Ponto Vermelho
Mais um exemplo a não seguir!
17 de Julho de 2015
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1. Depois de constantes desculpas e adiamentos do próprio e do seu empresário sem qualquer razão substantiva há longos meses, aconteceu o que já se esperava com a oficialização de Maximiliano Pereira no FC Porto. Nos mentideros há muito que circulava essa ideia e os rumores davam conta que o ex-defesa-direito encarnado ou se quisermos o seu inefável empresário Casal, já possuia um pré-acordo com os portistas desde Março. Vale o que vale, mas mesmo não sendo totalmente exacto, o desenlace acabou por legitimar essa tese. Um pouco na senda do que tinha ocorrido com Rodriguez agenciado pelo mesmo empresário o que, apesar de demonstrar eficácia no objectivo pretendido, revela falta de imaginação e, sobretudo, falta de ética e carácter. Nada de surpreendente.

2. O esticar da corda e o arrastar desta novela foi preparando os adeptos e a opinião pública para a inevitabilidade da sua saída, que ganhou corpo a partir do momento em que Maximiliano Pereira mandou às malvas a sua promessa solene de que em Portugal só no Benfica…, e foi forçado a assumir que também podia jogar noutro clube português. Tudo dependia de dinheiro e basicamente das comissões a receber pelo seu empresário, um campo em que o FC Porto de Pinto da Costa é generoso e inflaciona, cobrindo todas as ofertas. Isso, para além de desempenhar um dos papéis com que mais exulta: o de pilha-galinhas do quintal benfiquista. Uma situação deveras ilustrativa do provinciano bacoco que teima em impedir a promoção a clube nacional do FC Porto…

3. Já o dissémos e repetimos que a despeito de reconhecermos a importância do uruguaio no Benfica, não nos aflige por aí além a sua partida. Como todos, mais tarde ou mais cedo acabaria por chegar a sua hora. Mas depois de oito anos de dedicação ao emblema encarnado, esperar-se-ia outro tipo de respeito e de comportamento. Num ápice malbaratou todo o pecúlio granjeado e atraiçoou a história, o que não deixa de se lamentar. Tal como qualquer outro, tinha todo o direito de mudar de ares e assumir um novo desafio. O seu longo passado encarnado, a admiração e o carinho que sempre recebeu da Direcção e dos adeptos e simpatizantes, o estatuto que tinha atingido no Benfica e a sua condição de sub-capitão, justificava todo o respeito que não demonstrou. Não por ter saído, mas pela forma como o fez. Não demorará a perceber isso.

4. Consumado mais um episódio triste, estamos deveras curiosos com a perspectiva de apreciação dos adeptos e simpatizantes do novo patrão. Não haverá certamente muitos que não se recordem da campanha encetada por proeminantes portistas acerca da forma vigorosa como abordava cada lance. Lembramos, por exemplo, um empresário da moda que nos delicia semanalmente num dos canais televisivos, e da sua insistência sobre o comportamento disciplinar de Maximiliano que, segundo ele, justificaria expulsões em todos os desafios. Agora, deve estar certamente a estudar a melhor forma de fazer o golpe de rins e a contar com os lapsos de memória de alguns. Vai ser de gritos…

5. O episódio fez-nos lembrar certos leilões em que um pretenso comprador vai fazendo licitações para fazer subir propositadamente o artigo até atingir um determinado limite em que se retira para obrigar o outro licitador a adquiri-lo. Foi essa de alguma forma a estratégia do empresário para fazer subir o preço do produto sendo que o FC Porto sempre entusiasta foi cobrindo as outras ofertas…, o que deu origem a que o empresário arrecadasse mais uma choruda comissão. Aliás, segundo alguns, Francisco Casal já afirmou à boca pequena que é sempre um prazer negociar com Pinto da Costa. Por dois motivos; porque ambos se situam ao mesmo nível de comportamento em que não existem regras, e porque o primeiro assegura, grosso modo, um excelente retorno de comissões…










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