Ponto Vermelho
O que a entrada na Europa nos disse…
18 de Setembro de 2015
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Depois de falhanços sistemáticos na abordagem à Europa dos ricos nos últimos anos situação que sempre considerámos algo estranha, ainda que devam ser creditadas duas finais da Europa dos remediados ambas por sinal mal perdidas por um conjunto alargado de razões que não especificamente a valia das equipas em compita, voltámos a ter a oportunidade de desmentir essa tese fatalista que levou o Benfica a falhar esse objectivo por sistema. Tal como já vinha a acontecer, os encarnados ocuparam o Pote 1 correspondente aos cabeças de série, ombreando com os clubes que neste momento são os mais poderosos no futebol do Velho Continente, pelo menos no capítulo financeiro.

Nessa perspectiva havia, contrariamente ao grupo do ano passado onde os emblemas acasalados eram do ponto de vista teórico mais equilibrados mas que na prática se observou que não era bem assim com o Benfica a situar-se estranhamente no último lugar do Grupo ainda que atingindo os 10 pontos que em princípio lhe garantiriam pelo menos a Liga Europa, a expectativa de ver como os encarnados reagiriam com um novo treinador a quem foi aposto desde logo um carimbo como terrível defeito, de ser calmo e falar com tranquilidade, ao invés de correr de forma desesperada pela linha lateral, ultrapassar com frequência a sua área de jurisdição e saltar freneticamente à frente do 4.º árbitro protestando contra um adversário imaginário…

Havia, é verdade, a vantagem de ter de enfrentar em casa, um adversário estreante na alta roda do futebol europeu partindo como favorito, enquanto alguns levantaram a questão do Benfica não ter tentado alterar a ordem dos jogos porquanto o jogo em Astana a disputar no próximo mês de Novembro em piso sintético, tem a dificuldade acrescida a juntar àquela, de fazer muito frio e o piso estar gelado o que é sempre um óbice adicional para todas as equipas que não estejam habituadas, mesmo que superiores futebolisticamente e com a componente técnica muito mais apurada. Desconhecemos se foi tentado e se sim se terá sido recusado pelo Astana (o que se compreenderia como é óbvio), mas com o jogo no Dragão no horizonte próximo, é evidente que deu lugar a especulação...

Aparte as conjecturas que sempre surgem em qualquer situação onde esteja envolvido o nome do Benfica, a estreia na edição deste ano saldou-se por um resultado positivo o que, para além da importante verba arrecadada correspondente à vitória obtida, trouxe uma lufada de ar fresco e uma outra forma de abordar uma prova que o Benfica, em circunstância alguma pode descurar, mesmo que se jure a pés juntos que o campeonato é que é a principal prioridade. Do nosso simples ponto de vista e à partida, prioridades serão todas as provas a disputar sejam elas internas ou externas, sabendo-se de antemão que as possibilidades de alcançar vitórias finais variam substancialmente na forma e na substância. Mas que esse deverá ser um objectivo a perseguir, independentemente de se conseguir muita, pouca, ou coisa nenhuma afigura-se-nos claro...

Não se infira, todavia, que o Benfica tenha cometido qualquer proeza ao vencer o Astana pois apenas foi cumprido o objectivo. Dirão, é claro, alguns no intuito de reduzir méritos, que o adversário era fraco e que o Benfica não fez mais do que a sua obrigação. Que seja. Mas o importante é muito mais que nos concentremos nas tarefas que temos que cumprir e nos objectivos que queremos alcançar, não valorizando opiniões inquinadas que já se sabe ao que vêm… É com este espírito positivo e confiante que temos que olhar já para a 2.ª jornada na visita que iremos efectuar a Madrid para defrontar o Atlético. Será difícil? Outra coisa não seria de esperar, mas estamos certos que o adversário olhará para o Benfica com o mesmo respeito e a mesma noção das dificuldades que nos esperam. Olhar com confiança para o futuro é uma norma que todos devemos adoptar. Mesmo com alguns acidentes de percurso…

P.S.- A jornada europeia foi positiva para os clubes portugueses se exceptuarmos o Sporting que em casa perdeu com os russos o que começa a ser já uma tradição. Normal afinal para quem considera que o campeonato é o grande objectivo e não resistiu, mais uma vez, a entrar no campo da invenção










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