Ponto Vermelho
Paços de Ferreira - Benfica
30 de Janeiro de 2013
Partilhar no Facebook

Taça de Portugal - Meias-Finais - 1ª Mão

Estádio da Mata Real, 30 de Janeiro de 2013 - 20h00

Benfica (Titulares): Artur Moraes, André Almeida (Maxi Pereira 85m) Luisão, Garay, Melgarejo, Matic, André Gomes, Aimar (Ola John 58m), Salvio, Gaitán (Rodrigo 71m) e Lima

Benfica (Suplentes): Paulo Lopes, Maxi Pereira, Jardel, Urreta, Ola John, Rodrigo, Kardec

Árbitro Principal: Cosme Machado
Árbitros auxiliares: Inácio Pereira e Alfredo Braga
4º árbitro: Manuel Mota

Cartões Amarelos: André Gomes 41m; Pablo Aimar 43m; André Almeida 60m e Matic 77m
Cartões Vermelhos: -

Resultado Final: 0-2; Lima 59m e Ola John 75m

Benfica de regresso à Capital do Móvel e a um terreno onde esta época havia sido a única equipa a triunfar apesar das dificuldades. De registar a titularidade de André Almeida, Garay, André Gomes e Aimar, numa formação próxima do 4-3-3, já ensaiada em casa contra a Académica ainda que com outros intérpretes. Do lado do Paços de Ferreira, Paulo Fonseca não faria quaisquer poupanças e lançaria na partida um onze muito próximo do que vem sendo ultimamente habitual.

Foi a equipa da casa que entrou melhor na partida, a tentar pressionar os encarnados, com os blocos subidos e a tentar discutir o comando do meio-campo. Com o Benfica a falhar muitos passes, aos 3’ e num livre a beneficiar os pacenses depois de falta de Garay sobre Vítor, o remate prensado de Antunes chega às mãos de Artur.

Prosseguia a superioridade do Paços, e aos 6’ surgiria mesmo uma excelente oportunidade; após grande passe de Josué, Cícero isola-se mas atrapalha-se ante a Artur, acabando por escorregar e gorando assim a primeira oportunidade da partida.

Do lado oposto só aos 10’ Gaitán conquistava o primeiro canto e do qual nada resultava, lance nascido de uma má saída de Ricardo, e apenas aos 14’ o Benfica daria um ar da sua graça, quando uma bela abertura de Gaitán coloca Lima na cara do gol que o brasileiro desperdiçaria, pese embora o lance já estar previamente anulado por fora-de-jogo - discutível.

Aos 17’ surgia um livre perigoso a castigar falta de André Almeida e na sequência do lance estudado, Artur segurava sem dificuldades. Os primeiros 20 minutos chegavam assim com sinal mais dos castores, num jogo morno e de muita disputa na zona intermédia. O Benfica prosseguia com um estilo de jogo para o qual não parecia talhado, em ritmo pausado e à espera de passes de ruptura, e aos 21’ era novamente Josué quem conseguia explorar as costas da defesa encarnada, com Artur a ter de negar novamente o golo a Hurtado.

De novo o Paços, aos 22’ era Antunes quem descia pela esquerda e fazia com que mais uma vez a bola rondasse a área benfiquista, mas o Benfica iria de pronto assumir as rédeas da partida. Aos 23’ seria André Gomes a isolar Gaitán naquela que era a primeira oportunidade de golo do Benfica na partida, contudo o argentino acabaria por perder ângulo e desperdiçar excelente oportunidade. O Benfica crescia, aos 33’ Lima trabalhava bem e assistia de calcanhar Aimar que frente a Cássio via Tiago Valente antecipar-se e evitar in extremis o golo inaugural. Sem o fulgor do início de partida, o Paços ia apostando nos lances de bola parada, sem contudo revelar-se muito perigoso.

