Ponto Vermelho
Curiosidades em semana natalícia…
24 de Dezembro de 2015
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Neste Natal, a exemplo dos últimos (longuíssimos) anos, cumpriu-se mais uma vez a tradição que trás aventuras e desventuras pré-natalícias ao nosso vizinho do outro lado da 2.ª circular. Temos que convir que até certo ponto constituiu uma surpresa, apesar do primeiro assomo registado com a eliminação da Taça de Portugal frente aos bracarenses num jogo que encantou a plateia que gosta do futebol pela imprevisibilidade, competitividade e emoção registadas até ao fim. Mas a força do destino foi mais forte e acabou por imperar a normalidade das épocas anteriores. A semana foi de facto terrivelmente aziaga para os leões com duas derrotas inapeláveis e sem retorno e uma terceira que não sendo definitiva veio complicar o espectro para o próximo dia 2 de Janeiro.

É sempre interessante observar as análises dos que são tidos como muito entendidos na matéria. Na 3.ª feira antecedente, no jogo em atraso correspondente à 7.ª jornada na Choupana, o Benfica, em campo neutro (???!!!) tinha, de forma inesperada, deixado dois preciosos pontos naquele anfiteatro. As principais justificações que inundaram a imprensa foram as de que o Benfica tinha sido fiel a si próprio, isto é, tinha apresentado a matriz que o tem caracterizado esta época com Rui Vitória, hesitante entre a aplicação do modelo jorgiano e o seu preferido 4X3X3, no que resultou num jogo híbrido com insistência no jogo interior, logo mais facilmente anulável pelo antagonista. O que não deixa de ser interessante é que esta tese a exemplo de outras, começou a vingar pois até benfiquistas que apreciam perorar sobre tácticas e sistemas a adoptaram, para justificar as prestações menos conseguidas dos encarnados.

Uma das razões entre muitas pela qual o futebol é tão popular resulta do facto do marasmo não ser um lugar comum. Pelo contrário, as surpresas e contradições estão ao virar de cada esquina, e daí aconteceu que o futebol empastado encarnado ainda conseguiu obter um ponto, enquanto o melhor futebol praticado em Portugal veio de mãos a abanar e, pior do que isso, acabou por espatifar o sonho há tantos anos perseguido de dobrar o ano como Campeão de Inverno e eliminar assim as principais vantagens com que poderia chegar ao clássico do começo do ano. Com tudo isto, o incrível presidente unionista com as suas palavras destemperadas e inacreditáveis na praça pública deve mesmo ter-se auto-convencido que tinha carradas de razão…

Por último, como não há duas sem três, veio a decisão do TAD sobre o chamado caso Rojo. A conjugação astral que centralizou as forças do mal que insistem em pôr em causa a tão apregoada verdade desportiva tão insistentemente defendida por Bruno de Carvalho acolitado, entre outros, pelo monologuista Santos e que teve todo o tempo do Mundo para trazer à luz do dia a decisão já esperada, fez de propósito para estragar o Natal ao fogoso presidente leonino. Não há pachorra logo agora que Jesus se aprestava para reclamar mais aquisições para o resto da época…

Logo uma barreira de contra-informação foi concebida, alegando que apesar desta decisão apenas estamos no princípio. E nós, humildes ignorantes, a pensar que este era o fim… Acreditamos que depois da bazófia continuada e da cruzada contra a lepra dos Fundos, seja muito difícil de engolir uma decisão de sinal contrário. O que provavelmente se seguirá será mais uma das muitas guerras a fundo perdido encetadas por Bruno Carvalho, que resultará na evidência de ser derrotado em toda a linha com custos e tempo dispendido, quando, por exemplo, devia ser melhor aproveitado na resolução dos múltiplos problemas que grassam em Alvalade. Se para os adversários tudo isto origina divertimento, começa a ser penoso para os sportinguistas mais avisados assistir ao contínuo folclore que em nada beneficia o Sporting…

P.S. Um excelente Natal para todos e que 2016 traga os maiores êxitos para o desporto português!










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