Ponto Vermelho
Miguel Sousa Tavares: Um exemplo (péssimo) a não seguir… Parte X
21 de Abril de 2015
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Por EagleView

Damos hoje por concluída a divulgação de um conjunto de factos, escritos e opiniões sobre Miguel Sousa Tavares (MST) que assumiram protagonismo num passado ainda não muito distante ao longo do qual, tivémos a oportunidade de trazer de novo à colação as versões próprias de pessoas tão diferentes entre si mas convergentes na crítica às posições dúbias assumidas pela referida personagem. O objectivo essencial foi contribuir para a desmistificação da pessoa em si, da sua postura e das suas atitudes e posições públicas, de forma a que cada um possa formular o seu juízo acerca da mesma, sendo natural que algumas das opiniões divirjam em função da interpretação que fazem dos factos públicos aqui trazidos e do respectivo posicionamento pessoal, partindo sempre do princípio que ninguém é monopolista da verdade absoluta que tem sempre muita dificuldade em ser demonstrada. Mesmo até com contraditório. Mas cremos que a ideia-base ficou plenamente demonstrada; MST é, no mínimo, uma pessoa controversa que mantem um conflito perene e consistente com a coerência de que sempre se afasta.

O derradeiro (e breve) testemunho desta saga pertence ao jornalista e escritor Afonso de Melo. Aqui deixamos a sua opinião sobre um tema muito específico e fora do contexto habitual, desenvolvida através de um artigo publicado sobre o título "De maçon a garçon", em que com a sua habitual acutilância reflecte bem a sua posição sobre MST. Demos pois então atenção aos seus pontos de vista: «"O Copiador de Livros Alheios" cansado de roubar parágrafos e piadas a autores estrangeiros, decidiu desta vez dedicar-se à nobre arte da culinária, transformando-se num mestre-cuca ridículo, tão parolo como daquela vez que meteu na cabeça a grotesca carcaça pelo Parque Eduardo VII em dia dedicado à bibliografia com o enrugado pescoço de peru embrulhado num cachecol de um clube mais conhecido pelos seus feitos no campo da corrupção do que propriamente nos campos de futebol. Que a bípede ratazana é fandango, já todo o País sabe.

A sua utilidade nacional é, de há muito, arrancar gargalhadas bem dispostas a quem leva pelos caminhos do puro ridículo e do inevitável burlesco as suas diatribes avinagradas e alcoolizadas, ora vomitadas em directo numa qualquer televisão capaz de lhe alimentar os vícios, ora rabiscados num português inteligível, carregado de erros de ortografia e de síntaxe, em jornais que insistem em conspurcar as suas páginas e em violar os seus princípios editoriais só para servirem de balde às suas cuspidelas raivosas. Desta vez deitou mão a uns cadáveres de perdizes, que algum labrego da sua igualha, abateu por ele, e tratou de as enfiar num forno a lenha com tanto afinco que cozeu a própria cabeça, chamuscando aquela espécie de gato morto que usa em farripas sobre o crânio vazio como se fosse uma crina. Havia nele a vontade férrea de preparar uma lauta refeição. Vinha dos confins obscuros da Madalena um especialíssimo convidado que poderia trazer consigo não apenas jovens prostitutas como até um daqueles miseráveis homens de preto que insistem em ficar de cócoras. Por isso, o "Copiador de Livros Alheios" colocou o avental. Não confundam: o biltre não é maçon. É garçon. Um dos garçons mais servis que o velho e decrépito Palhaço alguma vez teve às suas ordens. E de graça!».

Infelizmente, apesar de repetidamente serem relevados publicamente aspectos que deveriam fazer corar de vergonha o visado (se obviamente a tivesse!), o que observamos é que continua nas suas cruzadas inviezadas, no pressuposto até agora indesmentível de que é imune a qualquer contrariedade nesse capítulo, podendo prosseguir na mesma postura e nas mesmas atitudes porque está convencido (e aí temos de alguma forma que concordar) que continua a viver num país faz de conta onde tudo se mantem inalterável e o caminho está sempre livre para o aparecimento deste tipo de estrelas ofuscadas pelo esplendor ilusório da sua própria personalidade reflectida no espelho convexo que tem em casa. Prosseguir na senda dos disparates e das diatribes é uma via que MST continua a seguir, porquanto arrepiar caminho e começar a perfilhar atitudes coerentes e de bom senso não parece ser a sua via opcional. Até ao dia em que o ridículo seja finalmente reconhecido oficialmente neste país o que, convenhamos, é deveras complicado…












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