Aos 37’ chegava mais um remate fortíssimo de Lima mas ao lado depois de combinação com Gaitán, e aos 41’ o primeiro cartão amarelo da partida e para André Gomes por falta cometida depois de uma bola perdida por si. Também Pablo Aimar era admoestado pouco depois (43’), e até ao intervalo algum frissom por duas vezes; primeiro num derrube a Gaitán que Cosme Machado não entendeu sancionar, e depois aos 44’ quando numa boa jogada dos encarnados Aimar evolui em sucessivas tabelas e acaba por rematar de pé esquerdo à entrada da área, cruzado mas ainda assim muito longe da baliza dos castores.

O fim da primeira parte chegava logo de seguida e com um resultado justo. Depois de um arranque superior dos pacenses o Benfica assumira as rédeas do encontro e as oportunidades acabaram mesmo por lhe pertencer em maior número.
A segunda parte recomeçava sem alterações e com três jogadores encarnados em aquecimento, e aos 46’ chegava o primeiro remate, quando depois de uma jogada de entendimento entre Lima e Pablo Aimar, era Gaitán quem rematava de trivela mas fácil para Cássio.

André Almeida era avisado depois de um derrube a um adversário aos 48’, e pouco depois era Tiago Valente quem via mesmo o amarelo depois de alguma dureza numa entrada sobre Lima. Aos 51’ a sorte calhava a André Leão, que punha cobro a um slalom de Melgarejo por entre vários jogadores pacenses, e aos 54’ novo livre mas do lado oposto, depois de falta de André Gomes, também sem consequências.

Ola John rendia Aimar aos 58’, devolvendo Gaitán à posição 10, e o Benfica marcaria de imediato; Salvio ganha o duelo com o seu adversário directo e cruza para a pequena área onde surge Lima a encostar para o 0-1. Eliminatória a correr de feição aos encarnados, mas continuava a onda de cartões amarelos; 60’, nova admoestação, desta feita para André Almeida.

Respondia o Paços, aos 61’ Vítor solicitava Cícero que ganhava sobre Luisão mas não conseguia ainda assim alvejar a baliza encarnada, e de novo Vítor logo de seguida, a obrigar Garay a aplicar-se quando já tinha Hurtado a fugir-lhe nas costas. Estava melhor o Paços, de novo Garay resolvia um lance aos 67’ sobre André Leão, e preparavam-se novas mudanças em ambas as equipas.

Tentava responder o Paços de Ferreira, mas surgia enorme contrariedade para Paulo Fonseca logo de seguida; Vítor perdia as estribeiras e tinha uma entrada de sola sobre Gaitán, e Cosme Machado expulsava o médio pacense decorrido que era o minuto 70.

Paulo Fonseca mantinha a aposta ofensiva, fazendo sair André Leão para dar o lugar a Caetano, e do lado oposto Rodrigo rendia Gaitán, voltando a predispor o Benfica com dois avançados. Aos 72’, de belo passe de André Gomes a solicitar Salvio não resultavam consequências de maior, mas aos 75’ o Benfica chegaria ao segundo, depois de um slalom de Rodrigo que culmina num remate para defesa apertada e incompleta de Cássio, e a consequente recarga de Ola John.

Tinha razões o Benfica para sorrir ainda que Matic fosse outro dos contemplados e acabasse por ser mais um a ver o amarelo aos 77’, e logo de seguida ficava perto do terceiro; Ola John escapa a dois adversários, solicita Rodrigo, e o hispano-brasileiro que entrara muito bem no jogo domina com o peito e remata por cima.

Respondia o Paços sob a batuta de Caetano... e respondia de imediato o Benfica por intermédio de Rodrigo, que explorava muito bem os espaços e era nestes instantes a unidade mais desequilibrante do lado encarnado. Jorge Jesus trocava lateral por lateral ao fazer entrar Maxi Pereira para o lugar de André Almeida aos 85’, e respondia Paulo Fonseca, primeiro com a entrada de Manuel José para a saída de Paolo Hurtado, e depois fazendo entrar Jaime Poulson para o lugar de Cícero.

