Ponto Vermelho
Expectativas intactas (apesar de tudo) !
27 de Dezembro de 2015
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Estamos a caminhar apressadamente para o que resta de 2015 e no plano desportivo muito há já para contar. Embora o Futebol continue a ocupar um espaço privilegiado reservado pelos media e pelos adeptos, as diversas modalidades cada vez mais pujantes fazem questão de reclamar uma maior atenção no espaço noticioso, levando cada vez mais à constatação de que o País desportivo não é só futebol por mais que este se revele de forma incontestável como o número 1 com um avanço tranquilo e considerável. Tudo aponta, aliás, para que este cenário se mantenha sem alteração de maior nos próximos anos.

Concluído o apuramento sereno da Selecção Portuguesa de Futebol para o Europeu de França uma questão que por não ser normal é sempre de sublinhar, rapidamente os detractores fizeram a sua aparição à luz do dia. Quase todos sabemos que quando se pretende desestabilizar algo acaba sempre por se encontrar motivos, mais do que não seja fabricados para atingir o objectivo que se pretende. Todavia, na ausência de factos mais polémicos, as críticas ficaram-se pelas exibições pouco conseguidas, pelos resultados tangenciais alguns dos quais obtidos nos minutos finais e pela decepção de não verem mais jogadores do seu clube seleccionados e utilizados. Palma de Ouro para Alvalade e seus derivados que aproveitam qualquer tema para se fazerem ouvir e divertir os adeptos dos outros clubes.

Na Europa da I Divisão dos Clubes duas surpresas e uma confirmação; no primeiro caso o sinal foi contrário, pois enquanto o FC Porto contra as expectativas e depois de ter o apuramento na mão abriu-a e deixou fugir o pássaro, o Benfica a lutar mais uma vez contra o pessimismo de muitos e o infortúnio das lesões, teve uma boa prestação num Grupo difícil e, contrariamente ao que muitos vaticinavam, conseguiu o apuramento e até à última jornada manteve viva a possibilidade de conseguir vencer o Grupo onde pontificava o finalista vencido da anterior edição. Infelizmente para o Sporting o seu actual treinador foi fiel a si próprio e fez prevalecer o habitual desinteresse na prova, pois o campeonato é que é sempre o seu principal objectivo. Na Liga Europa destaque para o SC Braga que acabou por vencer o seu Grupo de apuramento enquanto todos os outros acabaram por ficar pelo caminho com excepção do Sporting.

Mas, a exemplo de Jesus, não há como escamotear o facto de grande parte dos olhos estarem concentrados no campeonato como se para além dele não houvesse vida futebolística. É verdade que as provas são mais ou menos valorizadas consoante a nossa equipa esteja ou não em prova. Mas não se deve exagerar nem esgotar o crédito. Os acontecimentos que se registaram no defeso e que tiveram prolongamento no início da temporada como seja o facto de Jesus ter demandado Alvalade e ter havido uma sequência de três derbies com resultado favorável aos leões, aqueceram o ambiente pelo ineditismo da situação, a par do fogo de morteiro lançado continuamente da margem esquerda da 2.ª Circular com o fito de, numa situação mais favorável, desmoralizar o seu eterno rival. Entusiasmos de quem não está habituado a ganhar e tenta aproveitar o momento esquecendo que Maio ainda está muito distante…

Contudo, desde que a época se iniciou tem imperado uma situação preocupante que não pode deixar de nos causar a maior apreensão, porquanto está a impelir-nos para revivermos um passado de triste memória. Com a mesma estrutura dirigente em funções e basicamente com o mesmo quadro de árbitros aparte os habituais ajustes que sempre sucedem, nada fazia prever que as arbitragens voltassem a registar um número tão anormal de erros e omissões, com a particularidade de esses erros e omissões não serem equitativamente distribuídos. Pelo contrário foram de forte penalização para o Benfica, sendo que nos 3 jogos com o Sporting foram sonegados 4 evidentíssimos penalties, com o clímax a ser atingido na última jornada onde ficaram nada mais nada menos do que 3 (três) por marcar. É por isso que quando olhamos para as Ligas da Verdade que proliferam por aí sentimos a tentação (quase) irreprimível de nos rirmos a bandeiras despregadas. Só não o fazemos porque o assunto é demasiado triste e sério…










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