Ponto Vermelho
Desafio muito importante
15 de Setembro de 2015
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Depois de mais uma jornada do campeonato interno o grande (e único?!!!) objectivo de alguns estejam eles onde estiverem, os barcos navegaram em águas calmas no tocante aos três grandes que venceram com maior ou menor dificuldade, e até dois dos habituais patinhos feios da arbitragem (Bruno Paixão e João Capela) deram-se ao luxo raro de não receber críticas arrasadoras na linha do que é habitual acontecer por parte de algumas correias de transmissão. Vem aí agora a Fase de Grupos das Ligas dos Campeões e Europa a requerer a máxima prioridade e atenção, animando e entusiasmando adeptos que entendem que é este tipo de provas que dá aos clubes prestígio… e dinheiro. Muito!

A despeito de se tratar da 1.ª jornada, qualquer distracção ou menorização pode significar desde logo um marcar passo que pode depois impedir que uma eventual hipoteca possa ser distratada. Logo, a tradicional tentação bem portuguesa que remete para mais tarde e para a indispensável máquina de calcular a decisão do apuramento deve ser neutralizada à priori, entrando com tudo para que o passo em frente seja real e efectivo. Para isso é necessária a máxima concentração no objectivo não dividindo a atenção com o que há-de vir que apesar de estar próximo, deve ser encarado unicamente depois. Portugal precisa de continuar a manter o estatuto de poder apurar 2 equipas directamente para a Fase de Grupos da Champions e ainda acrescentar uma terceira a sair do play-off de apuramento.

Seguindo essa lógica de raciocínio, importa que as equipas comecem bem. Não ignoramos que milhares de adeptos de todas as equipas numa lógica puramente clubista que os obriga a desejar sempre o pior para o adversário, quer em provas nacionais (o que até se compreende…), quer em provas internacionais onde há muito mais coisas em questão, ou são indiferentes ou não se importam mesmo nada que os adversários percam e de preferência até sejam goleados. É uma faceta autista que afecta uma boa parte dos adeptos que entronca numa cultura de décadas que ultrapassa a desejável, pura e saudável rivalidade. Mas ela existe e com ela temos que saber conviver.

Posto isto, temos os primeiros jogos após o play-off com o Benfica a ser o primeiro a entrar em cena na Luz frente ao estreante Astana. Um jogo que antes do mais origina curiosidade pelo ineditismo mas que pode encerrar perigos maiores do que aqueles que à partida se vaticinam, pois desconhece-se a real valia de um adversário que tanto pode acusar as habituais dificuldades de estreia a este nível de dificuldades, como pode aproveitar o facto de ser olhado como presa fácil e galvanizar-se ao ponto de inclusivamente poder fazer um resultado positivo que constituiria sempre uma grossa surpresa.

Por isso e porque o Benfica tem sido demasiado perdulário nos últimos anos onde pareceu demonstrar sempre uma certa alergia à Champions, é importante que entre concentrado no objectivo de vencer pois será um jogo em que segundo a teoria repetitiva dos encartados o Benfica pouco terá a ganhar mais do que os 1,5 milhões; se lograr vencer não fez mais do que a sua obrigação contra um adversário deste jaez, mas se empatar ou perder as trombetas anunciarão de imediato desgraças sem fim e a hipótese de hecatombe para o jogo seguinte.

Todavia, nenhum cenário que não seja a possibilidade de alcançar os três pontos deve ser equacionada por nenhum adepto benfiquista, muito embora saibamos a imponderabilidade do futebol. Sem que tenhamos enbandeirado em arco com o resultado e sobretudo com a exibição de 6.ª feira, a realidade é que o Benfica parece dar mostras de paulatinamente regressar ao padrão que se espera que a equipa possa atingir e isso dá-nos a forte convicção que as agruras do passado recente estão ultrapassadas. Assim sendo e numa lógica do jogo a jogo, confiamos que a equipa irá saber dar a resposta adequada à importância do desafio nunca menosprezando o adversário. Não nos passa pela cabeça qualquer outro cenário alternativo...








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