Ponto Vermelho
Eis, finalmente, o mais importante!
14 de Agosto de 2015
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Quem é adepto ou simpatizante do Benfica, deve pensar unicamente pela sua cabeça e por aquilo que observa, devendo estar atento às costumeiras manobras de diversão anti-benfiquistas, pelo que não pode nem deve, ser facilmente permeável a teorias de cordel. Se assim for, esta é uma excelente oportunidade para sorrir com responsabilidade perante a avalanche de críticas intrinsecamente destrutivas que se têm abatido sobre as exibições e os resultados da pré-época encarnada. Não que algumas não possam ser pertinentes e não abordem parâmetros a equacionar, mas sobretudo pelas que, formuladas por bitateiros de ocasião, ajudam a confirmar que o clube anti-Benfica tem cada vez mais seguidores. Que vivem na falsa ilusão de que conseguem desestabilizar e mudar um sentimento e uma paixão que serão, sem sombra de qualquer dúvida, eternos. Daí a sua força!

O Homem move-se e deve ser fiel às suas convicções que, estando certas ou erradas, não deixam de ser as suas. Todas as organizações e todos os clubes qualquer que seja a sua dimensão e a sua situação atravessam por vezes fases menos entusiasmantes que num Mundo globalizado como o que vivemos na actualidade, originam uma muito maior mediatização em seu redor e o aproveitamento de várias famílias que vão desde a generalidade da imprensa, aos adversários mais directos que duvidando das suas capacidades se entretêm a tentar menorizar as dos outros.

É nesse contexto que apenas difere nas circunstâncias, que irá ser dado o pontapé de saída na principal prova do calendário futebolístico nacional. Com os crónicos candidatos ao título alinhados, sendo que desta vez e segundo a imprensa e os delirantes adeptos leoninos vamos ter, em termos reais e efectivos, um Sporting entusiasmante apenas e só por que tiraram Jorge Jesus ao Benfica e porque Rui Vitória é um medroso sem remissão. O que irão ser os plantéis no final de Agosto, a forma como os clubes se irão apetrechar e as eventuais saídas de última hora, parecem não ter grande importância num delírio que não deixa espaço a que possa ser vislumbrada a luz da razão e do pragmatismo. Os tantos e tantos anos de insucessos têm o condão de criar imagens que parecendo reais não passam, até demonstrações em contrário, de meras ilusões de óptica.

As incidências de cada pré-época criam sempre factos e suposições que carecem de confirmação. Em todos os sentidos. E não é por se gritar mais alto e dizer baboseiras que nos assiste razão, mas sim quando a evolução consequente avança, comprovadamente, numa determinada direcção. E isso é coisa que nem o maior expert pode antecipar dada a tremenda aleatoriedade do futebol num momento em que as peças poderão estar ainda longe de serem definitivas. Sobretudo no Benfica onde a evolução vai seguindo um determinado rumo e timing depois de inventariadas as eventuais lacunas existentes no plantel algo tardiamente devido ao contexto.

Seria desejável que tudo estivesse concluído e Rui Vitória já tivesse definido, em absoluto, o plantel com que irá trabalhar ao longo da época. Para começar a solidificar processos e tácticas em função das características dos jogadores que tem à sua disposição. Havendo sempre hesitações para além das vicissitudes e complexidades de um mercado assaz volátil, poderão deparar-se, a qual momento, situações incontroláveis que num ápice não só põem em risco a organização e o planeamento efectuado, como também podem obrigar à redefinição de estratégias e de objectivos. Que por força das limitações que acontecem poderão impedir reacções atempadas.

Com o campeonato a ter início a duas semanas antes de fechar o mercado, os dirigentes vivem na expectativa de não sofrer grandes rombos mas sem contudo saber o que irá acontecer nestes perigosos últimos dias de Agosto. O Benfica tem já bastante experiência pois já se viu perante essas dificuldades que criaram constrangimentos muito sérios no futuro imediato. Esperamos que não voltem a acontecer saídas não programadas pois isso, a acontecer, poderia vir a ter consequências nefastas no futuro. Basicamente por já não haver tempo…








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