Ponto Vermelho
Contagem decrescente em aceleração…
2 de Agosto de 2015
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Mesmo em plena época de férias, à medida que o início da nova temporada se aproxima em termos oficiais, cresce o frenesim e o nervosismo dos adeptos que querem naturalmente ver materializadas no terreno as elevadas expectativas que vão sendo paulatinamente criadas ao longo do defeso. É evidente que as situações diferem em face das contratações mais ou menos sonantes, sem as quais faltaria o sal e o tempero indispensáveis na culinária… Uma recorrência de todas as épocas mas que na próxima adquire novas matizes e contornos, tornando mais excitante os desafios que se colocam. Sempre, claro, com a indispensável ajuda da comunicação social. Para o bem e para o mal…

A Norte e em concreto no FC Porto existem, mais uma vez, novidades de monta. Há expectativas sim mas controladas, longe das registadas no passado recente, talvez porque o receio de mais uma débacle esteja a imperar. É que depois dos acontecimentos na pretérita temporada onde os gastos foram tão avultados e de títulos nicles tendo até faltado a imaginação para os obter nos supermercados…, a prudência parece ser a mãe de todos os pensamentos da família pintista. Pudera! Está a custar muito a habituarem-se a uma nova realidade depois de 30 anos de consecutivo domínio com vários plenos pelo meio…

Nem a recente hiper-mediatização com a chegada de Casillas ou de mais uma vitória de pré-época com a aquisição de um ex-jogador do seu inimigo figadal nem que para isso os cordões da bolsa tivessem que ser esticados até ao limite (veremos se aguentam sem se partir…) para além da colocação do querido em lugar de destaque para tentar, numa primeira fase, voltar a inclinar os pratos da arbitragem a seu favor (hoje prosseguiu a campanha contra Vítor Pereira nesse pasquim desinformativo que é o "Dragões Diário"), e numa segunda parte alcançar o topo da pirâmide da Federação, fez mudar as agulhas e o estado de espírito, porquanto o passado mais recente continua bem fresco e presente na memória…

Se algumas dúvidas tivessem ficado por esclarecer na última temporada quanto à perda de influência e controlo de Pinto da Costa, a presente serviria para confirmar que o decano presidente portista está refém de uma estratégia decidida noutros areópagos: A sua figura, por razões estratégicas e de imagem continua, todavia, a ser imprescindível face ao passado de êxitos, pelo que tudo irá rolar dentro da normalidade habitual até ao momento em que passem a existir situações desequilibradoras tais como, anormalidade nos resultados esperados derivados de tão vultuoso investimento, ou então quando as facturas se começarem a vencer… A corda está esticada no limite e qualquer erosão por mais pequena que seja, servirá para ela se partir…

Na última temporada o esforço financeiro revelou-se inglório pois a perda de todos os títulos que disputou acabou por ser uma realidade e a árvore abanou com os adeptos furibundos mas... não caiu. Nesta, tendo aumentado ainda mais o grau de endividamento e a folha salarial o que deve ser preocupante, é o tempo do tudo ou nada. Na ânsia de regresso aos bons velhos tempos, o FC Porto está a desempenhar o papel daqueles inveterados jogadores de casino que apostam e perdem 1000 num dia e depois, para os recuperar, pedem emprestados 5000 que acabam por também lá deixar… Este cenário não é assim tão fictício como à primeira vista pode parecer e o lance é tão elevado que a correr mal leva inevitavelmente à derrocada. Do treinador que tendo carta-branca (lá está!!!...) não convenceu (antes pelo contrário) e de Pinto da Costa a quem não perdoarão mais uma época de insucessos. Quando isso acontece, a grande maioria dos adeptos esquece-se rapidamente das vitórias do passado para reclamar apenas e só os do presente. E os sempre solícitos yes-men e seus derivados refugiam-se rapidamente algures em parte incerta…










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