Ponto Vermelho
Manter o foco e a concentração!
9 de Maio de 2015
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Por todas as razões possíveis e imaginárias, o jogo de Barcelos assumia uma importância acrescida na escalada para a conquista do bi-campeonato. Porque a partir daí ficariam por disputar três jogos dois dos quais na Luz, sendo que devido a essas circunstâncias o resultado no reduto gilista assumia contornos de praticamente decisivo. É que, para além da questão da conquista do pleno de pontos, a questão anímica atingiria outros níveis. Pois bem, não só aconteceu, como a isso se juntou uma goleada com uma exibição que em certos momentos do jogo roçou o brilhantismo. Com a particularidade de ter acontecido fora de casa.

É por demais evidente que as lembranças do passado recente continuam a pesar no subconsciente dos adeptos e nas análises de muitos jornalistas e comentadores que por sua vez influenciam parte da massa adepta. Continua a empolar-se com uma evidente dose de exagero as manifestações de júbilo após o jogo com o Marítimo no Funchal, mas isso apenas justifica uma parte da questão… porque aconteceu o descalabro posterior, agravado pelas circunstâncias algo traumatizantes em que decorreu. Sendo culpa de toda a estrutura e dos adeptos que se deixaram quiçá levar por euforias prematuras, a realidade objectiva é que a situação dificilmente voltará a acontecer porque nem sempre as circunstâncias adversas que então aconteceram se congregam num objectivo comum.

Temos visto referido que, apesar do título estar bem encaminhado e mesmo à beira de acontecer, a estrutura directiva e técnica, os jogadores e os adeptos estão, neste momento, a ser demasiado comedidos nas manifestações públicas de júbilo. Para esse facto a explicação avançada é que tendo em conta a experiência do passado ainda bem fresco com a derrota a acontecer na recta da meta, a prudência determina, por si só, um certo comedimento. Poderá ser para alguns, mas em nosso entender isso só justifica uma parte da questão. É que, sendo de vital importância a revalidação do título cuja repetição só poderá voltar a acontecer 31 anos depois, o começo da habituação de ganhar gera sentimentos mais calmos e tranquilos, porquanto é muito diferente alcançar um título espaçadamente do que vencê-lo de forma consecutiva…

Embora se constitua como forte e firme convicção estamos, no entanto, a assumir a ultrapassagem da linha da meta quando ainda nos falta percorrer trezentos metros. E embora esteja por completo de fora das nossas cogitações uma eventual queda ou um furo de última hora que nos possam levar a soçobrar no derradeiro instante competitivo, é importante que não nos desconcentremos e respeitemos os nossos adversários, porque, ao fazê-lo, estamos igualmente a contribuir para o respeito e reconhecimento da competição e de nós próprios. Uma prerrogativa que devemos ter sempre em linha de conta, porque isso ajuda-nos a levar por diante o nosso objectivo de sempre – vencer!

O adversário desta tarde é o Penafiel que transporta consigo a lanterna-vermelha e dista do comandante uma enormidade de pontos, nada mais nada menos do que 59. À primeira vista os dados e as percentagens em confronto parecem perspectivar um jogo relativamente fácil, tendo em equação que jogando ambos sobre pressão, a questão essencial é que caso os penafidelenses percam, acabam por assinar a guia de marcha definitiva para o escalão inferior. Esse dado deve merecer por parte da equipa encarnada uma atenção reflexiva e uma não quebra de concentração, visto que o palco da Luz é sempre motivador para qualquer equipa seja qual for a sua classificação ou dimensão.

Considerando que não é possível escamotear esta realidade, resta ao Benfica não se desviar um milímetro do seu objectivo primeiro. Isso mesmo tem transparecido das declarações dos jogadores e do principal responsável da equipa técnica que parecem dispostos a não facilitar e a manter bem focado o objectivo da conquista dos três pontos, mesmo que as aparentes fragilidades do adversário possam querer indiciar maiores facilidades. Estamos convencidos que a equipa encarnada não cometerá esse erro primário não só porque a experiência começa a ter um peso decisivo na gestão destas situações, como seria, desta vez, impensável, acontecer algo totalmente inesperado. Os adeptos que mais uma vez se aprestam para encher as bancadas da Luz darão, como sempre, o empurrão decisivo para que o objectivo seja de novo alcançado!








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