente subsumida a esse princípio geral. Por irresistível "xico-espertice", MST chama-lhe "direito punitivo", para tentar abrigar neste mais abstracto conceito o direito penal e o desportivo. Também a mim me repugna a retroactividade da lei, mas a verdade é que esta pode ser accionada pelo Direito desportivo, como foi e seria se, entretanto, não tivessem ocorrido outras "xico-espertices".

A principal foi a intolerável pressão exercida sobre a FPF, instituição que é (era na época) dirigida por um Presidente que parece frouxo e vulnerável. Pressão cirurgicamente feita na entrevista à SIC, ao assessor jurídico João Leal e ao fax liso que enviou para a UEFA, a pedido desta. João Leal que à imagem do seu Presidente não aguentou da tripa perante a habitual arruaça do "Xico Esperto", acabou por vestir a pele de outra personagem do nosso tempo de escola – o "geleia". Aquele desgraçado que vivia aterrorizado à mão do "Xico Esperto" e fazia tudo para não o contrariar ou atingir.

João Leal e Gilberto Madaíl – os "geleias" oficiais do futebol português, fizeram o mesmo, lavaram as mãos num sintomático "não me comprometas" dizendo à UEFA que nada sabiam sobre trânsito em julgado nenhum, ou sequer sobre os factos que levaram à condenação do FC Porto. E foi por isso, e só por isso, que a UEFA, mais preocupada em organizar sem sobressaltos a próxima "Champions" resolveu adiar aquilo que os primeiros responsáveis e interessados – os "Geleia" da FPF, negavam conhecer e insistiam, também, em adiar. Por isso se o MST confessa que o FCP devia ter recorrido, aceitando que juridicamente com essa omissão suscitou o trânsito em julgado da decisão do CD da Liga, então, sem "xico-espertices", tem é que reconhecer que a UEFA decidiu mal, ou foi mal influenciada na decisão de não aceitar como provado o referido trânsito em julgado. Única razão pela qual não condenou o FC Porto.

Mas agora para todos os "Xico Espertos", atenção: ninguém ilibou o FC Porto, nem ele próprio, como me parece que se acabará por provar. Por isso, "no mais tarde ou mais cedo", em que qualquer "Xico Esperto" é julgado e punido, aguardarei tranquilamente por um desfecho justo e verdadeiro, continuando a exigir à Direcção do Benfica que tenha a coragem de denunciar sempre os "Xico Espertos" desta vida. Porque, para mim, quem denuncia "Xico Espertos" não é queixinhas mas sim VALENTE!»
Infelizmente António de Souza-Cardozo e a verdade desportiva, vão ter que esperar sentados...»






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