Ponto Vermelho
O problema de sempre: as arbitragens...
1 de Setembro de 2015
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Como seria inevitável no futebol português, as 3 jornadas já decorridas do campeonato foram disputadas sobre o foco de enorme contestação, ou não tivesse acontecido a perda de pontos por parte dos grandes. Mas mesmo que tal não tivesse sucedido, o Sporting encarregar-se-ia de fabricar factos e de inventar pretextos para que a onda contestatária alastrasse, pois as críticas ao trabalho dos árbitros fazem parte intrínseca do ADN leonino. Que não apenas da actual liderança…

Os leões, continuam a cultivar a ilusão de que falando intensamente dos árbitros conseguem desviar o foco dos erros e das patacoadas que o seu fogoso presidente comete em catadupa, pois o conhecimento e a maturidade são coisas que não se adquirem por decreto mas só após ter decorrido o tempo necessário para a indispensável maturação. Isto se o bom senso e os genes da inteligência táctica acompanharem aquelas duas vertentes. Já sem falar do seu compagnon de route mais a norte que quis marcar antecipadamente o seu lugar recorrendo por isso ao factor antecipação.

Tudo isto sob o beneplácito de uma comunicação social permissível e tolerante que tem acompanhado e incentivado Bruno de Carvalho nas suas lamechices consecutivas. Vale mesmo tudo na ânsia de vender informação, pois se repararmos, foi dado muito maior destaque a um alegado penalty não assinalado contra a Académica num jogo em que o Sporting ganhou tranquilamente por 3-1, do que ao golo sancionado ao Moreirense em claríssimo fora-de-jogo visto ao vivo e sem qualquer necessidade de repetição, que esteve prestes a adulterar o resultado final. Eis só e apenas a pequeníssima diferença…

Enquanto assistimos aos mais descarados patrocínios e à tentativa de condicionamento e desestabilização da arbitragem que atravessa tal como as equipas, um momento menos feliz, o tremendo fracasso moscovita foi desvalorizado e relegado para segundo plano. Para que não fiquem dúvidas, a racionalidade e o pragmatismo impedem-nos de demonstrar satisfação, muito embora a nossa convicção tenha sido a de que dificilmente o jogo poderia ter um desfecho diferente. Mas atribuir o exclusivo das culpas pela eliminação à equipa de arbitragem é querer tapar o sol com uma peneira, pois como sabemos JJ demonstra alergia à prova e por isso, logo à partida, as possibilidades de sucesso das equipas que treina diminuem de forma acentuada.

Ao insistir de forma desabrida e imprópria nos erros de arbitragem como justificação para os indiscutíveis erros da equipa, do seu treinador e dos próprios, Bruno de Carvalho saltou a cancela do patamar mínimo do equilíbrio e do bom senso e atingiu um ponto de que não há, agora, retorno. É que as suas acusações gravíssimas e fora de tom foram escritas, logo com mais hipóteses de ponderação, sendo que ao serem dirigidas a arbitragens sob o signo da UEFA a coisa fia mais fino dado que como sabemos, aquela Organização não tem por hábito ser tolerante com atitudes ou comportamentos do tipo perpetrado pelo presidente leonino.

Introduzindo alguma dose de razoabilidade, admitimos que qualquer Clube que se sinta prejudicado pelas arbitragens expresse discordância e até mesmo em certos casos indignação. O Benfica muito tem sofrido na pele. Mas tudo deverá ser feito dentro de determinados limites o que, e não só neste caso, foram amplamente excedidos apesar de haver alguns responsáveis directivos de jornais que admitem preferir este tipo de franqueza à hipocrisia numa tentativa pouco hábil de misturar conceitos inconciliáveis. Ao ultrapassar esses limites o efeito tende a anular a causa, para além de submeter o autor a incidências disciplinares pouco aconselháveis, tendo em conta que não serão os tolerantes órgãos disciplinares nacionais que irão apreciar o eventual processo…

Talvez desse jeito agora o amigalhaço Pedro Proença continuar como Vice-Presidente do Comité de Arbitragem da UEFA. Todavia, provavelmente mal aconselhado pela dupla SCP-FCP na ânsia de desalojar Vítor Pereira e numa fase posterior Fernando Gomes, o ex-melhor árbitro do planeta não se deu conta que não ocupava um lugar nos areópagos nacionais para que tudo fosse permitido e as eventuais incompatibilidades fossem ultrapassadas com uma perna às costas. É pena pois foi Portugal e o seu futebol que ficaram a perder, sendo que como se irá oportunamente comprovar, SCP e FCP voltaram a prestar um péssimo serviço ao futebol português. Mas afinal o que é que isso interessa à imprensa engajada?






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