Ponto Vermelho
Mais uma etapa… tremida
30 de Agosto de 2015
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Nas actuais circunstâncias em que um vendaval de críticas das mais variadas matizes se abate sobre o Benfica, é ainda mais difícil encontrar um ponto de equilíbrio que consiga (re)estabelecer a rotina da calma e da tranquilidade na equipa de futebol, sabendo-se desde logo que à chegada de um novo treinador há que ajuntar ainda uma pré-época atípica e a composição definitiva do plantel com reforços a chegarem já com o pontapé de saída iniciado, um pouco do que tem acontecido ano após ano fruto das complexidades de um mercado que demora sempre uma eternidade a fechar para o Benfica. E por pouco tempo, pois para a imprensa nunca encerra…

Se analisarmos com pragmatismo toda essa envolvente e não nos determos apenas e só na frieza dos resultados e exibições como tem vindo a acontecer devido ao interesse de muitos, não se poderá estranhar o arranque algo titubeante que se vê e se sente nos mais pequenos pormenores ainda à procura da estabilidade e da fluidez necessárias à prossecução do objectivo primeiro – vencer e exibir-se à altura dos seus pergaminhos. Falta ainda percorrer muito caminho embora esse facto não seja apenas de exclusividade encarnada, pois as outras equipas e sobretudo as igualmente candidatas ao título, também padecem do mesmo mal. Contudo, as insuficiências parecem só residir no Benfica…

Há pontos comuns nas prestações conseguidas ao longo das três jornadas já disputadas; em primeiro lugar a escolha dos jogadores que se configuram como (mais) titulares e do sistema a definir como preferencial. Rui Vitória (e bem) tenta estabilizar essas duas questões após o conjunto de observações que tem vindo a fazer nos treinos e nos jogos, depois das circunstâncias começarem, finalmente, a assentar. E aí tem que olhar para as características dos jogadores que tem à sua disposição e do(s) que eventualmente ainda irá receber. Só depois dessa equação estar resolvida poderá partir para o assentar definitivo de ideias e por consequência concentrar-se no modelo de jogo prioritário e naquilo que deverá ser a equipa-tipo.

No entretanto chegaram jogadores que irão desempenhar um lugar importante na equipa e que demorarão, como é natural, algum tempo a assimilar processos e rotinas e adaptar-se às ideias de jogo e às características dos colegas. E, é bom não esquecer, o mercado ainda não fechou e até ao último suspiro, se poderão entrar novo(s) elemento(s), não é de excluir saída(s) de última hora a exemplo do que já aconteceu por mais do que uma vez em alturas similares. E isso, como é natural cria sempre instabilidade emocional no(s) próprio(s) jogador(es) que afecta como é óbvio o desempenho individual e colectivo.

Enquanto se espera que esse factor inibidor passe depressa, temos que as prestações do Benfica ao longo do campeonato já decorrido não sendo propriamente de entusiasmar também não têm deslustrado. Existem lacunas que é preciso de facto colmatar, processos que necessitam de ser burilados e ideias e desempenhos que é urgente melhorar. Como em todas as épocas, tem havido jogadores a quem estão a ser concedidas oportunidades que as poderão deixar escapar, outros que têm revelado altos e baixos fruto da sua imaturidade e outros que se confirmarão com o decorrer das jornadas. Por alguma razão os plantéis são extensos e não só para prevenir expulsões ou lesões.

Vamos pois dar tempo ao tempo, esperar que o mercado feche e que o hiato competitivo relativo ao campeonato possa ajudar a consolidar as ideias de jogo que estão na mente do treinador, para que a equipa possa corresponder em pleno ao que espera dela a estrutura e os adeptos que têm sido incansáveis no apoio e na compreensão das naturais vicissitudes da equipa. Que, apesar de tudo, tem demonstrado uma enorme garra e vontade para ultrapassar os problemas que tem enfrentado. Outro denominador comum nos três jogos tem sido o esbanjar de oportunidades flagrantes de golo as quais, a serem concretizadas metade, outro galo cantaria e levaria a análises deveras diferentes...

P.S. - A arbitragem anda também a necessitar de acertar o passo. Depois dos dois casos flagrantes de Arouca ontem voltou a acontecer. Esperamos que fique por aqui apesar de haver por aí alguns que irão prosseguir na pressão sobre os árbitros para tentar recolher vantagens. Não tem sido assim todas as épocas quando não ganham?








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