Ponto Vermelho
Nevoeiro e outros interesses…
16 de Dezembro de 2015
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Há factos e situações que continuam a ocorrer no futebol português que nos deixam cada vez mais apreensivos porquanto não vislumbramos formas e feitio dos responsáveis encontrarem as soluções que resolvam problemas gritantes que continuam a ser recorrentes, perante o encolher de ombros e a resignação de quase todos. Nesse contexto, se existe um problema, a solução é ignorá-lo e empurrá-lo com a barriga para a frente na esperança de que ele se auto-anule ou se resolva a si próprio. Na maior parte das vezes isso está longe de acontecer como é evidente, o que implica que ele cresça qual bola de neve. E mesmo nessa altura, ele só é encarado se por acaso as hipóteses de adiamento estiverem esgotadas.

O campo da Choupana na Ilha da Madeira é um desses exemplos. Em cada época, nos meses de Outono/Inverno, dada a sua localização, é frequente acontecerem nevoeiros intensos que ameaçam constantemente a realização de jogos de futebol, até porque eles são regularmente marcados para a noite onde os ditos cujos surgem ainda com maior ameaça, o que por vezes é determinante para a interrupção dos desafios ou até mesmo para a sua não realização. Porque o campo é também com alguma frequência bi-utilizado para jogos do seu proprietário (Nacional) e também do União, o risco duplica sem que se perceba a teimosia dos clubes de lá disputarem os jogos , e obviamente pelo facto da Liga continuar muda e queda perante uma questão com sérias implicações.

Não vamos, por agora, enveredar por questões que se prendem com o facto da Ilha da Madeira conseguir meter 3 (três) clubes na 1.ª Liga. Porque isso, não sendo mistério para ninguém, faz parte do leque de situações incompreensíveis que continuam a grassar neste País e que justificam de alguma forma as assimetrias que se notam um pouco por todo o lado e em todos os sectores da vida nacional. Vamos apenas deter-nos no facto em si e na insistência bacoca de prosseguir uma situação que não vemos que vantagens possa trazer. Pelo contrário, os inconvenientes superam largamente os benefícios, prejudicando os clubes, os jogadores e os adeptos em que muitos se vêem impedidos de presenciar ao vivo desafios para os quais dispenderam, com dificuldade, algumas centenas de euros.

Assim sendo, a resolução do problema está entregue à boa vontade de S. Pedro, não importando as múltiplas consequências sempre que o mesmo não está pelos ajustes e faz cumprir a meteorologia mais consentânea com a época do ano. Depois, é confiar que os clubes (em particular os grandes encontrem um furo que lhes permita realizar os jogos em atraso). É inconcebível que tal continue a acontecer numa modalidade altamente profissionalizada mas pela amostra, o actual presidente da Liga continua fiel a si próprio, isto é, a demonstrar a incompetência enquanto árbitro que sempre o caracterizou em relvados nacionais nos jogos (incontáveis) em que teve o privilégio de prejudicar o Benfica.

Numa hora em que já é possível efectuar um primeiro balanço da sua magistratura à frente da Liga de Clubes, poder-se-á concluir de forma categórica que Pedro Proença não tem demonstrado um mínimo de aptidão para o lugar. De facto, só em Alvalade e no Dragão (os outros são apenas peões de brega que mudam de direcção conforme o vento…) é que se poderia acreditar que o rapaz seria capaz de levar a cabo uma tarefa para a qual não estava talhado. A grande bandeira da centralização dos direitos televisivos caiu com estrondo, e de concreto nada se vislumbra de positivo. Vai continuar a marinar à espera de um milagre?

P.S. - O facto de ontem numa exibição muito pálida e cinzenta do Benfica o nevoeiro não ter feito a sua aparição, não muda em nada o que atrás fica dito. É necessário e urgente serem tomadas medidas para resolver de vez um problema que só existe porque quem de direito não tem estado interessado em solucioná-lo.










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