Ponto Vermelho
Já falta pouco...
23 de Abril de 2015
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Quase sem muitos darem por isso estamos a chegar ao 'jogo do ano' em que se transformou mais um clássico na Luz. Bem sabemos que os adeptos mais fervorosos de um e de outro lado já entraram em contagem decrescente há muito, e isso terá sido certamente um martírio pois com essa predisposição o relógio quase 'pára o tempo', acabando por transformar singelos minutos em longuíssimas horas. Assim sendo, é natural que os últimos dias sejam passados com ainda maior nervosismo e ansiedade pois, desta vez, está mesmo muita coisa em jogo.

Consequência dos tempos e dos caprichos do sorteio, o presente campeonato apresenta particularmente no jogo da 2.ª volta entre os dois principais rivais, desde logo uma particularidade assinalável e algo rara nas últimas temporadas; contrariamente ao que é habitual, o jogo é disputado na Luz ainda com mais 4 jornadas por disputar, o que poderá significar mais emoção e incerteza até final, muito embora o embate do Domingo possa ser crucial e até mesmo determinante em função do resultado final registado. Um mais do que os outros evidentemente, mas a experiência leva-nos a essa conclusão nesta nova conjuntura futebolística que já ganhou asas e está prestes a voar. Bem alto!

Muito se especulou acerca do calendário sobrecarregado dos portistas a despeito de eliminados em duas provas nacionais, sobretudo porque estavam a disputar em paralelo a Liga dos Campeões em estado já adiantado, o que pressupunha o aumento das probabilidades de começarem a surgir equipas candidatas a vencer a prova maior da UEFA. Se até aí tinha sido 'um passeio' graças à simbiose entre 'o facilitismo' dos sorteios e o mérito próprio, a eliminatória seguinte haveria de reverter por completo todas as facilidades encontradas até aí, com o encontro com aquela que passa por ser uma das mais sérias candidatas à vitória final, ainda que circunstancialmente amputada. Com a agravante do jogo da 2.ª mão ser disputado na semana que antecedia o crucial jogo da Luz.

Nos comentários e expectativas que foram sendo avançados não havia, como é óbvio, uma concertação de posições sobre os efeitos da eliminatória com os alemães, mas foram ficando mais ou menos claros 'dois extremismos'; o de uns que após a euforia do 1.º jogo no Dragão que aumentou sobremaneira as perspectivas portistas, a defender que o FC Porto, na 'semana decisiva', podia vir a ter um período de intenso fulgor e beleza entrando na Luz altamente embalado e moralizado e, o de outros que no caso da eliminação europeia vir a acontecer, a afirmar que isso poderia ter consequências nefastas para o jogo de Domingo. Em rigor e depois do excelente resultado no Dragão e com o adversário sem poder dispôr de vários dos seus elementos-chave, era expectável manter, no mínimo, moderado optimismo quanto à passagem às meias-finais. Não aconteceu e, como um mal gosta de vir acompanhado, sucedeu um resultado humilhante não só para os portistas como para o próprio futebol português.

Temos assistido com curiosidade às firmes tentativas de alguns alheios ao universo portista, de fornecerem injecções tendentes à recuperação e elevação da moral azul e branca naturalmente debilitada pela catástrofe no BayArena. Admitimos que neste particular, esteja a falar mais alto a sua forte tendência anti-benfiquista. Seja como for, o mais importante para os benfiquistas terá que ser o foco e a concentração em si próprios e naquilo de que são capazes, não se distraindo com 'modelos de entretenimento' que sempre surgem nestas circunstâncias, pois isso apenas iria contribuir para a desconcentração e para a desfocagem do objectivo perseguido.

A equipa do Benfica e toda a estrutura não podem nem devem preocupar-se com as peripécias e as vicissitudes do seu adversário, mas sim naquilo que tem que fazer quando entrar em campo com o objectivo de sempre – a vitória. Para não ser surpreendido deve potenciar as perspectivas sobre as dificuldades que irá encontrar, pois qualquer que seja 'o estado psicológico da nação portista', a equipa azul e branca continua a ter um lote de excelentes jogadores e uma boa equipa, para além de alimentar o sonho legítimo de tentar obstar a que o Benfica consiga alcançar o bi-campeonato após mais de 3 décadas de jejum. Tem-se aludido amiúde a anteriores resultados mas, em nossa opinião, tudo é diferente a começar pela conjuntura e pelas circunstâncias. Por tudo isso apesar dos escolhos que fatalmente irão surgir, acreditamos que o Benfica pode alcançar a vitória e dar assim um passo de gigante rumo ao título.








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