Com o jogo e também a eliminatória bem encaminhada e já em gestão de esforço, aos 88’ surgia porventura a grande jogada da partida e pertencia ao Benfica; tudo começa em André Gomes que faz o esférico chegar a Salvio, Lima e Rodrigo trabalham ao primeiro toque para Ola John, e o Benfica novamente perto do terceiro, pese embora a jogada ter sido interrompida por Cosme Machado.

O jogo terminava logo de seguida com o Benfica com pé e meio na final, e era natural o júbilo dos encarnados após uma vitória num terreno difícil, para mais ante uma equipa bem orientada e a fazer uma excelente época.

Na flash interview Lima defendia que o Benfica conquistara uma importante vitória e que a equipa vem demonstrado uma enorme humildade que se vem revelando decisiva, e congratulava-se ainda pelo aproveitamento da equipa nesta partida e a adaptação rápida ao Benfica, que acaba por ser decisiva para que marque golos.

Já Jorge Jesus por seu turno defendeu que o Paços é uma excelente equipa, para mais num terreno curto onde os jogadores mais técnicos não conseguem esplanar o seu jogo, e reconhecia que era importante não sofrer golos na primeira parte. O técnico encarnado dizia ainda que a vantagem de 2-0 que leva para o Estádio da Luz dá naturalmente confiança, e quanto ao regresso de Pablo Aimar, explicava que decidiu dar-lhe uma hora em jogo, e que embora não tenha ainda naturalmente intensidade, é esta a única forma de o recuperar. Tempo ainda para se debruçar sobre as dificuldades sentidas por André Gomes na primeira parte, mérito do miolo do Paços e da inteligência de jogadores como Vítor, e quanto ao suposto interesse neste e em André Leão nem uma palavra.

Comentário Final: As perspectivas de um jogo difícil confirmaram-se plenamente. Boa equipa a do Paços e a jogar no seu terreno entrou pressionante e podia inclusive ter inaugurado o marcador. Não o fez, mas com as linhas muito subidas foi criando dificuldades ao Benfica que não conseguiu explanar o seu jogo atacante. Até final da 1ª parte ainda que sem ter criado mais nenhuma oportunidade os pacenses tinham mais posse de bola e os encarnados só pontualmente conseguiram criar perigo junto da baliza de Cássio mas também poderiam ter aberto o score. Mas, com alguma supremacia no meio-campo, o Paços ía estancando a capacidade criativa atacante do Benfica pelo que o resultado ao intervalo ajustava-se perfeitamente, tendo em conta as incidências na 1ª metade.

Na 2ª parte os castores voltaram a entrar bem no jogo mas sem criar oportunidades excepto num remate de cabeça de Cícero, e curiosamente no minuto seguinte à substituição de Aimar (a tentar ganhar ritmo) o Benfica abria ao activo depois de jogada de Salvio no seu estilo habitual a que Lima deu seguimento com o seu conhecido sentido de oportunidade. A partir daí o Benfica começou a gerir o jogo mas não deixando de atacar com perigo devido aos espaços que os pacenses começaram a conceder e com a expulsão de Vítor aos 70m e com a marcação do 2º golo encarnado as suas hipóteses esfumaram-se, pelo que foi nesse toada que o jogo decorreu apesar da entrada do veloz Caetano para o flanco esquerdo e que levaria inclusive à substituição de André Almeida por Maxi Pereira.

Vitória justa dos encarnados que assim abrem boas perspectivas para o jogo da 2ª mão e excelente réplica do Paços a provar que não ocupa o 4º lugar por acaso. A equipa do Benfica esteve em plano razoável num jogo correcto.

Arbitragem com alguns erros técnicos e sobretudo disciplinares (os cartões amarelos a Aimar e André Almeida afiguram-se-nos forçados) de um árbitro que raramente ultrapassa a mediania.

 















Bookmark and Share