Ponto Vermelho
Normalidade no Futebol português...
29 de Julho de 2015
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Nova temporada no nosso Futebol, novas tentativas de inverter o rumo dos acontecimentos em tudo o que não seja favorável para alguns. Uma tendência de décadas que perdura agora já com nóveis candidatos a engrossarem o leque dos insatisfeitos… Um fartote que transmite gozo inaudito, em particular daqueles que se contradizem a cada passo sempre em função dos seus próprios interesses. Não sabemos se é da idade ou dos hábitos de poder, ou se sentem a imperiosa necessidade de justificar os vultuosos e desesperados investimentos que têm efectuado que, no entanto, parecem não ser suficientes. Os respectivos treinadores confirmam-no, pois continuam publicamente a pedir mais reforços…

No entretanto, o assalto ao poder continua com dois dos principais combates já disputados, ainda que prossigam nos bastidores as escaramuças para obter um melhor posicionamento. Como aliás é da praxe acontecer. No primeiro round, no dois em um, quer o sorteio dos árbitros quer o reforço dos poderes da Disciplina, saldou-se por derrotas esmagadoras dos dois principais candidatos à confusão, sendo que no depois, posições públicas expressas de maneira diametralmente oposta: enquanto o senhor Carvalho não conteve a indignação e vociferou ao canal do Clube tendo como pano de fundo o Cabo das Tormentas, o decano Pinto da Costa optou pelo silêncio estratégico. Não há dúvida que décadas de experiência ensinam muita coisa… Contudo, registe-se que nem os pareceres jurídicos inequívocos os fizeram recuar. Já imaginaram o ridículo se tivesse havido aprovação?

Ainda mal refeitos do abalo, novo desafio se colocou: as eleições para a presidência da Liga de Clubes. Muita água correu debaixo das pontes desde que o ex-Presidente Mário Figueiredo num mandato que não deixou saudades pela sequência de consequências negativas que originou, foi forçado a dar lugar a outro presidente que, fosse qual fosse, tinha um tremendo repto à sua espera. Todos recordamos a situação de indefinição que se gerou e que até fez perigar a realização dos próprios campeonatos. Ultrapassando constrangimentos foi encontrada a solução através de Luís Duque patrocinada em primeira instância pelo Benfica e FC Porto, o que então deu origem a que, para variar, o senhor Carvalho ficasse furibundo, porque do alto da sua pequenez entendeu, ajudado por pontas-de-lança dos media e não só, que essa solução era única e simplesmente para o hostilizar…

Dois aspectos factuais que não merecem contestação; 1. Luís Duque recuperou em pouco tempo a credibilidade da Liga, apareceram novos patrocinadores e foi encontrada uma solução para o premente problema dos árbitros que estavam inquietos e ameaçavam com greve; 2. O mesmo Luís Duque referiu no início que o seu mandato seria intercalar e que, encerrado o período de turbulência e normalizada a situação concluiria a sua acção de SOS, seria descerrado o cenário. Considerando como verdadeiras as recentes declarações do presidente bracarense António Salvador, os clubes numa das últimas assembleias gerais da Liga foram unânimes no reconhecimento do seu trabalho na recuperação da imagem da Liga, incluindo o Sporting que contrariamente ao que alguns afirmaram não foi incoerente pois tratava-se de um dado factual e indiscutível.

Perante isso, Luís Duque repensou a sua opção inicial e, face ao apoio manifestado por diversos clubes, decidiu candidatar-se. Uma questão lógica e, à partida, sem o espectro de qualquer polémica. Se porventura ainda se consegue entender o não apoio do Sporting, o mesmo já não acontece com a opção perfilhada pelo FC Porto que depois de patrocinar uma candidatura que comprovadamente realizou um bom trabalho em prol dos clubes e do futebol português, resolveu à boa maneira troca-tintas pintista virar o bico ao prego e apoiar uma candidatura concorrente apressada, cozinhada no espaço de uma semana. Subjacente estará a guerra de médio prazo para tentar destronar Fernando Gomes da presidência da Federação e, ao que consta, Luís Duque não se terá mostrado disponível para servir esses propósitos. Por exclusão de partes, poder-se-á partir do princípio que o outro candidato não terá contrariado essa incumbência….

Mas quem foi, afinal, o outro candidato? Alguém conhecido no mundo do dirigismo? Uma personalidade com experiência e afecto a qualquer dos clubes desta estranha e inopinada coligação? Nada disso. Um candidato de ocasião que se prestou a desempenhar o papel, movido pela ambição desmedida e que de dirigismo e de clubes, ao que conste, não tinha a mínima experiência que o recomendasse para as exigências do cargo. Ainda se fosse candidato a dirigente da arbitragem ainda se entendia dado ser a sua praia preferida e na qual, em termos internacionais, teve uma carreira de prestígio. Por aqui se percebe ao que chega a desfaçatez e a incoerência dos Homens. E, afinal sem estranheza (Joaquim Oliveira ainda está no activo…), Pedro Proença foi eleito. Mas será muito complicado, pois não tardarão os problemas…








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