Ponto Vermelho
Bem nos embalam… mas será que nos deixaremos adormecer?
28 de Novembro de 2015
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Diariamente somos massacrados com opiniões e invenções dos mais variados matizes, que vão desde os novos cristãos sportinguistas aos supostos independentes, passando ainda pelos pseudo-benfiquistas (os tais de que só temos conhecimento que existem quando o Benfica não está bem), já sem falar daqueles que sem ideias próprias apenas e só replicam as dos outros contribuindo para o cenário de algazarra. O triunvirato que ocupa presentemente o poder no Clube dos Viscondes tem prosseguido a campanha que tem usado todos os meios ao seu alcance, não importando os métodos utilizados, a justeza dos argumentos ou a validade da razão. Tudo tem servido para denegrir tudo o que não seja a verdade a que os sportinguistas têm direito, uma realidade que tem sido bem acolhida pela grossa legião de grande parte dos habitantes dos media. Seja qual for o seu estatuto.

Tem sido pois um valioso contributo para o aumento exponencial do barulho e da confusão, e isso reflecte-se de modo claro na informação diária com que somos mimoseados. Poderemos afirmar com propriedade que a regressão é um dado insofismável, e o regresso aos bons velhos tempos uma realidade incontornável. Aparte meros interesses pessoais e clubistas, não enxergamos que isso possa contribuir, seja de que forma for, para o desenvolvimento e progresso do Futebol português. Mas isso, sob o aplauso das tiragens e das audiências, não parece de nenhuma forma preocupar o nóvel presidente da Liga que dá a sensação nítida que não quer afrontar os poderes e os interesses dos que o elegeram. Sim, porque não é impunemente que se abandona uma Vice-Presidência da Arbitragem da UEFA para se ser mera figura decorativa da Liga portuguesa…

Enquanto todo esse folclore decorre concorrendo para o gáudio de muitos e para o interesse de alguns, a imagem do nosso Futebol definha e vai-se degradando. Porque os atropelos e a vergonha que se agudizaram esta época sob o manto do silêncio dos responsáveis, tem sido de molde a deixar os adeptos genuinos do futebol preocupados porque não se revêem de forma nenhuma nesta cruzada de mediocridade oriunda de Alvalade que apenas e só busca um objectivo: a conquista de algo palpável de que não sente o mais leve sabor há mais do que uma década, mesmo que para isso seja preciso usar todos os truques até os de mais baixo nível, tentando imitar no que de pior teve a longa hegemonia pintista.

Tem-se falado e repisado a sequência tri-vitoriosa dos leões sobre os encarnados. Percebe-se que por ser uma raridade continue a ser notícia e a cultivar acefalias próprias do meio. Até porque estando o Benfica distante do seu melhor, isso constitui sempre uma excelente notícia para o exército de anti-benfiquistas que, na ausência de meios efectivos para cultivar o júbilo, se refugiam na desgraça dos outros. Acontece com todos esses e em particular com os leões famintos, que já salvaram a época com um tri-campeonato que já não sucedia há mais de seis décadas… Ao mesmo tempo que promoveram à élite um técnico que até demandou Alvalade por meras razões afectivas…

Mantemos suficiente cabeça fria para discernir que por razões variadas o Benfica não se encontra no seu melhor. Mas com todos os seus defeitos, insuficiências, virtudes e potencialidades, está longe, muito longe do apocalipse que muitos vaticinam, não sendo inocente o facto de haver eleições em 2016… Como era voz corrente do actual técnico leonino as contas fazem-se no fim e, quando o mesmo chegar, teremos todos oportunidade de fazer um balanço exacto e real do que aconteceu. Até lá, aparte o já transcorrido, tudo faz parte do mundo da especulação. Mas de concreto é já possível constatar algumas realidades e, aparte o banzé, concluir que o Sporting tem sido o grande beneficiado com as arbitragens como qualquer observador imparcial o pode constatar. Sem essa ajuda, os leões estariam a atravessar uma época pouco conseguida, pois pelo menos 6 pontos no campeonato foram oferecidos de bandeja. E voltamos à questão: se não há dúvidas sobre a superioridade do Sporting sobre o Benfica, porque razão, nos 3 (três) jogos disputados foram escamoteados 4 (quatro) penalties aos encarnados que em 2 dos jogos poderiam estabelecer o empate e no outro, outra marcha do marcador? Ou querem-nos tomar por tolos e fazer pensar que isso não teve enorme e quiçá decisiva influência?










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