Ponto Vermelho
Como será quando chegarem mais desaires?
25 de Novembro de 2015
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Os últimos tempos têm sido francamente atípicos. Os vários inventores que de forma continuada têm dado origem às caixas jornalísticas, apesar de continuarem a debitar as habituais aleivosias e generalidades, têm sofrido uma menor exposição ou, para sermos mais rigorosos, de uma mais dispersa atenção dos media, fruto de haver outros temas que, excepcionalmente, os sobrelevaram. Todos sabemos quais são, e pelo andar da carruagem ainda levará algum tempo até que os mesmos se diluam na espuma inexorável do tempo. Pelo menos lá fora. No entanto, cá dentro o foco está a regressar em força, não fosse isso que vende e dá audiências.

Audiências que por diferentes razões têm estado mais viradas para outras actualidades e nem a tentativa desesperada de algumas personagens do sempre agitado mundo sportinguista conhecidas pela sua truculência e verborreia de tentarem colocar na ordem do dia aspectos colaterais de nenhuma relevância surtiu, na altura, efeito. Diluiram-se assim as expectativas de agitar o pré-derby. De facto, o adepto-presidente manteve, a cada passo, a tendência há muito identificada de repetir a linguagem rasteira e insultuosa que em nada dignifica a instituição Sporting, perante o aplauso de um conjunto cego de seguidores que aparentam navegar nas mesmas águas turvas e turbulentas, não enxergando que com essa acção estão a criar um clima dispensável de crispação que em nada favorece o futebol português. Valeu, para as suas cores, um Benfica de menos e, mais uma vez, o benemérito Jorge Sousa…

Atirar bojardas para o ar para quem pressurosa e solicitamente coloca sempre os microfones à sua disposição é fácil, o pior irá ser provar todos esses dislates e ofensas quando daqui a uns meses (ou serão anos?) for intimado a fazê-lo em sede própria. Enquanto não se diluir o efeito das vitórias sobre o Benfica, continuará a repetir mil vezes a mesma lenga-lenga fastidiosa na esperança que mentiras mil vezes repetidas adquiram veracidade em mentes acéfalas. Qualquer adepto medianamente inteligente percebe o alcance da sua estratégia e a sua irritação cada vez mais acentuada face à ausência de réplica do seu alvo predilecto. Parafraseando uma das suas expressões favoritas, poderíamos dizer que as suas constantes invectivas têm-nos propiciado momentos de altíssimo gozo e dado uma enorme vontade de rir… Pena é que não tenha havido qualquer atitude do Presidente da Liga em primeira instância, para além disso estar a afectar seriamente a imagem e a credibilidade do nosso futebol logo agora que o mesmo dava sinais de recuperação!

Todavia a estratégia não se circunscreve apenas e só ao actor principal. Estende-se, igualmente, numa acção concertada ao Director Augusto Inácio (a propósito o seu pelouro não é o das Relações Internacionais?), muito embora com fraco alcance pois a imaginação não é definitivamente o seu forte, limitando-se a repetir com as mesmas palavras e com os mesmos argumentos e expressões, o veiculado nos comunicados oficiais ou nas declarações e na página do facebook do adepto-presidente. Logo a credibilidade das suas afirmações está desde logo desfeita por configurar uma cassete tocada vezes sem conta e a quem já ninguém presta atenção.

Mas não só. O Director-Geral Octávio Machado uma aquisição de última hora e que andava desaparecido apesar das tentativas de regressar à ribalta e que faz lembrar, em sentido figurado, os doberman que são fiéis até morderem o dono, está finalmente a justificar a razão da sua contratação. Para os mais desesperados isto estava a precisão de animação e, com o homem que não estava à espera de voltar ao futebol mas que se andava a insinuar por aí, vão tê-la. Usa, como sempre usou, uma linguagem basista mas há quem goste porque vocifera e deixa sempre algo em aberto nas entrelinhas, para permitir que a imaginação fértil de muitos cumpra o resto da tarefa sem que tenha que suportar o ónus. É uma técnica que bebeu na escola das Antas e que tantos e tão bons frutos propiciou. Mas tudo tem o seu tempo e duvidamos seriamente que agora venha a ter êxito.

Por último o Presidente da MAG Jaime Marta Soares. Acreditamos que não deve ser fácil a sua posição. Mas é evidente que podia e devia manter uma maior equidistância por lhe incumbir defender a coesão e a harmonia da família sportinguista com o menor número possível de sobressaltos. Gradualmente, face aos fogos que deflagram por todos os lados, a sua posição tem-se desfocado e hoje em dia fica a sensação que se assume como mais uma extensão das posições extremadas do adepto-presidente. É público e notório que há dirigentes que não se revêm na estratégia oficial. Uns que já o começaram a assumir publicamente como é o caso de Rui Barreiro e outros que o fazem há já algum tempo em surdina. O rastilho já é grande e não vai ser nada fácil apagá-lo quando for definitivamente ateado. Ai não vai, não…








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