Ponto Vermelho
Especificidades do nosso futebol
23 de Setembro de 2015
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O futebol, pela imprevisibilidade e génese popular, tem especificidades próprias qualquer que seja o Clube ou o País do Globo onde ele seja praticado. Num mundo globalizado onde as coisas acontecem e se propagam à velocidade da luz, não podemos ter grandes ilusões acerca de aspectos que gostaríamos de não ver retratados na praça pública sobretudo se forem relativos ao nosso Clube, apesar dos esforços da organização que multiplica os esforços para o evitar. É que a pressão diária de notícias obriga a procurá-las por todos os meios e quando elas não aparecem, surgem a mentira, a especulação e as distorções. E por mais desmentidos que sejam feitos, alguma coisa fica sempre retida na imaginação da opinião pública e dos adeptos.

Acontece um pouco por todo o lado e já quase todos, por força do hábito, vão aprendendo a conviver com isso e a criar mecanismos de defesa para não serem poluídos. Os mais avisados ou curiosos vão mais além, pois são mais assertivos na procura da verdadeira realidade, enquanto boa parte assume a veracidade das notícias sem se preocupar se elas são verdadeiras ou se não são apenas mera especulação jornalística. É pois com este mundo noticioso contraditório recheado de realidades virtuais que vamos coabitando e exercitando a nossa imaginação.

Acontece um pouco por todo o lado e já quase todos, por força do hábito, vão aprendendo a conviver com isso e a criar mecanismos de defesa para não serem poluídos. Os mais avisados ou curiosos vão mais além, pois são mais assertivos na procura da verdadeira realidade, enquanto boa parte assume a veracidade das notícias sem se preocupar se elas são verdadeiras ou são, apenas, mera especulação jornalística. É pois com este mundo noticioso contraditório recheado de realidades virtuais que vamos coabitando e exercitando a nossa imaginação.

Um bom exemplo no topo da actualidade é a novela Carrillo em que os responsáveis do Sporting tentaram numa primeira fase abafar o problema e resolvê-lo e, ao não conseguirem, a questão começou a originar rumores e cedo transpirou para os media em que os mais sensacionalistas partindo de um facto real, lhe emprestaram uma dose especulativa inteligentemente calculada para tornar a questão mais apelativa aos olhos e ouvidos do público e dos adeptos. E, ao associarem o nome dos rivais, tornaram o assunto num tema candente da actualidade desportiva, em especial para os adeptos leoninos que já vêem como certa a sua partida. Basta olhar para as mensagens que têm surgido nas bancadas de Alvalade…

O Benfica já teve, recentemente, a sua dose com Maxi Pereira e nenhum Clube por mais poderoso que seja financeiramente está salvaguardado que idêntica situação lhe possa acontecer, bastando para isso que estejam reunidas as condições indispensáveis. Veja-se o caso do croata Luka Modric e a sua problemática transferência do Tottenham para o Real Madrid cujas negociações duraram muito para além do prazo considerado normal. Mas transferiu-se! Desde que um jogador em fim de contrato, os seus familiares ou o seu empresário optem por mudar as agulhas e haja obviamente clubes dispostos a satisfazer as suas exigências, é certo e sabido que à luz da legislação actual é impossível obrigá-lo a renovar. Há, todavia, exemplos concretos de colaboração de jogadores e empresários mas isso, são excepções que não acontecem muitas vezes…

É claro que os últimos tempos para o jogador, para o Clube e para os adeptos passam a ser complicados. Particularmente quando os responsáveis percebendo a inevitabilidade da sua partida e sob a pressão dos adeptos tendem a optar por posições duras e inflexíveis que só vêm complicar ainda mais a questão e vivência com o jogador. Foi isso que o Benfica não fez com Maxi Pereira e o Sporting está a fazer com André Carrillo. Os resultados estão à vista, pois não se vislumbra algum benefício para quem quer que seja a não ser para quem venda panos e tintas para ilustrar mensagens… O jogador está semi-parado competitivamente, o Sporting não tem o seu contributo e a evolução parece seguir uma trajectória irreversível.

Poder-se-á dizer que devido à linha dura perfilhada por Bruno de Carvalho e seus pares, especulada pela Imprensa e assimilada pelos adeptos mais radicais, o Sporting tenderá a ter cada vez menos margem de manobra, a não ser que haja um volte-face o que neste momento não parece viável. Mas a ser assim, permanecendo as duas posições irredutíveis, até quando continuará este braço-de-ferro que manifestamente é prejudicial a todos? Os rivais torcerão para que a situação se mantenha e de preferência se agrave, mas será isso, para os mais sensatos, o que deverá acontecer? O recente caso de Maxi Pereira não foi lição suficiente?






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