Ponto Vermelho
As pedras começam a mover-se...
1 de Fevereiro de 2013
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«Entretanto, o Benfica passou pelo difícil exame da Pedreira, e tudo continua na mesma, no topo da tabela. Sucede, no entanto, que já jogou muitos dos seus trunfos. Refiro-me aos erros de arbitragem que, mais uma vez, favoreceram os encarnados. Não discuto, sequer as nomeações. Admito que, um dia destes, o Benfica será prejudicado por uma arbitragem. E, só nessa altura note-se, a arbitragem voltará a ser o tema que animará as tertúlias e os jornais (...)». - Rui Moreira, jornal A Bola, 1 de Fevereiro de 2013.

Este excerto do habitual artigo das Sextas-Feiras do Membro do Conselho Superior do FC Porto ilustra bem o sentimento e a percepção que anima as hostes portistas. Porque eles normalmente sabem que um dia destes, o Benfica será prejudicado por uma arbitragem. Como sempre, aliás, tem acontecido e que tem permitido época após época a conquista de títulos pelo FC Porto em que a verdade desportiva soluça convulsivamente por ser sistematicamente vilipendiada.

Afirmam os portistas na sua inesgotável fonte de manipulações que o Benfica, jogo após jogo, foi mais uma vez beneficiado, prova indubitável que no seu conceito e nos seus desejos, ter sido mais uma vez beneficiado significa para os encarnados e para a opinião pública independente que ainda vai havendo, que desta vez não foi prejudicado... Alguém avise por favor os Tó Neves e toda esta entourage que, embora não pareça, os árbitros não fazem parte da sua equipa. A previsão/assumpção de Rui Moreira (RM) tem toda a probabilidade de se vir a revelar acertada um dia destes, atendendo a um motivo fundamental: tudo continua na mesma, no topo da tabela (...) e a estrutura «que nunca falha» começa a estar algo nervosa por ser estranho e inabitual manter-se por esta altura, salvo as honrosas excepções. Porque, o FC Porto, como se sabe, necessita de se concentrar em absoluto na tal prova que essa sim vale a pena...

Mas, com toda a franqueza, estes expedientes muito usados pelos portistas já não colhem. As técnicas de manipulação que instituíram o esquema de tentar empurrar para cima do adversário as próprias insuficiências e aflições é um facto já muito visto que deu frutos no passado mas está esgotado de uma forma inexorável. Tentar eliminar um facto adverso que nos está a atingir em cheio através da criação de um outro para distrair as atenções e focalizá-las no objectivo pretendido é, igualmente, uma técnica também desajustada da realidade. Pode servir para os indefectíveis e para os mais desatentos, mas não servirá em absoluto para os benfiquistas que estão avisados e já não embarcam nesses produtos falsificados made in Dragão. Já foi chão que deu uvas...

Não vamos pois seguir a direcção pretendida, porque além do mais, há aspectos muito mais importantes que necessitam de ser discutidos e sobre os quais vemos passar imensas cortinas de fumo e silêncios obsessivamente comprometedores, pois estão à espera que seja encontrada uma saída airosa. Nem que tenha que haver manipulação dos pressupostos e dos substantivos... Gostaríamos obviamente de ter visto RM debruçar-se sobre o tema essencial e não sobre o acessório. Fá-lo, sabemos o porquê, mas está claramente a perder o seu tempo. Não nos vamos distrair com esse clamor público e essa distracção na «Taçazinha»... para enganar papalvos. O que queremos saber é a sua justificação (partindo do princípio que consegue encontrar uma que seja plausível), do porquê da repetição do jogo de Setúbal ter ferido os regulamentos em vigor ainda que sancionada pela Liga. Mas isso é outra história...

Imaginemos, por mera hipótese académica, que o clube envolvido nesse esquema cada vez mais está carregado de dúvidas ou se quisermos de certezas, era o Benfica. Será que assistiríamos ao silêncio compulsivo de RM e dos seus confrades? É evidente que não. Da nossa parte e sem que haja qualquer sanha persecutória no horizonte, o que queremos saber é porque os regulamentos não foram cumpridos por quem, em primeira instância, tinha o dever de os cumprir. O facto de estar envolvido o FC Porto e conhecendo-se a sua prática habitual que já vem de longe como o Constantino (passe a publicidade), apenas configura mais dúvidas sobre os procedimentos anti-regulamentares. Este mistério é que interessa desvendar porque a falácia do adiantamento dos relógios 15 minutos são meros entretimentos para que não se aborde o tema de fundo que importa remeter de vez para as calendas...

Voltamos a repetir que estamos deveras curiosos sobre a resolução destes temas que estão a causar forte incómodo para a estrutura e universo portista. Apesar da folga que ainda existe a malha vai-se apertando cada vez mais e há-de chegar a altura em que o FC Porto passará a ser um clube como os outros, sendo que o que distinguirá ou não será o mérito exclusivo das suas vitórias, e não os expedientes a que tem recorrido para as conseguir. Será praticamente impossível no actual consulado porque a matriz está enraizada e é indissociável do ADN do seu presidente, mas certamente chegará a ocasião em que isso se verificará com um forte desagravo da poluição. Não duvidamos por um só momento que isso irá acontecer...

NDR: Quando começa o peditório por Olegário Benquerença?






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