Ponto Vermelho
Semana intensa
13 de Dezembro de 2015
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A pretérita semana foi pródiga em acontecimentos relevantes e diversificados para o universo benfiquista. Todos interligados com o Futebol como actividade fulcral do Clube. Teve início, com o futebol do Benfica antecipadamente apurado para a fase seguinte, com o derradeiro jogo da fase de Grupos da Liga de Campeões contra o forte Atlético de Madrid, continuou com a cerimónia que consagrou o acordo para a cedência dos direitos televisivos e conteúdos da BTV e, por último, a prorrogação dos contratos dos promissores jovens Renato Sanches e Nélson Semedo que incluiu aumentos nos vencimentos e das respectivas claúsulas de rescisão.

No que toca ao jogo com os espanhóis em que se definia o 1.º lugar do Grupo, a vitória pendeu para os colchoneros que apresentaram uma equipa recheada de grandes jogadores quer no campo quer no banco, ao contrário do Benfica que voltou a revelar lacunas no plantel agravadas com as lesões que continuam a fustigar a equipa. Os encarnados foram criticados pela táctica utilizada na 1.ª parte de retracção e demonstração de receio em demasia. Para os adeptos e simpatizantes que estavam nas bancadas ou os que visualizaram o jogo no pequeno écran essa postura não terá sido certamente do seu agrado, porquanto querem ver sempre o Benfica a apresentar-se dominador e a jogar para a frente seja qual for o adversário que tiver pela frente. Se tem ou não condições para o fazer neste momento, isso já é outra questão!

Por várias razões isso não foi possível, uma desculpa que não colheu sobretudo face ao desempenho na 2.ª parte e em particular nos derradeiros 20 minutos em que até podiam ter chegado ao empate que lhe garantiria a vitória no Grupo. Todavia, os paradoxos que são lugar comum no futebol não impediram o Benfica de não conseguir evitar oportunidades alheias e sofrer golos no período em que adoptaram a táctica mais conservadora e calculista, enquanto que na fase em que arriscaram porque nada tinham a perder, não só não sofreram como dominaram de forma clara e marcaram, o que de alguma forma vem legitimar a tese dos que não apreciaram o comportamento da equipa na 1.ª parte. São mistérios insondáveis, tendo em conta os objectivos, nem sempre lógicos e explicáveis…

A cerimónia que confirmou o acordo que já tinha sido anunciado e do qual sobressaíam dúvidas e interrogações, teve lugar em pleno relvado da Luz. Justamente (e não terá sido por acaso), no dia em que a Benfica TV comemorava o 7.º aniversário de emissões regulares. Algumas dúvidas fora desfeitas mas outras permaneceram, sobretudo no espírito dos adeptos benfiquistas mais tradicionalistas que continuam sem esquecer, por razões adjectivadas, a Sport TV do Oliveira. Não sendo definitivo mas também uma hipótese que não deve ser excluída como afirmou o próprio presidente da NOS, do nosso ponto de vista as circunstâncias são agora muito diferentes em que a política é fundamentalmente o negócio, enquanto que no passado era o negócio (obviamente), mas também o clubismo descarado que prejudicava de forma deliberada o Benfica. Demos tempo ao tempo para aquilatar a bondade desta parceria em todas as suas vertentes, muito embora pareça ser, de forma segura, um excelente negócio tendo em conta a conjuntura actual.

Finalmente, uma palavra para a prorrogação dos contratos de Renato Sanches e Nélson Semedo, uma lógica que impunha concretizar depois de alguns episódios anteriores menos felizes e quiçá precipitados. Os dois fazem parte do futuro do Benfica e é interessante verificar os elogios armadilhados que têm chegado dos mais inesperados quadrantes em que, para além da azia sempre presente nas suas múltiplas intervenções, está subjacente a expectativa inequívoca de os ver falhar como aliás foi acontecendo ao longo dos tempos com outros talentos que muito prometiam. Estamos convictos que os dois (e os que já aguardam na fila de espera…) estão a ser trabalhados e acompanhados e já terão entranhado que a distância entre o sucesso e o falhanço é praticamente inexistente. Pois que continuem e não se deixem inebriar com cantos de sereia de quem é sempre acompanhado pela frustração de ver singrar qualquer talento encarnado…










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