Ponto Vermelho
Festa salpicada
25 de Maio de 2015
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1. A última jornada que estava antecipadamente reservada para a festa da consagração de forma mais intimista da família benfiquista, trouxe-nos um misto de emoções e de sentimentos contraditórios face à sequência e diversidade dos acontecimentos que desfilaram directamente perante os olhos de mais de sessenta mil benfiquistas e dos milhões que em Portugal e em todo o Mundo não perderam a excelente oportunidade de observar mais uma magnífica realização da BTV, provando a excelência dos seus profissionais que em cada dia que passa fazem do órgão televisivo do Glorioso uma televisão melhor.

2. Com o Benfica já bi-campeão recuperando um estatuto perdido há mais de três décadas, as expectativas depois de uma semana em que os benfiquistas e os portugueses em geral foram matraqueados de forma intensiva com aquilo que o futebol e a sociedade tem de pior – as reacções mais primitivas dos Homens –, apontavam para uma festa multifacetada no anfiteatro da Luz e mais uma justa homenagem aos heróis que íam desde os jogadores e equipa técnica, a todo o staff de apoio, à estrutura directiva e aos adeptos e simpatizantes, em suma, a todos os que com a sua contribuição tornaram possível um sonho considerado de muito difícil concretização no princípio da temporada.

3. Como último adversário o Marítimo que ignorando as críticas de alguns profissionais de pacotilha tinha escolhido o Caixa Futebol Campus do Seixal para a realização de treinos da sua equipa profissional de futebol, uma situação considerada estranha, bizarra e de falta de ética, como se tudo se circunscrevesse às clássicas teorias da conspiração e à exploração das questões de afrontação inter-clubes consoante os interesses de alguns. E como as actuais relações dos insulares com o FC Porto estão longe de ser as melhores, eis uma boa oportunidade para explorar e potenciar esses antagonismos. Afinal apesar de tudo estar resolvido na prova e como seria previsível, o jogo até foi bem interessante e a colaboração aflorada pelos Homens da ética e da verdade desportiva redundou no oposto. Veremos como será na próxima Sexta-feira…

4. Venceu naturalmente o Benfica apesar da excelente réplica do Marítimo, sendo que até observámos um Júlio César bem mais activo do que na esmagadora maioria das anteriores jornadas. Havia, entretanto, o desejo de Jonas chegar ao topo dos goleadores com a consciência plena que seria uma tarefa assaz complicada dado o atraso para o excelente e competente Jackson Martínez. Provando, mais uma vez, que em futebol tudo pode ser possível, esse facto que seria memorável e constituiria a cereja no topo do bolo, esteve prestes a concretizar-se, não fosse o excesso de zelo de um auxiliar que em nada auxiliou e conseguiu descortinar um fora de jogo que os sessenta mil espectadores presentes no estádio não vislumbraram sem necessidade de recurso às imagens televisivas.

5. Sabemos, por experiência própria, que podem acontecer paragens momentâneas dos decisores. Na Luz e não só temos sido fustigados com autênticos roubos de catedral, uma situação que certamente merecerá análise do mais intrépido arauto da verdade desportiva que certamente no monólogo da próxima Terça-Feira terá ensejo de a eles se referir e, certamente, de os verberar. Aliás, não deixa de ser sintomático que em duas jornadas consecutivas o Benfica se tenha visto espoliado de uma vitória limpinha em Guimarães e de seguida Jonas ter sido formalmente impedido de conseguir o ceptro dos goleadores. Onde está agora o eco e clamor público dos que à falta de maior competência se viram na pele de burros?

6. No remate final, a entrega do troféu perante os olhos de satisfação dos benfiquistas. Uma cerimónia simples e cheia de significado, onde pudémos testemunhar a grande comunhão entre todos os intervenientes. Grande simbolismo com a entrada em campo com escolta presidencial das duas crianças catapultadas para a ribalta por motivos perfeitamente escusados, mas que certamente marcará o seu álbum de recordações a letras de ouro, provando igualmente que o Futebol em si é algo de magnífico e de irresistível. Também houve, infelizmente, aspectos menos felizes. A lesão de Salvio que aparentemente não parece grave, o normal adeus de alguns jogadores, ou a impossibilidade de Paulo Lopes se ter tornado campeão. Dispensáveis ainda os assobios e, mesmo em tarde de festa, a minoria bombista não resistiu porque estamos em crer que faz parte do seu ADN…

P.S. - Destaque para a equipa de Hóquei em Patins que conquistou a Taça de Portugal e com ela a 'dobradinha', o que acontece 25 anos depois. Significativos parabéns!








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