Ponto Vermelho
Recomeço promissório?
11 de Setembro de 2015
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Foi tempo para compromissos das Selecções e muito em particular da portuguesa. Já se sabe que para muitos, a Selecção é uma chatice que tem que se gramar porque o que verdadeiramente interessa são os fait-divers clubísticos, mas convém não exagerar… É que a despeito de Portugal ter disputado um jogo de extrema importância, ter vencido e dado assim um passo de gigante rumo ao Euro/2016, o destaque primou pela discrição pois existem coisas mais importantes a requerer a atenção dos media e por extensão dos adeptos e simpatizantes... Não faltaram ainda assim algumas críticas negativas centradas na vaca fria do costume, como seja as perenes insuficiências no capítulo da concretização, o golo da vitória no último minuto e, acima de tudo, a velha e indispensável renovação que nunca mais é feita. Adiante…

Para gáudio de muitos está de volta o campeonato como se não existisse futebol para além do mesmo… Ir-se-á disputar a 4.ª jornada que volta a englobar alguns jogos interessantes e que indicia prometer emoções fortes. Mas subjacente a tudo isso estão alguns sublinhados curiosos, como seja a repetitiva questão dos árbitros que promete continuar na ordem do dia, pois há gente (candidatos e clubes) que esperam e desesperam para que as cadeiras sejam desocupadas para nelas se sentarem e conduzirem uma nova política no sector que desenvolva a arbitragem na linha do que costumava fazer a AF Porto nos tempos gloriosos dos xitos adrianistas

Outra situação que chamou a atenção ainda que de forma mais moderada foi a questão de um dos líderes (o Arouca) receber outro dos comandantes (o FC Porto) não em Aveiro, mas sim no seu estádio na própria vila de Arouca. Esta tentativa de polemizar a circunstância não está, para já, a ter sucesso, ver-se-á se se manterá caso os portistas não alcancem a vitória… Todavia, este pseudo-caso não surgiu por acaso, pois como seria de esperar tinha que ter algo relacionado com o Benfica, visto que há 2 jornadas atrás o mesmo Arouca recebeu os encarnados em Aveiro com um fito bem claro: obter uma receita incomparavelmente superior o que, diga-se de passagem, foi amplamente conseguido. O assunto nem sequer foi abordado porque o Benfica perdeu. E quando assim é não se fala mais no assunto…

Falando de coisas mais sérias (longe vão os tempos em que os portistas tinham como uma das suas segundas casas o Estádio Municipal da Maia…) este tipo de situações omissas nos regulamentos liguistas necessita de ser revisto para que sejam coartados à nascença eventuais focos de polémica estéril. Tal como na questão dos futebolistas emprestados a clubes do mesmo escalão, a questão é simples de resolver e para isso torna-se necessário vontade política para que a verdade desportiva não seja ferida… quando convém a alguns. Estranha-se no entanto que o fogoso Bruno de Carvalho e seus pares e extensões nos media incluindo o homem dos monólogos das 3.ªs feiras não tenham já encetado uma luta feroz nesse sentido, mas tal ausência dever-se-á, provavelmente, à preparação de uma intensa campanha acerca dos méritos e virtudes do vídeo-árbitro…

Por outro lado, a Norte, Pinto da Costa que deve ainda estar a esta hora a saborear a pedrada-no-charco que sem dúvida constituiu a sua proposta para minorar o terrível drama que está a afectar de forma marcante dezenas de milhares de refugiados, quer demonstrar que o FC Porto é superior a essas questões comezinhas e que seja onde for que o jogo se dispute, os portistas não equacionam outro resultado que não seja o da vitória. A cobrança virá mais tarde… Assim sendo, a curiosidade é extensiva aos jogos em que intervêm os 3 ditos grandes e começa já com o Benfica-Belenenses que independentemente das épocas, costuma ser um osso bem duro de roer na Luz…










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